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O Santiago Bernabéu vestiu-se de gala, esta quarta, para receber o jogo do segundo dia dos oitavos de final da Liga dos Campeões, onde se defrontaram o campeão em título Real Madrid CF, que procura conseguir este ano o que nunca um clube conseguiu na Liga dos Campeões no atual formato – repetir o título da época passada –, e o Napoli, vencedor do grupo do Benfica e com reais capacidades de colocar dificuldades aos comandados de Zidane.

Pode dizer-se que o jogo começou com o Real Madrid ao ataque e a criar perigo logo no primeiro lance do jogo,o que poderia ter dado em golo, não fosse a defesa de Reina, que viu, nos minutos seguintes, a equipa adversária instalar-se por completo no seu meio-campo.

Mas o Napoli, com jogadores de grande qualidade e com grande velocidade de execução, principalmente na frente de ataque, começou à procura do golo através dos seus alas venenosos Insigne a Mertens, e acabou por consegui-lo através do italiano, que beneficiou do espaço concedido pelos defesas Varane e Sergio Ramos para rematar para o fundo da rede, aproveitando a desconcentração de Navas que não estava, de todo, bem posicionado. O Napoli via-se, agora, em vantagem no marcador, mas, com certeza, esperava que o Real viesse com tudo para o ataque de maneira a empatar o mais cedo possível.

Os merengues construíam os seus ataques com processos bastante simples e rápidos que lhes permitiam chegar com facilidade à área adversária. Tamanha foi essa facilidade que, aos 18 minutos, após um passe longo de Kroos, James serve Carvajal para este, com um belo cruzamento de trivela, a servir na área Benzema que, com a cabeça, empatou o jogo, num momento chave, em que o Napoli estava a começar a incomodar com mais intensidade, com os seus ataques rápidos e organizados, a equipa do Real Madrid. Após o golo, esse incómodo foi diminuindo e o Napoli foi deixando de criar grande perigo, salvo algumas tentativas de ataque inconsequentes, permitindo aos espanhóis dominar o jogo até ao intervalo, e criando mais oportunidades de golo, entre as quais uma bola ao poste de Benzema.

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No início da segunda parte, manteve-se a toada da segunda metade da primeira, com o Real a continuar por cima no jogo e a chegar mesmo ao golo da vantagem, depois de Cristiano Ronaldo ter conduzido a bola até à área do Napoli, onde cruzou atrasado para Kroos que, com grande precisão, finalizou sem dar chances a Reina. Apesar do golo, o destaque deve ir para o excelente trabalho de Cristiano na jogada, que sentou um defesa napolitano para servir o alemão depois de uma excelente corrida até à linha final.

Poucos minutos depois, chegou o terceiro do Real. Num lance na área do Napoli, a bola sobra para Casemiro que, com um potentíssimo remate, sem deixar a bola tocar no chão, faz aquele que viria a ser o golo da noite. Que grande remate, cheio de intenção! O jogo era, nesse momento, do Real Madrid.

O jogo prosseguiu praticamente ao mesmo ritmo: Real Madrid a dominar e o Napoli a tentar chegar ao ataque com perigo, o que chegou a acontecer com um pouco mais de frequência comparando com a primeira parte, tendo, até, sido anulado um golo a Callejón. Esta siuação justifica-se com a necessidade dos italianos conseguirem um resultado menos negativo para a segunda mão em Nápoles.

O Real Madrid consegue, assim, ir para a segunda mão com uma vantagem razoavelmente confortável, olhando para os desafios que lhes esperam no San Paolo, onde o Napoli é perfeitamente capaz de vencer por dois golos a qualquer equipa. Todo cuidado será pouco, portanto, para a equipa de Madrid, que, apesar disso, contará com a grande qualidade dos seus jogadores para se assumir como favorita em qualquer jogo da liga milionária, tendo em conta o passado recente e a experiência da equipa na prova. Será necessária uma grande surpresa para o Napoli impedir o Real de seguir em frente rumo aos quartos de final.

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Nascido no seio de uma família portista, o Nuno não podia deixar de seguir o legado e faz questão de ser um membro ativo na ação de apoiar o seu clube, sendo presença habitual no Estádio do Dragão, inserido na claque Super Dragões. Para ele, o futebol é quase uma terapia, visto que quando está a assistir a algum jogo se esquece de todos as preocupações. Foi futebolista federado, mas acabou por entender que o seu papel era fora das quatro linhas, e também para seguir os estudos em Novas Tecnologias da Comunicação.                                                                                                                                                 O Nuno escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.