A CRÓNICA: APESAR DA SUPREMACIA DO REAL DE MADRID CF, AMBOS OS EMBLEMAS SORRIRAM

Quando ao início desta Liga dos Campeões se disse que este era o “grupo da morte”, nunca pensámos que pudesse ser tão assim (figurativamente). Chegámos à última jornada e todos tinham hipótese de passar e este era o jogo do “tudo ou nada” para ambas as equipas, mas em função dos resultados na outra partida (Inter de Milão vs FK Shakhtar), poderiam até as duas passar.

A fazer uma época muito abaixo do expectável, o Real Madrid CF tinha de entrar para este jogo no seu modo “Champions” e foi precisamente isso que fez. Aos oito minutos, Benzema numa excelente finalização de cabeça adiantou os “merengues” no marcador e, já nos últimos 15 minutos, a mesma cabeça deu o 2-0. Passividade defensiva do “Gladbach” e começavam a ver a sua vida a andar para trás. Grande primeira parte do Real Madrid CF, a frustrar a ideia de jogo de Marco Rose.

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Para mudar o chip, o treinador dos alemães tirou Wendt (de longe o pior em campo) e Embolo (nulidade no ataque) para colocar Zakarya e Lazaro. No entanto, apesar de ter sido uma parte onde o Gladbach conseguiu chegar mais à área adversária, os madrilenos nunca tremeram e até podiam ter ampliado o resultado (chegaram mesmo a enviar dois remates ao ferro). Resultado final: 2-0 e Real Madrid CF no primeiro lugar do grupo.

Ainda assim, fruto do empate no outro jogo, ambas as equipas passaram à próxima fase, o que na minha opinião acaba por ser o mais justo face aos acontecimentos deste grupo.

 

A FIGURA

Real Madrid CF – Os “merengues” ligaram o seu modo favorito: o modo “Champions” e fizeram uma autêntica exibição de gala. Fortes defensivamente, uma pressão alta bem efetuada que condicionou sempre a criação a partir detrás dos seus adversários, e um ataque bem oleado.

Benzema, porque foi a figura mais visível desta vitória ao apontar dois excelentes golos, terá sido o homem do jogo, mas atenção ao jogo de Lucas Vasquez (cada vez mais um lateral de excelente qualidade) e também Modric, a voltar a um nível bastante elevado. Nota ainda para a segurança defensiva que Ramos transmite só por estar presente. Liderança de capitão como há poucas no futebol mundial.

 

O FORA DE JOGO 

Borussia VfL Monchegladbach – Podiam e deviam ter feito mais. Não gosto de escolher jogadores para destacar como o “pior”, porque acima de tudo – este é um caso perfeito disso – se as dinâmicas de equipa não funcionarem, a mesma não carbura. Marco Rose tem culpa, porque não acertou nos jogadores certos, mas algumas unidades tiveram uma produção demasiado baixa (Wendt, Elvedi, Plea, Thuram Stindl, só para mencionar alguns).

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF 

O Real Madrid CF cair para a Liga Europa era quase chocante, então para este jogo, Zidane não inventou: alinhou o seu preferido 4-3-3, com o meio-campo que ganhou várias “Champions” (Casemiro, Kroos e Modric), e o regresso do “rei” Sergio Ramos. Parecendo que não, a sua liderança em campo dá outro tipo de vantagem aos madrilenos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (6)

Mendy (6)

Sergio Ramos (7)

Varane (6)

Lucas Vasquez (8)

Casemiro (7)

Kroos (7)

Modric (8)

Vinicius Jr. (6)

Benzema (9)

Rodrygo (7)

SUBS UTILIZADOS

Asensio (-)

Arribas (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA VfL MONCHEGLADBACH

Confesso que sou um fã deste Borussia e desde que foi buscar aquele que para mim é um dos mais promissores treinadores da atualidade, Marco Rose, ainda mais. Hoje apresentou-se num 4-2-3-1, com constantes alterações de posição entre os quatro homens mais adiantados. Plea e Thuram, os alas, apareciam muito na área, com Stindl a assumir um papel de construção e Embolo (supostamente o ponta de lança) a cair mais numa das alas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sommer (7)

Wendt (4)

Elvedi (5)

Ginter (5)

Lainer (5)

Kramer (6)

Neuhaus (5)

Thuram (6)

Stindl (5)

Plea (5)

Embolo (5)

SUBS UTILIZADOS

Zakarya (5)

Lazaro (5)

Bénes (-)

Wolf (-)

Herrmann (-)

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