Depois de ter falhado o primeiro ‘match point’ relativo ao título inglês, o Manchester City confirmou o adeus ao sonho de uma conquista europeia mais uma derrota (a terceira consecutiva dos ‘citizens’, que atravessam o pior momento da temporada) frente ao Liverpool, que confirmou o apuramento para umas meias-finais da Liga dos Campeões dez anos depois da sua última presença nesta fase da prova.

Os citizens nem entraram mal na partida. Foram fiéis à sua identidade, pressionando muito alto de forma a condicionar a circulação do adversário. Isso valeu-lhe um golo no segundo minuto do jogo – Van Dijk é forçado a errar perante a pressão de Sterling, que é servido, depois, por Fernandinho, e assiste Gabriel Jesus.

Era o início perfeito para uma reviravolta. Faltava só dar-lhe sequência. O City tentou, com Bernardo Silva em bom plano, e esteve mesmo perto de ampliar quando o português rematou ao poste e quando Sané viu o golo ser-lhe (mal) anulado. O intervalo chegaria, porém, com um 1-0 que não era, de todo, mau para os ‘skyblue’, que estavam a dois golos de distância do prolongamento.

O Liverpool, porém, não quis alinhar nesses planos (um pouco como o Manchester United no passado Sábado) e entrou na segunda parte mais coeso (e agressivo) defensivamente e mais acutilante no processo ofensivo, ciente de que um golo podia deitar por terra as ambições do seu adversário. Esse golo surgiu logo aos 55 minutos, altura em que Salah (quem mais) apareceu no sítio certo a completar uma transição rápida da sua equipa.

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O City acusou o toque e foi deixando que o tempo passasse sem que conseguisse colocar em causa (com a criação de oportunidades de golo) a passagem do Liverpool. Aliás, foram mesmo os “reds” que voltaram a marcar – perda de bola de Otamendi em zona proibida e Firmino, isolado, não desperdiçou na cara de Ederson.

Estava sentenciado, de vez, o vencedor da eliminatória. Com 15 minutos por disputar, o Manchester City teria de marcar 5 golos ao Liverpool para o evitar. Uma façanha que nem os “citizens” de Guardiola conseguiriam protagonizar.

Foto de capa: UEFA