Liga dos Campeões, Final: sábado, 20h00, 29 de maio de 2021
ANTEVISÃO: DERRADEIROS 90 MINUTOS TRAZEM-NOS DUELO ENTRE ENGENHOSOS

Aproxima-se aquele que é, sem dúvida, um dos grandes momentos de qualquer época. À comum ansiedade juntaram-se curiosos pormenores que, na verdade, já não nos surpreendem assim tanto, tendo em conta o quão vacinados nos tornámos para os tempos insólitos que vivemos.

Ao contrário do que era esperado, e para sorte dos nossos pecados, o local do derradeiro confronto passou cautelosamente da Turquia para o Porto, de forma a que os adeptos ingleses pudessem viajar e apoiar as suas equipas numa cidade que, bem vistas as coisas, há muito que merecia a honra anteriormente proporcionada à capital.

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No que diz respeito aos finalistas, foram poucos os que arriscaram as suas fichas em qualquer uma das equipas. Além de concorrentes fortes, como os protagonistas da final da época passada, por um lado temos o Manchester City FC que, apesar de soberano a nível doméstico, nunca tinha chegado a uma final europeia; do outro lado, um Chelsea FC cujos tons de azul andaram consideravelmente apagados, até Thomas Tuchel chegar a Londres com a máscara de oxigénio que iria permitir alcançar voos inesperadamente mais altos.

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Frente a frente, Pep Guardiola e Thomas Tuchel. O sorridente alemão sonha com juntar um título europeu ao seu palmarés, enquanto o sereno espanhol busca avidamente a conquista da terceira “orelhuda”, primeira fora do FC Barcelona. Admiradores um do outro, os dois treinadores, e respetivos pupilos, fazem-nos acreditar que teremos ao nosso dispor 90 minutos de puro engenho em campo, nos quais dificilmente nos depararemos com qualquer tipo de descuido, mas com a certeza de que a vitória pode muito bem ser ditada precisamente por um solitário pormenor.

Independentemente da carreira de Pep Guardiola, e da visível superioridade e solidez do seu conjunto, quando tudo se resume a apenas uma partida torna-se quase impossível tentar adivinhar o desfecho. Caia para um projeto de cinco anos ou para um projeto mais jovem, a aposta é que, no fim, qualquer uma das duas equipas poderá ter a honra de citar José Saramago: sabemos muito mais do que julgamos, podemos muito mais do que imaginamos.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Esta é a décima participação dos citizens e décima sétima dos blues na competição.
  2. As duas equipas defrontaram-se três vezes esta temporada, com o Chelsea para já à frente com duas vitórias.
  3. Esta é a oitava final entre clubes do mesmo país e a terceira entre clubes ingleses. Todas as oito aconteceram após o ano de 2000.
  4. O City é o nono clube inglês numa final europeia, mais do que qualquer outro país. Itália e Alemanha são os seguintes na lista, com seis clubes cada.
  5. O único jogo que o City não ganhou nesta edição da Champions foi no Estádio do Dragão, no empate a 0 contra o Porto na fase de grupos.
  6. Depois de Ernst Happel, Ottmar Hitzfeld, José Mourinho, Jupp Heynckes e Carlo Ancelotti, Josep Guardiola pode tornar-se no sexto treinador a vencer a competição ao comando de dois clubes diferentes.
  7. Depois de alcançar a final do ano passado com o Paris Saint-Germain FC, Thomas Tuchel é o primeiro treinador a alcançar a final ao serviço de dois clubes diferentes em duas épocas consecutivas.
  8. Christian Pulisic ou Zack Steffen podem tornar-se no primeiro jogador americano a jogar uma final da Champions.
  9. Apenas um jogador de cada equipa já esteve presente numa final: Ilkay Gündoğan, pelo Borussia Dortmund, e Thiago Silva, pelo Paris Saint-Germain FC.
  10. Apesar dos poucos minutos jogados esta época, Olivier Giroud é o melhor marcador entre as duas equipas, com seis golos na competição.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Kevin De Bruyne (Manchester City FC) – A qualidade e importância do belga para o esquadrão de Pep Guardiola é inegável. A inteligência e criatividade com que desbloqueia linhas tem sido um dos pontos-chave para o percurso dos citizens e pode fazer toda a diferença na final que se disputa mais logo. Seja através dos passes com que nos brinda a partir de qualquer distância, um cruzamento milimétrico, ou a técnica fulgurante com que atrai atenções para libertar os colegas, é ponto assente que não existem ângulos impossíveis para a trigonometria magistral que sai dos pés de Kevin De Bruyne.

Edouard Mendy (Chelsea FC) – Desde a chegada de Thomas Tuchel, os blues têm-se destacado pela consistência defensiva, concedendo muito poucos golos. O guarda-redes de 1,97m tem tido um papel preponderante para que, no total dos 42 jogos em que participou, o Chelsea fosse capaz de manter a “folha em branco” em 22 partidas, 15 das quais já sob as ordens do técnico alemão.

 

XI’S PROVÁVEIS

Chelsea FC: Mendy, Thiago Silva, Azpilicueta, Rudiger, James, Kanté, Jorginho, Chilwell, Mount, Christian Pulisic e Timo Werner

Treinador: Thomas Tuchel

“Podemos não ter defrontado exatamente a mesma equipa do City que vamos enfrentar na final, mas, ainda assim, conseguimos vencer duas vezes desde que assumi o comando.”

Manchester City FC: Ederson, Rúben Dias, Stones, Zinchenko, Walker, Fernandinho, Gündogan, Bernardo Silva, Mahrez, Phil Foden e Kevin De Bruyne

Treinador: Josep Guardiola

“Faz sentido o trabalho que o clube desenvolveu nos últimos quatro ou cinco anos. Estes rapazes têm sido consistentes de forma regular e isso é notável.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: MANCHESTER CITY FC 1-2 CHELSEA FC

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