A CRÓNICA: FALTA DE ACERTO NA FINALIZAÇÃO QUASE TROUXE DE VOLTA OS FANTASMAS DE GUARDIOLA

 Numa fase tão adiantada da melhor competição de clubes da Europa já não há espaço para equipas fracas. Posto isto, este seria sempre um desafio equilibrado, ainda que o favoritismo fosse dado à equipa do Manchester City FC. Ainda assim, do outro lado estava o Borussia Dortmund que, apesar da humilde prestação no campeonato, se mostrou ao longo dos meses uma equipa muito mais competente na liga milionária. Posto isto, esperava-se uma grande partida onde os pormenores fariam a diferença.

O City começou, como era de esperar, dominante e a procurar ter bola, com os alemães a jogarem na expetativa e no contra ataque. Mas na verdade, foi nesse momento do jogo que a turma de Guardiola conseguiu obter a vantagem. Emre Can perdeu a bola no meio campo e os citizens, depois de uma jogada rápida, trocaram as voltas à defensiva contrária e inauguraram o marcador aos 19 minutos de jogo. Ainda assim, especialmente numa eliminatória a duas mãos, ainda havia muito tempo de jogo e por isso não era urgente uma mudança de abordagem por Edin Terzic. Os minutos passaram e a equipa de Inglaterra continuou a dominar o encontro, tentando aumentar a vantagem que lhe permitisse relaxar um pouco mais. Mas este não viria a ser um jogo particularmente feliz na finalização e o resultado não foi sofrendo alterações.

Só depois de ambos os treinadores terem feito alterações é que viríamos a ter novo golo, desta vez do Dortmund, que depois de uma bela assistência do até então desaparecido Haaland, restabelecia a igualdade pelos pés de Marco Reus. Os visitantes estavam agora em vantagem, e os fantasmas dos quartos de final pareceram voltar a aparecer para a turma de Manchester.

No entanto, os golos ficaram mesmo reservados para os últimos minutos e o Manchester City viria a marcar novamente, desta vez por Foden, que deu à equipa uma nova almofada para encarar a segunda mão. 2-1 para os caseiros, que ainda assim não conseguiram, nem de perto nem de longe, fechar a eliminatória, apesar do favoritismo. O próximo jogo será quarta-feira, na Alemanha, e tem tudo para ser uma das mais incríveis partidas desta edição da Liga dos Campeões. 

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A FIGURA


Phill Foden – O jovem inglês voltou à titularidade e brindou o seu treinador com uma bela exibição, a quase todos os níveis. Durante toda a partida foi o jogador mais desequilibrador e criou muitas oportunidades para aumentar a vantagem quando o marcador indicava 1-0. Ainda assim, falhou no capítulo da finalização, o que acabou por ser bastante penalizador também para a sua equipa. Marcou, no entanto, o golo da vitória já muito perto do final, um brinde para a sua exibição de luxo.

 

O FORA DE JOGO


Reação do Borussia Dortmund ao empate – Depois de passarem grande parte do jogo em desvantagem os alemães acabaram por conseguir, já perto do final, o mais difícil: marcar um golo fora, ao Manchester City. No entanto, depois de o conseguirem, voltaram a assumir uma postura muito defensiva, o que acabou por lhes valer a derrota na partida. O 1-1 seria um resultado excelente, até porque levavam vantagem para o seu estádio. Assim, o cenário não é tão animador, ainda que não seja nada preocupante.

 ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Olhando o Manchester City FC e para o onze inicial apresentado por Pep Guardiola rapidamente percebemos que qualquer esquema tático parecerá errado na distribuição dos jogadores pelo terreno. Ainda assim, num ato arriscado, pode dizer-se que o treinador espanhol optou por um 4-2-3-1, sem qualquer ponta de lança de raiz. A linha de quatro é a que neste momento parece dar mais garantias a Guardiola: Walker, Stones, Rúben Dias e Cancelo, pela esquerda, com Rodri e Gundongan um pouco mais à frente numa linha de dois médios defensivos, ainda que o alemão sempre mais próximos de zonas de finalização. No ataque Foden pela esquerda e Mahrez pela direita, com De Bruyne e Bernardo Silva a intercalarem entre a posição dez e o falso avançado. Tendencialmente foi o português a aparecer mais à frente, mas também procurou muitas vezes abrir no corredor de Mahrez para abrir espaço para De Bruyne, Gundongan ou mesmo João Cancelo aparecerem em zonas de finalização. Em relação ao lateral português, quem acompanha a equipa inglesa sabe que não é novidade que ele apareça muito em zonas interiores, fruto da sua capacidade técnica.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Ederson (7)

Kyle Walker (6)

John Stones (5)

Rúben Dias  (6)

João Cancelo (6)

Rodri (7)

Gundogan (6)

Mahrez (6)

De Bruyne (7)

Phill Foden (8)

Bernardo Silva (6)

  SUBS UTILIZADOS

 Gabriel Jesus (6)

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA DORTMUND

Os alemães apresentaram-se num 4-5-1 que rapidamente se desdobrava num 4-3-3 quando a equipa conquistava a bola e partia para o ataque. Atrás, uma linha constituída por Morey Bauza, Akanji, Hummels e Raphael Guerreiro, com Emre Can à sua frente, a atuar como médio mais defensivo. Dahoud e Bellingham completam o trio de meio campo, seguido do trio de ataque constituído por Reus de um lado, Knauff do outro, e Haaland à frente. Ao contrário do seu adversário, o Borussia Dortmund nunca fugiu muito desta formação, e foi uma equipa bastante bem organizada durante quase toda a partida, com exceção do momento do primeiro golo, fruto de uma perda de bola a meio campo. São de destacar os movimentos interiores de ambos os alas, que abriam assim espaço para a subida dos laterais, algo a que Terzic dá muito valor.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Marwin Hitz (7)

Morey Bauza (6)

Akanji (7)

Hummels (7)

Raphael Guerreiro (6)

Emre Can (5)

Mahmoud Dahoud (6)

Jude Bellingham (6)

Marco Reus (7)

Ansgar Knauff (5)

Haaland (6)

SUBS UTILIZADOS

 Giovanni Reyna (6)

Thomas Delaney (6)

Meunier (6)