A CRÓNICA: MAIS UM JOGO TREINO PARA OS MELHORES DA EUROPA 

O sorteio ditou que a caminhada do campeão europeu FC Bayern München começaria frente ao Atlético de Madrid, que muitas críticas tem recebido de há algumas épocas para cá. Do outro lado do grupo estavam Lokomotiv de Moscovo e o RB Salzburgo, duas equipas manifestamente inferiores que não faziam deste um jogo de vida ou de morte. Assim, esperava-se uma partida equilibrada, ainda que com ligeiro ascendente para os alemães.

Os primeiros minutos assim foram, até com o Atlético de Madrid a ter mais iniciativa de jogo, mas a partir daí a partida ganhou um único sentido. Os Bávaros assumiram-se como os detentores do título e dominaram os acontecimentos até aos 80 minutos. Nesse espaço de tempo conseguiram modestos quatro golos frente a um plantel que, embora menos capaz, tem na defesa a sua grande mais valia.

O primeiro apareceu aos 28, através de Coman, depois de uma grande recuperação e assistência de Kimmich. Passados 13 minutos era a vez de Goretzka picar o ponto, dando uma vantagem confortável à equipa caseira.

A segunda parte começou com uma novidade, um golo de João Félix que viria a ser anulado por fora-de-jogo, mas o rumo viria a ser o mesmo. Só dava FC Bayern Munique e aos 66 minutos Tolisso, com um extraordinário golo, acabava com a esperança dos espanhóis que estavam já alheados da partida. Aos 72, depois de uma boa jogada individual, Coman fazia o bis e fechava as contas da partida que pouca história tem para contar.

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Os alemães foram e são melhores a todos os níveis. Os madrilenos pouco ou nada conseguiram fazer. Uma autêntica passagem a ferro que evidencia o favoritismo do FFC Bayern München para conquistar o bi campeonato europeu. 

 A FIGURA


Kingsley Coman – O extremo francês inaugurou e fechou o marcador com dois bons golos, o primeiro de vertente coletiva e o segundo numa extraordinária jogada individual. Foi o marcador do golo da final da edição transata e entrou com o pé direito na defesa do título dos alemães. Quando foi chamado a intervir esteve sempre bem e revelou-se essencial para a manobra da equipa neste jogo. 

O FORA DE JOGO


Conjunto do Club Atlético de Madrid – Os espanhóis nunca foram realmente uma equipa durante os 90 minutos de jogo. Muito pouco capazes a todos os níveis, a equipa causou poucas dificuldades aos Bávaros e não honraram o bom nome que representam. O processo não vem sendo muito convincente e o plantel está cada vez mais debilitado e isso é evidente essencialmente nos jogos grandes. Muita coisa terá de mudar para esta não ser mais uma época em branco para o conjunto de Diego Simeone. 

ANÁLISE TÁTICA – FC Bayern München

 A equipa de Munique iniciou a partida no sistema de 4-2-3-1 que muitas conquistas já deu aos Bávaros. David Alaba e Sule no eixo central da defesa, com Pavard e Lucas Hernandez nas laterais sempre com uma enorme projeção ofensiva. No setor mais recuado do meio campo apareceram Kimmich e Goretzka, ainda que isso não fosse impedimento para aparecem em zonas de finalização. Se assim não fosse, o alemão cujo porte físico tem impressionado todos os adeptos do futebol não tinha feito o segundo golo da equipa. Mais à frente apareciam Muller e Tolisso, que intercalavam as suas posições entre o apoio a Lewandowski e a ala direita, e Coman, sempre descaído pelo lado esquerdo. À frente o melhor marcador da época passada e o vencedor virtual do prémio de melhor jogador do mundo caso este tivesse sido entregue, Robert Lewandowski. A partir daqui é deixá-los brilhar. O desenho tático é apenas isso, um desenho, e todos os jogadores dispõem de grande mobilidade que fazem desta equipa uma das mais letais da Europa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (7)

Pavard (8)

Sule (7)

Alaba (7)

Lucas Hernadez (7)

Kimmich (8)

Goretzka (8)

Muller (7)

Tolisso (7)

Coman (9)

Lewandowski (7)

 SUBS UTILIZADOS

 Douglas Costa (6)

Bouna Sarr (6)

Choupo-Moting (-)

Alphonso Davies (-)

Javi Martinez (-)

 ANÁLISE TÁTICA – Club Atlético Madrid

 Os espanhóis apresentaram-se na Allianz Arena no típico 4-4-2 com o eixo defensivo que disputa a maioria das partidas. Do meio campo tentaram ser donos Herrera e Koke, ainda que sem grande sucesso devido ao completo abafo dos adversários, e nas alas apareceram Carrasco e Llorente. O primeiro sempre mais vertical e na procura  de movimentos de rotura e o segundo mais perto dos homens do corredor central com rotações mais interiores. À frente Luís Suárez e João Félix, que pouco produziram na partida. O processo ofensivo foi quase nulo devido à inferioridade da equipa, e a nível defensivo não foi também uma noite de sonho para os jogadores do conjunto espanhol. Uma ideia que se perdeu muito cedo e que obviamente acabou por não resultar, muito por mérito do FC Bayern München.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Oblak (5)

Trippier (4)

Savic (5)

Felipe (4)

Renan Lodi (5)

Llorente (5)

Herrera (5)

Koke (5)

Yannick Carrasco (5)

Luis Suárez (5)

João Félix (6) 

SUBS UTILIZADOS

 Angel Correa (5)

Vitolo (5)

Thomas Lemar (5)

Lucas Torreira (4)

 

 

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