Liverpool FC e FC Barcelona defrontaram-se esta noite, num jogo que era aguardado com enorme expetativa, apesar do resultado da primeira mão. O Barcelona chegava a este jogo com três golos de vantagem, uma diferença que poderia ser encurtada ou anulada caso o Liverpool marcasse cedo e o ambiente eletrizante de Anfield Road empurrasse a equipa para uma noite europeia inesquecível.

Não foi surpresa ver os reds assumirem uma postura bastante ofensiva desde o apito inicial, assim como não foi surpresa o golo madrugador de Origi. O Liverpool colocou-se em vantagem logo aos 7 minutos, quando Henderson foi bem lançado por Mané, trabalhou bem sobre os defesas e disparou, com Ter Stegen a defender e a ver Origi aproveitar a recarga para colocar os adeptos do Liverpool em êxtase. 1-0 a favor da equipa da casa ainda antes do primeiro quarto de hora, que indiciava um jogo ainda mais aberto.

O Barcelona mal teve tempo de assentar o jogo e já estava em desvantagem no jogo. Mas foram rápidos a reagir os catalães, com duas excelentes jogadas de ataque, primeiro Messi (14’) e depois Coutinho (17’), a verem os seus remates serem negados por Alisson.

O jogo estava emotivo e rápido, numa toada de “bola cá, bola lá”, com o Liverpool bastante balanceado para o ataque, em busca dos golos que permitissem empatar a eliminatória, e o Barcelona muito eficaz nas transições rápidas, procurando um golo que desse tranquilidade para gerir a passagem à final. Apesar de Suárez estar “engolido” pelos enormes Van Dijk e Matip, Messi e Coutinho foram-se destacando pelo inconformismo, mas sem conseguir desatar o nó.

No último quarto de hora da primeira parte o jogo pautou-se por algumas picardias e faltas mais ríspidas, com os jogadores de ambas as equipas a deixarem-se tomar, em certa medida, pelas emoções do jogo. Mesmo antes do apito para o intervalo, desmarcação fantástica de Messi a isolar Jordi Alba, mas o lateral catalão permitiu a mancha a Alisson, que assim segurou a vantagem da sua equipa até ao descanso.

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Origi inaugurou o marcador em Anfield Road
Fonte: UEFA

A segunda parte começou com o Liverpool a todo gás e a empatar a eliminatória em apenas dois minutos. O 2-0 foi da autoria do recém-entrado Wijnaldum, a rematar de primeira já dentro da área, após cruzamento rasteiro de Alexander-Arnold. Dois minutos mais tarde, ainda os adeptos do Liverpool festejavam, e Wijnaldum bisava de cabeça, num excelente gesto técnico, colocando o marcador em 3-0 e empatando a eliminatória, quando o relógio ainda marcava 56 minutos de jogo.

 O ambiente estava eletrizante em Anfield Road, contagiando a equipa da casa, enquanto o Barcelona parecia já derrotado. Os catalães foram-se abaixo psicologicamente com a perda da vantagem de três golos e não mais conseguiram voltar ao jogo. O Liverpool arrancou para uma meia hora final dominadora, à procura do golo que valesse o bilhete para a final de Madrid.

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Ao minuto 79’, aconteceu o momento do jogo: canto a favor do Liverpool, com Alexander-Arnold a encaminhar-se para bater. Aproveitando a total distração da equipa do Barcelona, o defesa dos reds centrou de pronto. Origi aproveitou a apatia dos catalães e, mesmo em frente ao Kop, rematou para o fundo das redes, colocando Anfield Road em ebulição. 4-0 e o Liverpool dava a volta à eliminatória.

Até ao final do jogo o Barcelona bem tentou fazer pela vida, mas foi o Liverpool até a estar mais perto de marcar. Ambiente fantástico o que se viveu em Anfield Road, numa das noites mais memoráveis da história da Champions League. Os reds mostraram que são, de facto, especialistas em reviravoltas e estão na final da competição pelo segundo ano consecutivo, indo agora em busca da vitória que lhes fugiu no ano passado.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Liverpool FC: Alisson, Robertson (Wijnaldum, 45’), Van Dijk, Matip, Alexander-Arnold, Milner, Fabinho, Henderson, Shaqiri (Sturridge, 90’), Mané e Origi (Joe Gomez, 85’).

FC Barcelona: Ter Stegen, Sergi Roberto, Piqué, Lenglet, Jordi Alba, Busquets, Rakitic (Malcolm, 80’), Vidal (Arthur, 74’), Coutinho (Nélson Semedo, 60’), Messi e Suárez.

Foto de Capa: UEFA