A CRÓNICA: BLANCOS TREMEM MAS NÃO CAEM (DA CHAMPIONS)

Champions League “nonstop” nestas três semanas: obrigado UEFA. Tivemos grandes jogos e, desta feita, à terceira jornada, vamos poder assistir a uma partida entre dois dos maiores clubes do futebol mundial: Real Madrid CF e FC Internazionale Milano. Encontro decisivo para o futuro das duas equipas nas competições europeias, onde ainda não tinham conseguido vencer.

Que grande primeira parte! Foram 45 minutos com ambos os clubes balanceados para a frente, mas com domínio claro e inequívoco por parte dos madrilenos, que se refletiu no resultado ao intervalo. Aos 25 minutos, Hakimi fez uma asneira tremenda ao atrasar a bola para Handanovic e Benzema, sempre atento, interceptou o lance, sentando o veterano esloveno e convertendo com a baliza aberta. Oito minutos mais tarde, foi a vez do espanhol Sérgio Ramos cabecear no coração da área, na sequência de um canto, a bola para o fundo das redes.

Adivinhava-se vida difícil para o Inter de Milão mas eis que, numa resposta imediata ao segundo golo sofrido, aparece a genialidade de Nicolo Barella. O italiano, entre linhas, a fazer um passe mágico para Lautaro, que com frieza, reduziu. Seguiram-se mais 10 minutos bastante equilibrados e Clément Turpin apitou para mandar todos os jogadores para os balneários.

Os segundos 45 minutos prometiam muito e não desiludiram. Os nerazzurri entraram com outra assertividade tática e tiveram, até aos 70 minutos, sempre por cima do encontro. Tanto que aos 68 minutos, aconteceu o mais expectável: empate, por intermédio de Perisic, com o Inter de Milão a explorar bem as costas da defesa milanesa.

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O crescimento do Inter de Milão ameaçava não ficar por aqui, mas num ataque rápido, a velocidade e qualidade dos dois brasileiros do Real Madrid CF fizeram a diferença. “Vini” passou rasteiro para “Rodry” que finalizou com classe para o 3-2. A vantagem não sofreu alterações e os milaneses ficaram em maus lençóis neste Grupo B da Champions.

 

A FIGURA


Primeira Parte do Real Madrid CF- Já não via os “blancos” a jogar assim há muito tempo. Foram 45 minutos iniciais muito intensos, a sufocar o Inter de Milão e conseguir anular praticamente todos os seus craques, com excepção de Barella. O problema dos madrilenos é que depois adormecem e permitem muito aos adversários, precisamente o oposto do que fizeram no primeiro tempo. Jogando assim, são candidatos a ganhar tudo, mesmo sem um “matador” de área,

 

O FORA DE JOGO


Antonio Conte- Sem dúvida que esteve bem ao intervalo, na motivação dos jogadores – imagino eu –, mas houve muito demérito do Real Madrid CD em permitir tantas ocasiões. Esteve sobretudo mal porque na “tripla” de centrais que utiliza, só é que é de nível elevado e continua a deixar Milan Skriniar no banco, o que para mim é incompreensível.

Depois, da mesma forma que teve bem em conseguir empatar, acho que perde o jogo no momento em que tira Perisic (tinha de ser, estava esgotado) mas sobretudo Barella, que para mim foi o melhor em campo. O equilíbrio que o italiano dava a um meio-campo com Vidal pobre e Brozovic com muitas preocupações defensivas, era essencial. Ainda assim, creio que com Lukaku podia ter tirado mais deste jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA: REAL MADRID CF

Os “blancos” parecem ter dado um pontapé na crise da Primeira Liga Espanhola, mas na Champions estão ainda muito “aquém” daquilo que podem fazer. Zidane fez subir ao terreno de jogo o seu tradicional 4-3-3, com Hazard a agarrar a titularidade depois de Benz… do treinador francês sentar Vinicius Jr no banco de suplentes. A polémica no nosso país vizinho tem sido muita nos últimos dias e era preciso muito autocontrolo para conseguir afastar todo esse falatório das cogitações dos jogadores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (7)

Mendy (6)

Varane (6)

Sérgio Ramos (7)

Lucas Vasquez (7)

Casemiro (6)

Valverde (7)

Kroos (6)

Hazard (6)

Benzema (7)

Asensio (6)

SUBS UTILIZADOS

Vinicius (6)

Rodrygo (6)

Modric (-)

 

ANÁLISE TÁTICA: FC INTERNAZIONALE MILANO

Antonio Conte não inventa e alinha com o seu clássico 3-5-2. O técnico italiano entrou para este jogo da Champions com uma baixa de peso: Lukaku. Por isso, a solução foi a adaptação de Perisic a uma posição que não lhe é nada estranha (é um híbrido na frente de ataque), mas talvez a maior surpresa no onze seja Ashley Young, que tem estado na sombra de um excelente Matteo Darmian.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (6)

D’Ambrosio (6)

De Vrij (6)

Bastoni (6)

Hakimi (6)

Barella (8)

Brozovic (6)

Vidal (5)

Ashley Young (5)

Perisic (6)

Lautaro Martinez (8)

SUBS UTILIZADOS

Alexis Sanchez (5)

Gagliardini (5)

Nainggolan (-)

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