A CRÓNICA: NÃO HOUVE RONALDO, MESSI JOGOU PELOS DOIS 

“A Última Dança” foi o nome que meio mundo deu a este embate de titãs entre a Juventus FC e o FC Barcelona. Messi e Ronaldo poderiam finalmente voltar a encontrar-se, não fosse o vírus que tem assolado todo o planeta. O português voltou a testar positivo à Covid-19 e não pôde satisfazer o desejo de todos nós que só será realizado a oito de Dezembro. Em campo teríamos o astro argentino e mais 21, que tinham a obrigação de tornar este um jogo tão emocionante como aquele que esperávamos no dia em que foi realizado o sorteio.

O jogo começou, e com o antigo presidente Josep Bartomeu pareceram ir também os fantasmas que assombravam as exibições dos catalães. Cedo se percebeu que o FC Barcelona iria para ganhar e, nos primeiros dois minutos, já tinham feito três remates à baliza de Szczesny. Griezmann chegou mesmo a enviar a bola ao poste da baliza, dando um aviso daquilo que se passaria nos minutos seguintes. A turma de Ronald Koeman iria manter a pressão e aos 14 minutos chegaria mesmo ao golo, depois de um ressalto vindo de um remate de Dembele. Na retina fica, para além do golo, a excelente assistência de Messi.

A partir daí, o jogo tornou-se um pouco mais equilibrado e a Juventus FC conseguiu dividir a posse de bola, ainda que sem criar grandes ocasiões de perigo. De destacar são os dois golos irregulares marcados por Álvaro Morata que, depois da revisão do vídeo-árbitro, continuou com a sua conta a zeros.

Na segunda parte, a história foi a mesma. Nova superioridade do FC Barcelona e novo golo anulado por fora de jogo a Morata, que perdia a crença que ainda lhe restava. Foi um susto que serviu para avisar os espanhóis que a partir de então não voltaram a conceder novas chances ao adversário. Só dava FC Barcelona e já depois de Demiral ter sido expulso por acumulação de amarelos, chegou o golo da tranquilidade. Ansu Fati foi derrubado na área e Messi fez o tão merecido golo na conversão da grande penalidade. O FC Barcelona está agora no primeiro lugar destacado e a Juventus FC, apesar da derrota, não vê o seu lugar nos oitavos-de-final ameaçado. 

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A FIGURA


Lionel Messi – Foi pelo astro argentino que passou todo o jogo da equipa do FC Barcelona. Sem posição fixa, Messi apareceu onde sabia que causaria estragos. Em termos estatísticos, fez mais um golo e uma assistência, mas durante todo o jogo fez muito mais do que isso. A superioridade dos espanhóis deve-se principalmente a ele, que nos brindou com grandes passes e grandes dribles, que é o melhor que sabe fazer. No fim, a cereja no topo do bolo para uma exibição de luxo do melhor jogador do mundo.  

O FORA DE JOGO


Equipa da Juventus FC – Sem Cristiano Ronaldo, os italianos não partiam como favoritos para esta partida. Apesar do mau momento do adversário, a equipa da Juventus FC nunca se conseguiu impor e quase que só viu jogar. Esperava-se muito mais da turma de Pirlo que não conseguiu dar resposta à intensidade imposta pelo adversário. Nunca foram realmente uma equipa e para além dos golos anulados (e bem) não conseguiram criar situações de perigo. Uma noite para esquecer.

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

 A equipa de Pirlo, que bem conhece esta competição, apresentou-se num 4-4-2 clássico com Cuadrado a desempenhar o papel de defesa direito e Danilo a jogar sobre o lado que menos gosta, o esquerdo. Rabiot e Bentancur tomaram conta do meio campo dos italianos e por eles passou a parte mais importante do processo defensivo da equipa, numa tentativa de parar o vagabundo Messi que circulava um pouco por todo o terreno. Kulusevski e Chiesa ocuparam as linhas numa zona mais dianteira, tentando assim fazer servir Morata e Dybala que atuaram como avançados, embora o primeiro mais incisivo que o segundo. Sem Cristiano Ronaldo, esperava-se que o argentino fosse o jogador mais da turma de Turim. Esse veio a revelar-se um plano completamente furado, também por mérito da equipa adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Szczesny (6)

Cuadrado (5)

Demiral (4)

Bonnuci (5)

Danilo (5)

Kulusevski (5)

Bentancur (6)

Rabiot (5)

Chiesa (5)

Dybala (6)

Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

 Weston McKennie (5)

Arthur (-)

Bernardeschi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

 Os catalães apresentaram-se para esta partida num 4-2-3-1 ou, se preferir, num clássico 4-4-2. Isto porque no momento defensivo, Dembele e Pedri, os médios-ala da equipa, recuavam para a mesma linha do que os médios-centro, Pjanic e de Jong. À frente apareceram Griezmann e Messi que, devido à constante deambulação do astro argentino, não ocuparam zonas específicas do terreno, rodando entre a posição de médio-ofensivo e de avançado. Na linha mais recuada, a dupla de centrais que foi diferente nas duas partes. Para os segundos 45 minutos saiu Ronaldo Araújo e, de forma surpreendente, apareceu de Jong no seu lugar, abrindo assim vaga para Busquets no meio campo dos espanhóis. Nas laterais, os dois homens do costume, Jordi Alba, sempre muito vertical, e Sergi Roberto, mais contido e defensivo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neto (6)

Sergi Roberto (6)

Ronaldo Araújo (7)

Lenglet (6)

Jordi Alba (6)

Pjanic (7)

Frankie de Jong (7)

Dembele (6)

Griezmann (7)

Pedri (7)

Messi (9)

SUBS UTILIZADOS

Sergio Busquets (7)

Ansu Fati (6)

Junior Firpo (-)

Braithwaite (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os 3 anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.                                                                                                                                                 O Guilherme escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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