FC Barcelona 3-0 Manchester United FC: Messi a dobrar e Coutinho a brilhar

- Advertisement -

Os ingleses partiam para a segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões em desvantagem e cabia-lhes, necessariamente, marcar para poderem discutir a eliminatória e até sonhar com algo mais.

Em relação ao jogo no Teatro de Sonhos, Valverde trocou apenas Nélson Semedo por Sergi Roberto, enquanto Ole Gunnar Solskjær incluiu no onze inicial Phil Jones, Martial e Lingard por troca com Luke Shaw, Diogo Dalot e Lukaku, respetivamente.

A noite prometia surpresas quando os ingleses entraram decididos e práticos na saída para o ataque. Logo no primeiro minuto, McTominay, Pogba e o flanco esquerdo combinaram na perfeição e o campeão do Mundo pela França serviu Rashford, que rematou com força à barra. Este foi o momento chave da partida, ainda que tão permaturo.

Os dados estavam lançados e a equipa da casa ficou em sentido. Somaram-se boas jogadas de entendimento do lado dos ingleses, mas Ter Stegen não voltou a ser incomodado. Por outro lado, os espanhóis impunham o seu jogo de posse de bola como veneno atordoante.

No primeiro lance de perigo, Messi iniciou a jogada, Alba deixou para a finalização de Rakitić, mas o croata foi travado por Fred. Felix Brych ainda apontou para a marca dos 11 metros, mas após consultar o VAR reverteu a decisão inicial. Cinco minutos depois, o golo. Ashley Young demorou a cobrar o livre e em situações sucessivas prendeu a bola em demasia. Frente ao astro argentino arriscava-se a um dissabor e foi isso que aconteceu; Messi recuperou a posse, desfez-se de Fred e rematou rasteiro, forte e colocado para o primeiro da noite.

Mais cinco minutos volvidos e novo golo. Os de Manchester voltaram a perder a bola na fase de construção para os pés de Messi e colheram os destroços; sem grande preparação, o astro argentino desviou de Phil Jones e rematou com força, sem grande colocação, contando com a má intervenção de De Gea para novo golo. Em poucos minutos, Messi resolvia a eliminatória.

Com a tarefa cada vez mais complicada, os tímidos ingleses pouco ou nada faziam para contrariar o poderio catalão e só em desespero, como um remate de longe de Pogba, conseguiam acercar-se da baliza de Ter Stegen. Antes do intervalo, De Gea foi chamado a defender o resultado, que já não era positivo; primeiro a um cabeceamento de Rakitić e depois ao remate de Sergi Roberto, depois de (mais) uma arrancada de Messi e cruzamento milimétrico de Alba.

Messi voltou a estar em destaque, mas foi Coutinho quem assinou a obra de arte da noite                  Fonte: UEFA Champions League

Voltaram os mesmos intervenientes e as mesmas atitudes para a segunda parte. Logo no segundo minuto, Messi podia ter chegado ao hat trick, depois de um cruzamento atrasado de Suárez. À parte deste lance, a segunda parte viu um FC Barcelona controlador e relaxado perante um Manchester United FC impotente e nada esclarecido.

À passagem da hora de jogo, Coutinho assinou uma obra de arte e definiu o momento alto da noite. Messi passou longo para Alba, o espanhol amorteceu para o brasileiro, que encarou Smalling e, num momento que relembrou os seus tempos em Inglaterra, rematou ainda de fora da área, em arco, para um grande golo.

A partir de então, o jogo adormeceu, entrou na dança das substituições e pouco se acrescentou. Com a saída de Arthur, os ingleses conseguiam com mais facilidade entrar no meio-campo adversário, mas nunca deram o melhor seguimento às jogadas, perdendo constantemente a bola. À semelhança da primeira parte, o desespero levava os jogadores do United a rematar de longe, sem nexo – como Lingard, mesmo antes de ser substituído.

Esta foi, aliás, uma noite de desinspiração total para os ingleses. Lingard e Martial saíram sem qualquer brilho, Lukaku nada acrescentou à partida e Pogba passou despercebido. No último minuto da partida, os recém entrados Dalot e Alexis mexeram na partida, mas não no resultado. O português cruzou na perfeição para o mergulho de cabeça do chileno, mas Ter Stegen mostrou porque é considerado um dos melhores guardiões do mundo. Na resposta, De Gea não quis ficar atrás e negou o terceiro de Messi na partida.

O Manchester United FC pecou ao não concretizar em casa e pagou caro o perdão de Rashford no segundo minuto da segunda mão. Apesar do primeiro jogo promissor e da entrada decidida na partida de Camp Nou, as estrelas inglesas atuaram na sombra da constelação catalã. O FC Barcelona avançou para as meias-finais com um resultado agregado de 4-0; claro, incontestável e merecido. Quem tem Messi, arrisca-se a isto e muito mais.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Barcelona: Ter Stegen; Sergi Roberto (Nélson Semedo, 71’), Piqué, Lenglet e Jordi Alba; Sergio Busquets, Rakitić e Arthur (Vidal, 75’); Messi, Coutinho (Dembélé, 81’) e Luis Suárez.

Manchester United FC: De Gea; Ashley Young, Smalling, Lindlöf e Phil Jones; Fred, Pogba e McTominay; Martial (Diogo Dalot, 65’), Lingard (Alexis Sánchez, 80’) e Rashford (Romelu Lukaku, 73’).

Diogo Pires Gonçalves
Diogo Pires Gonçalveshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo ama futebol. Desde criança que se interessa por este mundo e ouve as clássicas reclamações de mãe: «Até parece que o futebol te alimenta!». Já chegou atrasado a todo o lado mas nunca a um treino. O seu interesse prolonga-se até ao ténis mas é o FC Porto que prende toda a sua atenção. Adepto incondicional, crítico quando necessário mas sempre lado a lado.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Michel Mboula na mira do Famalicão para o mercado de verão

Famalicão é um dos clubes europeus interessados em Michel Mboula. O defesa de 22 anos representa o Metz da França.

Rodrigo Zalazar deixa mensagem de despedida para os adeptos do Braga: «Serei sempre mais um guerreiro»

Rodrigo Zalazar despediu-se dos adeptos do Braga com uma publicação nas redes sociais. Médio uruguaio será reforço do Sporting.

França chega a princípio de acordo com treinador que venceu três Champions League

Zinédine Zidane chegou a um princípio de acordo com a Seleção Francesa para assumir o comando técnico após o Mundial 2026.

Ricky Van Wolfswinkel admite arrependimento: «Devia ter ficado no Sporting»

Ricky van Wolfswinkel afirmou que sair do Sporting foi o maior arrependimento da sua carreira e recordou com carinho a passagem por Alvalade.

PUB

Mais Artigos Populares

Bernardo Silva recorda episódio com José Mourinho após dérbi em Old Trafford: «Não parecia muito feliz»

Bernardo Silva recordou a confusão que se seguiu ao dérbi entre o Manchester City e o Manchester United de José Mourinho em 2017.

Jornal Marca garante: José Mourinho está 99,9% fechado como treinador do Real Madrid

O jornal espanhol Marca avança que o regresso de José Mourinho ao Real Madrid é apenas uma questão de tempo.

Antigo internacional espanhol comenta possível regresso de José Mourinho ao Real Madrid: «Já não é o Mourinho de há uns anos»

Gaizka Mendieta considera que o José Mourinho não deve ser uma opção para assumir o comando técnico do Real Madrid.