Que fantástico espetáculo futebolístico nos foi oferecido a noite passada. É a Liga dos Campeões em todo o seu esplendor. O Real Madrid venceu o Borussia Dortmund por uns esclarecedores 3-0 e, em Paris, o PSG impôs nova derrota europeia ao Chelsea (3-1).

Na época passada o Real Madrid e o Borussia Dortmund protagonizaram um dos duelos mais escaldantes da Liga dos Campeões. Foram dois jogos intensos e muito disputados que resultaram na passagem do conjunto alemão – seria, aliás, finalista da maior prova europeia de clubes. Ronaldo e companhia parecem não terem esquecido essa eliminação e entraram extremamente determinados em fazer vingança. Os primeiros 30 minutos foram dominados pela equipa comandada por Carlo Ancelotti, que, perante um Dortmund desfalcado – Lewandowski, Gundogan, etc – demonstrou o porquê de ser o favorito à passagem às meias-finais. Esse período de maior fulgor dos madrilenos resultou numa vantagem de dois golos: Gareth Bale (minuto 3) e Isco (minuto 27). O Real jogava um futebol eletrizante, rápido e dinâmico. Com as linhas muito subidas, os merengues ganhavam quase todas as segundas bolas – e que importância que isso teve no desfecho do jogo. Já o Borussia era incapaz de sair em transição, e mesmo o ataque de futebol apoiado demonstrava grande ineficácia. No entanto, os últimos 15 minutos da primeira parte foram repartidos, com os pupilos de Jurgen Klopp a usufruírem de alguma circulação de bola junto da área merengue.

No segundo tempo viu-se um Borussia mais subido, com o bloco ofensivo mais pressionante e, de fato, o jogo equilibrou. Porém, nem Reus nem Aubameyang eram capazes de assustar a baliza de Iker Casillas. No meio-campo, Sahin e Mkhitaryan estiveram bem abaixo da qualidade já demonstrada, permitindo aos merengues várias situações de contra-ataque, que são reconhecidamente a maior arma do Real Madrid. Apesar do jogo menos conseguido, Ronaldo deixou mais uma vez a sua marca e, ao minuto 57, fechou o marcador em 3-0.

O resto do jogo ditou duas estratégias diferentes: o Borussia aumentou de intensidade na busca por um golo que salvasse a eliminatória e, por outro lado, o Real Madrid baixou ligeiramente as suas linhas, aproveitando a velocidade de Ronaldo, Bale e Benzema.

Nota ainda para os dois internacionais portugueses Pepe e Coentrão, que fizeram um jogo imperial na defesa do Real Madrid.

 

Pastore fez um golaço Fonte: news.bbcimg.co.uk
Pastore fez um golaço
Fonte: news.bbcimg.co.uk

No Parque dos Príncipes, em Paris, o PSG demonstrou a todo o mundo que deixou de ser um conjunto de estrelas para ser uma verdadeira equipa. Foi precisamente sobre a base de um futebol apoiado e solidário que os homens de Paris venceram o Chelsea. Com Ibrahimović, Lavezzi e Cavani na frente de ataque, os parisienses entraram a todo o gás: logo aos 4 minutos, Lavezzi abriu o marcador num remate espetacular dentro da grande área.

O jogo revelou duas equipas a disputarem, essencialmente, o domínio do meio-campo. De fato, tanto o PSG como o Chelsea tentavam ao máximo evitar saídas em transição, reconhecendo assim o poderio atacante do adversário. A entreajuda dos parisienses era de tal forma notável que foi possível ver Cavani a disputar um lance… na defesa do PSG.

Matuidi e Verrati foram fundamentais no domínio (a espaços) do conjunto comandado por Laurent Blanc – a vitória muito se deve a estes dois jogadores.

Tenho também de dar destaque a Javier Pastore, que entrou muito bem na partida e faz um espetacular slalom, já nos descontos, que culminaria no 3º golo do Paris Saint-Germain.

Já o Chelsea, que entrou sem qualquer ponta-de-lança, tentou baralhar os defesas do PSG com a mobilidade de Willian, Hazard e Oscar. Os blues deram uma boa réplica ao PSG e durante quase toda a partida disputaram os lances de forma equilibrada.

Ramires e Willian tentaram imprimir alguma velocidade, mas a condição física dos jogadores do Chelsea não parecia a melhor.

Nota negativa para ambos os centrais do Chelsea: Terry, pelo corte de amador no primeiro golo do PSG, e David Luiz, pelo autogolo. Mourinho, no final da partida, criticou abertamente a defesa do Chelsea – e com razão, diga-se.

Apesar da vantagem de dois golos, o PSG vai, acredito, ter dificuldades para seguir em frente. Espera-se uma emocionante segunda mão em Stamford Bridge.

Comentários