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Boas notícias para quem sonha com percursos inesperadamente triunfais – Leicester e Mónaco têm reais hipóteses de atingir as meias-finais da Liga dos Campeões.

Os foxes, depois de eliminarem de forma impactante o Sevilha, vão enfrentar um Atlético de Madrid que, apesar de ter estatuto de vice-campeão europeu, está muito longe da forma extraordinária que habituou o mundo do futebol a contar com esta equipa para grandes façanhas. Não que, porém, isso signifique que os homens de Simeone não reajam a um momento menos bom, mas parece bem menos provável que o façam agora (quando ocupam o quarto lugar na Liga – atrás do Sevilha, eliminado por este Leicester – e têm caído como nunca) do que em cada um dos últimos 3 anos.

Os monegascos, comandados com brio por Leonardo Jardim, têm pela frente um Borussia Dortmund que os “imita” na mentalidade ofensiva, mas que peca, por comparação (e não só), na capacidade de organização.
Um contexto que, aliado ao facto do Mónaco jogar em casa na segunda mão, dá razões para acreditar numa eliminatória que poderá ser tão bem sucedida para os adeptos da equipa de Bernardo Silva e companhia… como para os de futebol, em geral – temos golos e espectáculo garantido.

Renato Sanches e Cristiano Ronaldo encontram-se, pela primeira vez, como adversários Fonte: UEFA
Renato Sanches e Cristiano Ronaldo vão-se encontrar, pela primeira vez, como adversários
Fonte: UEFA

As boas notícias, porém, não ficam por aqui. É que para além de estarem em perspectiva momentos históricos da Champions, há, também, um revisitar de história já feita.
Nos outros dois jogos dos quartos-de-final, Barcelona e Juventus vão reeditar a final de 2015, enquanto que Real e Bayern, 1º e 2º classificados do ranking da UEFA, vão avivar a memória de confrontos épicos de um passado recente (diz-se que Neuer ainda tem pesadelos com os 4-0 das meias de 2013, em Munique, quando Ancelotti era treinador… do Real), numa eliminatória que marcará o encontro de dois dos “nossos” heróis de St. Denis – Cristiano Ronaldo e Renato Sanches.

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Este, porém, não será o único “choque” de hérois do Euro 2016. Na Liga Europa, o Besiktas de Ricardo Quaresma foi emparelhado com o fantástico Lyon (deixou a Roma para trás com uma exibição de gala na primeira mão, e tem miúdos com enorme talento nas suas fileiras) de Anthony Lopes. Uma eliminatória que também é uma boa notícia pelo espectáculo que se perspectiva entre duas equipas com bom pendor ofensivo.

Continuando com nomes portugueses, José Mourinho parece ter tido a sorte do seu lado. Conseguiu evitar equipas como as citadas acima, o Celta de Vigo (emparelhado com o Genk) ou o Schalke (joga com o Ajax, numa eliminatória na qual se prevêem muitos golos) e recebeu, porventura, um dos conjuntos teoricamente mais fáceis- o Anderlecht. Pode (ou deve!) sonhar com mais uma (a sétima) meia-final europeia, pois.

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por: Patrícia Nel

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