A equipa dos Reds recebeu e venceu os Citizens de Pep Guardiola numa das partidas mais aguardadas dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.  A partida começou com maior domínio do Manchester City face a um Liverpool que ia esperando o momento certo para tomar as rédeas do jogo. Os pupilos de Klopp iam deixando o City jogar, explorando os contra-ataques e contando, nesse capítulo, com a velocidade de Sadio Mané do lado esquerdo e de Mohamed Salah do lado direito do ataque.

Ao minuto 12 surge o primeiro golo do encontro: triangulação entre Salah e Firmino, que culmina no golo do egípcio, que estava muito perto da baliza de Ederson e em posição frontal em relação à mesma. Este nada podia fazer. A equipa de Guardiola continuava, após o golo adversário, com o seu futebol de posse tão característico e respondeu, logo ao minuto 14, com um remate ao lado da baliza do alemão Karius. Ao minuto 21, Anfield Road aqueceu completamente devido a uma verdadeira “bomba” de Alex Oxlade-Chamberlaine “do meio da rua”, como se costuma dizer. Remate colocado e forte do médio do Liverpool, que deixou o guardião do City pregado à relva.

Desde este golo do Liverpool que a formação de Manchester não conseguiu mais controlar o que quer que seja. Era, a partir desse momento, uma equipa desinspirada e desarticulada nos momentos de transição ofensiva e defensiva. Os da casa defendiam muito bem, mostrando um excelente jogo posicional, tendo um meio-campo agressivo, concentrado e dominador. O jogo mudou, portanto, de registo: após o segundo golo dos Reds, foram estes que dominaram, enquanto os pupilos de Guardiola “assistiam” ao desfile. Não foi, por isso, estranho que, perante a supremacia da equipa da casa, esta chegasse ao terceiro tento. Foi ao minuto 31, com um cabeceamento de Sadio Mané aproveitando um cruzamento milimétrico da direita do ataque por parte de Salah. Quem mais poderia ser? Nos bancos, Guardiola não acreditava no que estava a acontecer e Klopp ia festejando efusivamente cada golo da sua equipa.

A segunda parte começou com a equipa forasteira a tentar marcar um golo que poderia vir a ser crucial nas contas finais do apuramento e empurrava o Liverpool para a sua zona defensiva. Na impossibilidade de ir atrás do resultado, que era já muito dilatado a favor dos Reds, a equipa de Guardiola ia atrás do golo. Mas não houve uma oportunidade flagrante, a não ser a vontade de uma equipa que quer alterar o rumo das coisas mas que não sabe como nem quando fazer.

Ao minuto 57, entra Raheem Sterling para o lugar de Gundogan. Guardiola pretendia alguém veloz, capaz de romper com a muralha defensiva impenetrável do Liverpool. Mas não havia forma de o fazer, nem pela esquerda, nem pela direita, nem pelo miolo do terreno. A equipa de Manchester bem pressionava, mas não havia forma de contornar o jogo posicional e defensivo da formação da terra dos Beatles. O Liverpool esteve melhor em toda a partida e disse quem manda afinal em Anfield Road.

 

Foto de capa: UEFA

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