Milão tem sido um local de difícil afirmação para dois jogadores da Seleção. É João Mário, que neste momento tem futuro ainda indefinido, mas vai treinando ainda no Inter (à parte, decerto); e é André Silva que não se afirmou no Milan e que agora chegou ao Sevilha… com um hat-trick!

André Silva foi indiscutível, ou quase isso, em toda a qualificação para o Mundial. Nos jogos após a convocatória final, em que já era possível vislumbrar ali o onze ou pelo menos o núcleo duro, a espinha dorsal da campanha nacional a atuar no extremo e leste da Europa. André Silva foi abafado por Guedes, que curiosamente também procurou a sua sorte na época que antecedeu o FIFA Worldcup 2018, em Espanha, num clube de nível similar ao Sevilha, a meu ver.

Num contexto diferente, mas em circunstâncias idênticas, o ponta de lança ex-FC Porto considera que ainda não se distinguiu dos demais “lá fora”, e por isso quer jogar para atingir um patamar que o eleve mais acima. Legítimo, não é verdade? Ordenados à parte, já que nem sei das condições do negócio de transferência por empréstimo realizado, mas o Sevilha tinha dado conta há temos que precisava de um bom número nove.

O internacional português chega à Andaluzia por empréstimo do Milan
Fonte: Sevilla FC

Pelo que tive oportunidade de ver esta época, da parte do clube andaluz, é que tem um caudal muito ofensivo, com alas e interiores criativos. Um bom ponta de lança, e que se preze como tal, corresponde a esse cenário. Disse à imprensa do clube que gosta de jogar na profundidade, algo característico do Sevilha, equipa conhecida por deter um contra ataque venenoso.

Esteve muito bem na estreia. Deu sinais de um baixo grau de entendimento com os companheiros (muito criativos na frente, por sinal), muitas bolas demasiado longas ou com força a mais recebidas, e vice versa, o que é bastane normal quando se joga num espaço muito reduzido, como é o último terço. De resto, impecável, três golos numa goleada de 4-1, mas atenção: colocou a fasquia alta, o clube terá pela frente muitos confrontos mais duros que este último. Daqui para a frente não pode facilitar, a temporada ainda mal começou, os jogadores estão frescos. Veremos como será após libertar-se de Gattuso, com a zona central reservada para o camisola 12.

Foto de capa: Sevilla FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Comentários