No último jogo dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, Barcelona e Chelsea FC defrontaram-se esta noite em Camp Nou, após empate na primeira mão, em Londres, por 1-1.

Em busca da última vaga disponível na próxima fase da competição, ambos os técnicos procederam a alterações nos seus XI’s iniciais em comparação com a partida de há duas semanas, para a equipa da casa a novidade foi a entrada de Dembelé para o lugar de Paulinho, já na equipa londrina, a mudança passou pela saída de Pedrito e entrada de Olivier Giroud.

2 minutos e oito segundos de jogo chegaram para Lionel Messi inaugurar o marcador, que ao receber um passe de Luis Suarez rematou de ângulo apertado por entre as pernas de Courtois e lançou a sua equipa para a vitória. Era, portanto, o inicio de jogo ideal para a equipa da Catalunha e por oposição, o pior arranque que os blues poderiam sonhar. Apesar da desvantagem, a equipa de Antonio Conte reagiu bem e não perdeu a sua personalidade nem os seus princípios e conseguiu mesmo criar jogadas de envolvimento interessantes, contudo, sem nunca criar qualquer perigo junto da baliza de Ter Stegen. O Barcelona com toda a sua inteligência e astúcia soube aproveitar o facto de ter chegado cedo à liderança e assim que teve a mínima chance de aproveitar um “atrevimento” do adversário fê-lo, e de forma letal. Aos 20 minutos de jogo, num lance em que eram notórios os espaços existentes entre os setores da equipa do Chelsea, Messi beneficiou de um erro de Fabregas e após fintar dois adversários, entregou a bola a Dembelé que com tempo e espaço disparou colocado e aumentou a vantagem para 2-0.

Passados os primeiros 45 minutos do encontro, pairava a ideia de eliminatória resolvida dado a incapacidade do Chelsea para criar perigo e a sua impotência perante as investidas do poderosíssimo ataque catalão.

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O segundo tempo contempla uma história curta de se contar, um Barcelona sempre fiel ao seu estilo de jogo, manteve os índices de posse de bola e acima de tudo nunca deixou de controlar a partida, atacava somente pela certa e não se deixava importunar pelas consequentes tentativas de fazer golo por parte do Chelsea. O jogo embarcou numa toada pouco atrativa, tendo havido apenas dois motivos de notícia. Primeiramente, à passagem do minuto 63 quando Messi numa jogada individual recorrendo a uma mudança de velocidade deliciosa surge na cara do golo e, à semelhança do primeiro golo, atirou entre as pernas do guarda-redes. Por último e já em período de compensação Rudiger atira a bola ao ferro, naquele que foi um lance onde ficou patente que o Chelsea foi um pouco infeliz nesta eliminatória visto que dispôs de várias oportunidades de golo.

Como em tudo na vida, “do quase não reza a história” e para se ganhar no futebol é necessário único e exclusivamente marcar mais golos que o adversário, as oportunidades têm pouco valor…

Foi por isso o triunfo da eficácia sobre a tentativa, o Chelsea terminou com mais remates, mas estes eram invariavelmente bloqueados pela defensiva catalã. O Barcelona que quase não falhou, foi letal na hora da finalização e segue com toda a justiça para a próxima fase da competição.

Foto de capa: FC Barcelona