Manchester City FC 1-3 Olympique Lyonnais: A vitória da eficácia ofensiva e defensiva

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CRÓNICA: VITÓRIA DA EFICÁCIA

O jogo no Estádio de Alvalade começou dividido a meio campo, com o Olympique Lyonnais a assumir uma postura mais cautelosa e a apostar no contra-ataque. Depois de uma grande arrancada pelo lado esquerdo do ataque do Manchester City FC, Sterling irrompeu pela área e quase fazia chegar a bola a Gabriel Jesus isolado, se não fosse o atento Marcelo. O primeiro remate à baliza foi do Lyon de fora da área do lateral ex-Nacional e Benfica, Marçal, para uma defesa fácil de Ederson.

Contudo, aos 24 minutos a equipa francesa acabaria mesmo por marcar. Passe longo de Marçal a desmarcar Ekambi que acabou por permitir o corte do defesa Eric Garcia perto da entrada da área, mas a bola sobrou para Cornet que estava sozinho mais atrás e aproveitou o adiantamento de Ederson para fazer o primeiro da partida num remate em arco fora da grande área.

A partir desse momento, tudo se alterou. O Manchester City assumiu definitivamente o comando do jogo com várias oportunidades perigosas até ao intervalo, em especial por Kevin De Bruyne, travadas por Anthony Lopes.

Guardiola surpreendeu no início da segunda parte por não ter feito nenhuma substituição ao intervalo. No entanto, a tendência do jogo manteve-se. O Manchester City continua a dominar, mas sem resultados práticos. O técnico acabou por fazer entrar o extremo Mahrez para a saída do médio adaptado a central Fernandinho aos 56 minutos, com mudança do esquema tático.

Os resultados da mudança foram quase imediatos. O internacional alemão De Bruyne voltou a criar perigo de livre direto, com Anthony Lopes a responder com uma grande defesa.

O golo dos Citizens acabaria por surgir aos 69 minutos através de uma bola nas costas da defesa do Lyon, que Mahrez fez chegar a bola a Sterling que driblou e passou mais atrás para o internacional alemão De Bruyne empatar a partida.

O Lyon acabou por responder ao empatar com três substituições com poucos minutos de diferença entre elas. E foi um dos suplentes que acabou por ser decisivo. Mas antes houve tempo para uma finalização atabalhoada de Gabriel Jesus depois de um grande trabalho de Sterling. O ditado “Quem não marca, sofre” acabou por cumprir-se. O ponta de lança Dembelé que tinha entrado uns minutos antes acabou por marcar depois de Aouar o isolar perante a displicência da defensiva dos Citizens.

O City voltou a estar perto da partida perto de empatar por Sterling, que de baliza aberta acabou por fazer o mais difícil e atirar para fora.

E depois de uma mostra da ineficácia do City, veio o golo que garantiria a passagem do Olympique Lyon às meias finais da Champions. Novamente, Dembelé que aproveitou uma defesa incompleta de Ederson a remate de Aouar para estabelecer o resultado final.

Uma vitória da eficácia francesa. O Lyon fez por merecer a passagem à próxima eliminatória. Os gauleses voltam a jogar já na próxima quarta feira frente ao FC Bayern München que também vem motivado depois de ter goleado o Barcelona por oito bolas a duas. 

A FIGURA


Anthony Lopes –Podia destacar Aouar para a participação importante na dinâmica ofensiva dos franceses ou Dembelé que foi letal e decisivo na partida. No entanto, o guarda redes internacional português foi essencial para o resultado com sete defesas em todo o jogo, algumas de difícil execução. Em especial quando o resultado ainda estava 1-0 para o Lyon. De Bruyne, que o diga!

 

O FORA DE JOGO


Ederson Acabou por ter responsabilidade direta no primeiro e terceiro golo da equipa comandada por Rudi Garcia. No primeiro, estava demasiado adiantado, o que permitiu a Cornet marcar com um remata fora de área. No terceiro tento dos franceses, acabou por fazer uma defesa incompleta para a frente, perante a proximidade de Dembelé que acabou por bisar.

 

ANÁLISE TÁTICA – Manchester City FC

No esquema 3-1-4-2, o City surpreendeu no onze a iniciar o jogo com a inclusão de 4 médios (Rodri, Gundogan, Fernandinho e De Bruyne). Fernandinho acabaria por jogar adaptado a central. Com mais posse de bola e domínio de jogo, acabou por ficar em desvantagem ainda na primeira parte. No inicio da segunda parte, Guardiola mudou o esquema tático para 4x2x3x1, com Gundogan a recuar e ajuntar-se a Rodri, De Bruyne com mais liberdade de movimentos a deambular entre o centro e as alas e os extremos Mahrez e Sterling na esquerda e direita, respetivamente. Já os laterais/médios-ala Cancelo e Walker, continuavam projetados para o ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (5)

Walker (6)

Eric Garcia (6)

Laporte (5)

Cancelo (6)

Gundogan (6)

Fernandinho (5)

Rodri (6)

De Bruyne (7)

Sterling (6)

Gabriel Jesus (5)

SUBS UTILIZADOS

Mahrez (6)

David Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – Olympique Lyonnais

Num sistema base em 3-5-2, Rudi Garcia manteve o mesmo onze que apresentou na eliminatória anterior frente à Juventus. O treinador francês acabou por ser conservador nas 3 substituições que fez a seguir a sofrer o empate, mantendo o esquema tático. No entanto, foi do banco que saltou o homem que viria a confirmar a presença dos franceses nas meias finais da Champions.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lopes (9)

Dubois (7)

Denayer (7)

Marcelo (7)

Marçal (7)

Cornet (7)

Bruno Guimarães (6)

Aouar (8)

Caqueret (7)

Toko-Ekambi (7)

Depay (6)

SUBS UTILIZADOS

Thiago Mendes (6)

Kenny Tete (6)

Dembelé (8)

Artigo redigido por: Pedro Filipe Silva

Redação BnR
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