A CRÓNICA: EXIBIÇÃO CONSEGUIDA E CONCENTRADA VALE SEGUNDO TÍTULO EUROPEU AO CHELSEA FC

Era dia de encerrar a melhor competição europeia de clubes e decidir o campeão europeu da temporada 2020/2021

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A equipa de Pep Guardiola entrou bem na partida, pressionante, mas desde cedo se percebeu que o ataque à profundidade por parte da equipa do Chelsea FC poderia fazer estragos, o que acabaria por acontecer ao minuto quarenta e dois, com o golo de Havertz, golo ele que seria decisivo para o desfecho do jogo.

Ao longo do jogo o Manchester City FC teve mais posse de bola, mais “domínio aparente” do jogo, mas o Chelsea FC foi sempre mais perigoso e esteve no controlo da situação. A teia defensiva montada por Thomas Tuchel foi decisiva ao longo da competição e uma vez mais na final, permitindo à equipa do Manchester City FC apenas um remate enquadrado à baliza.

Ambas as equipas fecham a competição com uma única derrota: o Manchester City FC perde a final, o Chelsea FC perde com o FC Porto.

Vitória justa da melhor equipa na final, deixando o Manchester City FC com mais uma memória amarga na Liga dos Campeões.

 

A FIGURA

Kai Havertz – Não que tenha propriamente enchido o campo ao longo dos noventa minutos, mas ao marcar o único tento do jogo tem obrigatoriamente de ser a figura do jogo. Um jogador que foi subindo de rendimento ao longo da época e acabou por ter o seu momento áureo na final da cidade do Porto.

 

O FORA DE JOGO

Bernardo Silva – Ponto prévio: o sistema montado por Guardiola não favoreceu as caraterísticas de Bernardo Silva. A verdade é que o português passou ao lado do jogo quando a equipa precisava dele. Sendo um jogador influente na equipa de Pep Guardiola, acusou a falta de experiências nestas andanças.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

A equipa de Pep Guardiola foi fiel ao seu já usual 4-3-3 (não obstante o sistema ser um híbrido com momentos em que parecem jogar com 3 centrais) procurando numa fase inicial do jogo entrar com uma pressão muito alta sobre o adversário, na busca de um golo que obrigasse a abrir a muralha do adversário.

Guardiola não se vai livrar de um “puxão de orelhas” pelo excesso de ousadia, nomeadamente pelo facto de jogar sem um médio de contenção que permitisse ajudar a equilibrar a equipa, principalmente aquando das subidas dos seus laterais.

Na minha opinião Guardiola deveria ter jogado com Fernandinho, já que optou por três médios muito técnicos, mas de características mais ofensivas. Sem esse médio a equipa teve dificuldades em suster as transições ofensivas da equipa do Chelsea FC.

Continuo a acreditar que as defesas ainda ganham títulos e hoje o equilíbrio defensivo do Chelsea FC foi a chave para contrariar este Manchester City FC, que em oposição ao seu rival, foi sempre permeável a transições ofensivas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (5)

Kyle Walker (5)

John Stones (5)

Ruben Dias (7)

Zinchenko (5)

Bernardo Silva (5)

Gundogan (6)

Phil Foden(7)

Mahrez (6)

Sterling (5)

De Bruyne (6)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel Jesus (5)

Fernandinho (5)

Sergio Aguero (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Os Blues apostaram no 3-4-2-1 que tem vindo a ser caraterístico com Thomas Tuchel, que pretendia essencialmente povoar o meio-campo e colocar Werner como seta apontada à baliza do Manchester City FC, por forma a colocar a equipa “blue moon” em sentido e evitar a sua sempre perigosa pressão alta.

Dominou os momentos cruciais do jogo e é notória a impressão digital do treinador alemão.

Jogo muito concentrado e competente, como foi seu apanágio ao longo da competição. Defensivamente, não só hoje como na competição, foi exemplar na capacidade de bloquear os seus adversários.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (6)

Cesar Azpilicueta (6)

Thiago Silva (5)

Antonio Rudiger (8)

Reece James (7)

N’Golo Kante (7)

Jorginho (6)

Chilwell (6)

Kai Havertz (8)

Mason Mount (7)

Timo Werner (6)

SUBS UTILIZADOS

Christensen (6)

Pulisic (6)

Kovacic (-)

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