Juventus e Real Madrid defrontaram-se esta noite em Turim naquela que foi a primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. O jogo desta noite colocou frente a frente uma equipa que já não perdia desde Outubro do ano transato, a Juventus, e uma equipa que já há algum tempo redefiniu os seus objetivos para esta época, assumindo quase como obrigação a conquista da maior prova europeia de clubes.

Os dados estavam lançados, mas o jogo a que se assistiu foi tudo menos equilibrado.

Ainda não se tinha percebido de forma clara como as equipas estavam em campo, quer a nível tático como anímico, e já o conjunto madrileno se adiantava no marcador, numa jogada em que Isco cruzou rasteiro para o coração da área, onde surgiu o inevitável Cristiano Ronaldo, que, sem qualquer oposição, rematou fora do alcance de Gianluigi Buffon. A Vecchia Signora acusou o golo consentido e sendo sempre dominada nos três setores do terreno nunca conseguiu importunar a estabilidade e a solidez defensiva do Real Madrid, excepção feita apenas àquela que seria a sua única oportunidade do encontro: aos 24 minutos, por intermédio de Higuan, que cabeceou para uma estrondosa defesa de Navas.

A equipa espanhola revelava-se sempre mais próxima do golo e despediu-se do primeiro tempo com uma bomba de Toni Kroos a 30 metros que fez estremecer a barra da Juventus e fez advinhar o que ainda estava para vir.

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Na segunda parte, contrariando a expectativa de que a Juventus iria assumir as despesas do jogo, foi o Real Madrid que esteve novamente no controlo da partida. Ronaldo queria mais… Aos 50 minutos ameaçou com um remate junto ao poste e aos 64 concretizou, naquele que terá sido certamente um dos melhores golos da sua carreira: recebeu de Carvajal um excelente cruzamento e, “de bicicleta”, aumentou a vantagem para 2-0, deixando tudo e todos boquiabertos, inclusivamente os adeptos italianos, que o aplaudiram.

A Juventus abanava cada vez mais e contra o Real Madrid não há nada pior que isso. Instaurou-se uma intranquilidade e um desconforto para aqueles que alinhavam de preto e branco e, para piorar a situação, Paulo Dybala, por acumulação de amarelos, acaba expulso, e minutos depois Ronaldo volta a fazer mossa, desta feita assistindo de forma magistral Marcelo, que com uma finalização de classe fez o 3-0, colocando um ponto final não só na partida mas também na eliminatória.

Até ao final do encontro o Real Madrid dispôs de algumas oportunidades para tornar o jogo de hoje em algo de proporções históricas, mas tal não se sucedeu, talvez até por haver facilidades a mais do lado contrário, como ilustra o facto de Ronaldo fazer garantidamente o golo da época, mas falhar o hattrick ao desperdiçar um lance cara a cara com Buffon, já no final do encontro.

Foto de capa:UEFA