A CRÓNICA: UMA AUTÊNTICA AULA DE FUTEBOL OFENSIVO

O Estádio de La Cartuja, em Sevilha, foi o palco da final da Taça do Rei de Espanha da presente temporada entre o FC Barcelona e o Athletic Club. Os bascos, que perderam a edição da época transata que foi jogada há cerca de duas semanas, viam aqui uma oportunidade de se “vingarem”, enquanto os catalães procurariam regressar aos títulos.

O FC Barcelona entrou a todo o gás na partida, criando a primeira grande oportunidade de golo à passagem do minuto 4’, quando Frenkie De Jong enviou uma bola ao poste esquerdo da baliza defendida por Unai Simon. O Atlethic tentou responder e teve nos pés de Iñigo Martínez uma grande oportunidade para faturar mas a bola não entrou. Com o decorrer do tempo, as chances de golo foram diminuindo, mas o domínio do Barça foi avassalador e apenas faltou o golo para coroar uma grande primeira parte da equipa catalã.

No começo do segundo tempo, os blaugrana voltaram a entrar com tudo, mas Unai Simón negou o golo primeiro a Griezmann, e depois a Busquets, com estrondosas defesas. Completamente encostado às cordas, seria uma questão de tempo até o Bilbao ceder, e assim foi, quando Griezmann inaugurou o marcador a favor do Barcelona, ao minuto 60’. Três minutos depois, foi a vez de de Jong aumentar a vantagem, fazendo também ele o gosto ao pé, deixando os catalães mais perto de erguer o troféu. Com o pé no acelarador, foram precisos apenas mais cinco minutos para a formação orientada por Ronald Koeman, desta feita por Lionel Messi. O astro argentino não se contentou, e voltou a faturar volvidos apenas quatro minutos.

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Com tamanha vantagem no marcador, bastou ao Barcelona controlar o jogo à sua maneira até ao apito final, com o resultado a manter-se nos quatro golos sem resposta. Posto isto, com este triunfo, os blaugrana voltam a festejar a conquista de um título, adicionando ao seu palmarés a 31ª Taça do Rei.

 

A FIGURA


Lionel Messi – O astro argentino mostrou-se no seu melhor nesta partida, realizando uma exibição espantosa, que foi premiada com um bis, o que lhe permitiu tornar-se no melhor marcador da história da competição.

 

O FORA DE JOGO


Estratégia do Athletic Bilbao – A formação basca pecou no lado estratégico, no sentido em que entrou para este encontro numa clara dinâmica de contenção, acabando por não criar qualquer perigo ao adversário a nível ofensivo. Foram castigados com uma goleada.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – ATHLETIC CLUB

A formação orientada por Marcelino García Toral apresentou-se organizada num sistema tático em 4-4-2 clássico, claramente de contenção face ao estilo de jogo ofensivo e de pressão alta que o FC Barcelona conseguiu imprimir no encontro. Sem muitos argumentos para contrariar o adversário, a postura defensiva assumida pela formação basca custou-lhes caro, acabando por ser goleados, numa partida em que praticamente não incomodaram o guarda-redes adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Simón (6)

De Marcos (6)

Yeray (6)

Martínez (6)

Balenziaga (6)

Berenguer (6)

García (6)

López (6)

Muniain (6)

Williams (6)

García (6)

SUBS UTILIZADOS

Lekue (5)

Vesga (6)

Nunez (6)

Villalibre (6)

Berchiche (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Os catalães organizaram-se num dispositivo tático de 3-1-4-2, numa linha defensiva que contou com o regresso de Gerard Piqué. Os catalães dominaram o jogo em todas as suas vertentes, sendo avassaladores no momento ofensivo, com um troca de bola deslumbrante, que baralhou por completo o adversário. Com 78% de posse de bola e com quatro golos sem resposta a seu favor, é caso para dizer que foi um resultado justíssimo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

ter Stegen (7)

Mingueza (7)

Piqué (7)

Lenglet (7)

Busquets (7)

Dest (6)

de Jong (8)

Pedri (7)

Alba (8)

Messi (7)

Griezmann (9)

SUBS UTILIZADOS

Araújo (6)

Roberto (6)

Moriba (6)

Dembelé (-)

Braithwaite (-)

 

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