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Aguardava-se com alguma expectativa este primeiro jogo das meias-finais da Liga dos Campeões, entre Manchester City e Real Madrid, disputada em Inglaterra, mas a verdade é que a emoção não imperou, e certamente muito por culpa da ausência do nosso… Cristiano Ronaldo. O craque português, em consonância com a equipa técnica merengue, decidiu não arriscar um agravamento da sua sobrecarga muscular, retirando logo à partida sal a este grande duelo.

E, se havia a ideia de que se assistiria a um Manchester City incisivo no ataque, com capacidade para criar várias oportunidades de golo, depressa se percebeu o contrário, apesar de um maior domínio territorial dos citizens, no primeiro tempo. A defensiva dos comandados de Zidane foi dando conta do recado, mas lá à frente também foi sempre faltando algum arrojo para criar estragos no contra-ataque, apesar de algumas incursões de Bale.

Pepe parece chegar primeiro à bola do que Aguero, uma constante na noite do Etihad Fonte: Facebook do Real Madrid
Pepe parece chegar primeiro à bola do que Aguero, uma constante na noite do Etihad
Fonte: Facebook do Real Madrid

Aliás, podemos mesmo afirmar que praticamente não houve situações de aperto nos primeiros 45 minutos, tanto para Joe Hart como para Keylor Navas. A noite viria mesmo a ficar marcada por problemas físicos de jogadores importantes de ambos os conjuntos, já que, para além da lesão de Cristiano Ronaldo, o Real Madrid também se viu privado de Benzema ao intervalo. Já do lado inglês, o técnico chileno, Manuel Pellegrini, viu-se forçado a substituir David Silva aos 40’ por troca com o jovem nigeriano Iheanacho.

A toada manteve-se semelhante no início da etapa complementar, mas até pertenceriam ao Real as melhores ocasiões, perante um City aparentemente incapaz de desequilibrar, onde homens como Aguero e De Bruyne tiveram sempre pouca bola. A meio do segundo tempo a balança começou a virar para o lado merengue, que mesmo sem grande inspiração começou a causar calafrios na grande área dos mancunianos. Kroos e Bale, através de bons remates, fizeram o esférico passar perto do poste, ao passo que Casemiro e Pepe proporcionaram duas boas defesas a Joe Hart. Mas a melhor oportunidade para marcar pertenceu a Jesé, que havia rendido Benzema, com um cabeceamento ao poste.

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Só no último suspiro do desafio o City fez vibrar os seus adeptos, com um livre de De Bruyne que Navas afastou para pontapé de canto. Enfim, pouco, muito pouco, para quem jogava em casa, sendo que agora o City terá pela frente a missão complicada de destronar um Real Madrid no Santiago Bernabéu, que já deverá contar com Cristiano Ronaldo. E como fica diferente o colosso espanhol quando apresenta CR7, melhor marcador da competição! Em suma, continua tudo em aberto, esperando-se uma muito maior emoção em Madrid, para contrastar com a noite algo sensaborona de Manchester. 

A Figura:
Consistência do Real Madrid – É inegável que Zinédine Zidane incutiu maior solidez à formação merengue, algo que com Rafael Benítez não abundava. O jogo desta noite voltou a mostrar um Real voluntarioso e com competência a fechar espaços, aspectos importantes para garantir a qualificação para a final de Milão.

O Fora-de-Jogo:
Manchester City–
Estando já afastados da luta pelo título inglês e pela primeira vez nas meias finais da Liga dos Campeões, esperava-se mais dos citizens. A equipa raramente assustou verdadeiramente o Real Madrid, sendo que em nada ajudou a ausência por lesão do seu grande dinamizador, Yaya Touré.

Foto de Capa: UEFA Champions League

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