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Atl. Bilbau 4-0 Barcelona: Sextequê?

Pedro Machado · 3 min

Atl. Bilbau 4-0 Barcelona: Sextequê?

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As antevisões a este jogo, feitas um pouco por todo o mundo (o confronto viria a ser transmitido para todos os continentes), centravam a sua atenção na proximidade (a dois títulos de distância) do “sextete”, repetindo a façanha alcançada em 2009, quando Guardiola ganhou tudo o que havia para ganhar nesse ano. Também era dado relevo ao facto de Messi poder destacar-se ainda mais como artilheiro máximo da Supertaça Espanhola (10 golos), ampliando a diferença para nomes como os de Raúl González ou Hristo Stoichkov, e ainda se falava muito da inclusão de Pedro no onze, na ausência de Neymar do jogo e… da lista de 3 finalistas candidatos a melhor jogador a actuar na europa.

No espaçozinho dedicado ao Athletic, referiam-se as muitas ausências da equipa de San Mamés – Iñaki Williams e Iker Muniain, grande desequilibradores na estratégia habitual de Ernesto Valverde à cabeça. Mas pouco ou nada mais para além disto, afinal, também se referia, o Atlethic apenas tinha vencido duas Supertaças, contra onze do Barcelona, a última das quais em 1984/1985… numa edição que nem sequer foi disputada pelo facto de Los Leones terem vencido Campeonato e Taça no ano anterior. Essa, aliás, era a última conquista do conjunto de San Mamés. 31 anos passaram, e durante este período o Barcelona vencera nada menos que 45 (!!!) títulos.

Athletic muito perto de voltar a conquistar um titulo Fonte: Facebook oficial da Liga BBVA
Athletic muito perto de voltar a conquistar um titulo
Fonte: Facebook oficial da Liga BBVA

Vistas bem as coisas, era legítimo o foco no Barcelona, mas isso não lhe dava o direito de entrar com sobranceria no jogo, por mais desgastante que tivesse sido o embate contra o Sevilha, a meio da semana. Começando no treinador, Luís Enrique, que optou por deixar no banco nomes como Iniesta, Piqué ou Rakitic, essenciais no equilíbrio da equipa e avançou com uma dupla de centraiscom poucas rotinas (Bartra e Vermaelen) e um meio-campo com pouco poder de rasgo (Rafinha-Mascherano-Sergi Roberto). Abriu-se um fosso enorme na construção de jogo e foi com naturalidade que se viu um Barcelona pouco criativo (Messi com muita dificuldade em vir buscar jogo atrás, bem “tapado” por Balenziaga) face à enorme pressão do Bilbao. Até ao intervalo, só de bola parada o Barcelona conseguiu criar perigo, depois de um rasgo individual (só mesmo dessa forma se imaginariam desequilíbrios) de Pedro Rodríguez, ganhando uma falta, bem cobrada por Messi mas com correspondência na defesa de Iraizoz. Nesta altura, já o Barça se via a perder, graças a um golaço de San José que aproveitou um mau alívio de cabeça, de Ter Stegen, e o adiantamento do guarda-redes alemão para fazer um chapéu desde o meio-campo.

Na segunda parte, as coisas pioraram ainda mais. A equipa entrou bem, é certo – Pedro atirou à trave e Messi esteve perto do golo logo a seguir – mas Dani Alves hipotecou as hipóteses e remeteu a sua equipa para a “execução” do sonho do sextete com três erros. O primeiro logo a seguir à entrada de Iniesta, proibindo a equipa de se sentir mais cómoda com a entrada do 8 – deixou Sabin fugir para cruzar para Iraizoz assinar o 2-0. Passados 10 minutos, foi ele a assistir o goleador de San Mamés para o 3-0 e, não satisfeito, cinco minutos mais tarde, cometeu uma grande penalidade infantil ao cair sobre Etxeita, quando este não representava perigo e o lance estava quase controlado. 4-0, hat-trick de Aduriz.

O Barcelona, “condenado” à morte, não se conseguiu levantar e não criou mais perigo. A pressão exercida pelo Athletic levaram os culé ao cadafalso. Dani Alves e Aduriz, foram os carrascos.

A Figura do jogo:

Aritz Aduriz – Marcar três golos num jogo desta importância (sobretudo para o Athletic, que não vence um título há 31 anos), contra o campeão espanhol e europeu e vencedor da Copa do Rei e da Supertaça Europeia, ficará, sempre, marcado na vida de qualquer futebolista e de qualquer jogo. Fez 3 dos quatro golos da sua equipa e foi importantíssimo na primeira fase de pressão à construção do Barcelona.

O Fora-de-jogo:

Dani Alves – Exibição desastrosa do defesa-direito brasileiro. Foi ele o principal responsável pelo descalabro culé, em San Mamés, estando directamente ligado, de forma infantil, aos três golos apontados pelo Athletic na segunda parte.

Foto de capa: Facebook oficial do Barcelona

Pedro Machado

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