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Em Stamford Bridge, Chelsea e Barcelona empataram a uma bola, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Apesar do mau momento interno, o Chelsea apresentou-se personalizado e nada inibido por jogar contra o Barcelona, tendo as melhores oportunidades de golo, embora os catalães tivessem uma maior posse de bola.

O princípio do jogo não foi muito vistoso, mas foi taticamente delicioso, com o Chelsea no seu 3-4-3 muito móvel, com Hazard a jogar como falso ponta-de-lança e Moses e Marcos Alonso a funcionarem tanto como laterais como extremos. O Barcelona, com o seu onze habitual, pareceu um pouco surpreendido com a pressão inicial do Chelsea, que recuperava as bolas e lançava o seu ataque móvel, com a vertiginosidade de Willian, Pedro e Hazard. Este último teve a primeira ocasião, num remate que passou perto do poste direito.

A primeira oportunidade do Barcelona surgiu já depois do quarto de hora, com Paulinho a cabecear desastradamente para fora. A resposta do Chelsea surgiu através do brasileiro Willian e em dose dupla: na primeira oportunidade, rematou em arco de fora da área com a bola a embater no poste esquerdo da baliza do pregado Ter Stegen; a segunda, já perto do intervalo, esbarrou no outro poste, o direito, em novo remate potentíssimo de fora da área. A terminar o primeiro tempo, e já depois de Piqué ter ficado a pedir penalti num lance em que foi puxado por Rudiger, Hazard rematou em vólei um pouco por cima da trave.

 

Willian foi o mais inconformado, tendo atirado duas bolas aos postes antes de conseguir fazer o gosto ao pé
Fonte: Chelsea FC

Ao intervalo, os catalães tinham 70% de posse de bola, mas a verdade é que as melhores ocasiões pertenciam aos Blues, que já justificavam a vantagem. Os blaugrana pareciam presos na teia defensiva de Antonio Conte, com o duplo-pivô Fabregas-Kanté sempre muito bem posicionado e pressionante no meio campo e os laterais a apoiarem bem os três centrais.

A segunda parte foi idêntica à primeira, só que com o sabor dos golos. Como não há duas sem três, o mesmo Willian apareceu solto na área na sequência de um canto, puxou a bola para o pé direito e rematou colocadíssimo para o fundo das redes, sem dar a mínima hipótese a Ter Stegen. Finalmente o ex-Shaktar a conseguir fazer o gosto ao pé.

Se o golo do Chelsea surgiu de uma falha de marcação (é mortífero deixar William sozinho na carreira de tiro), o Barcelona respondeu na mesma moeda. Mau passe de Christensen na saída de jogo, Azpilicueta vai “à queima” tentar intersetar a bola que foi ter com Iniesta e este, sublimemente, assiste Messi que só teve de rematar rasteiro para fazer o empate.

Este empate não se desfez até ao final, mesmo tendo Conte lançado um ponta-de-lança puro (Morata), nos últimos dez minutos. O resultado acaba por ser lisonjeiro para o Barcelona, já que não conseguiu incomodar Courtois, com exceção do lance do golo. Iniesta e Paulinho tiveram algo desinspirados, assim como Messi e Suarez que não conseguiram desequilibrar como é hábito. Mérito para a estratégia de Antonio Conte que anulou bem o ataque adversário e aproveitou algumas lacunas na transição defensiva do Barça para lançar, sobretudo, Hazard e William. Merecia mais a equipa inglesa (mas que jogou à italiana) que parte em desvantagem para o dificílimo Camp Nou, tendo em conta o golo marcado fora de casa pelo Barcelona.

Foto de capa: Chelsea FC

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