A CRÓNICA: UM BARÇA APÁTICO, UM TRIO MARAVILHA E UMA NOITE TRANQUILA PARA OS ROJIBLANCOS

As expetativas dos adeptos do FC Barcelona para a visita ao Wanda Metropolitano, casa do Club Atlético de Madrid, não seriam as mais animadoras, mas pairava no ar a remota possibilidade de haver, ali, um ponto de viragem. Uma vitória colocava os “culés”, à condição, a dois pontos da liderança, mas, na prática ficou sempre claro que esse cenário estava perto de ser impossível. Mais confiante, a equipa Atlético de Madrid soube aproveitar as debilidades do adversário e garantiu a vitória de forma calculista.

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Durante os primeiros vinte minutos foram poucos os momentos dignos de registo em Madrid. O Atlético apareceu a apostar na velocidade de Félix e Lemar para desequilibrar a defesa blaugrana, enquanto o Barcelona procurou jogar pelo seguro e não correr demasiados riscos no ataque. Muito equilíbrio, mas pouco trabalho para os guarda-redes.

À passagem dos 22’ a estratégia de Simeone deu frutos. Triangulação entre Félix, Suarez e Lemar e o francês bateu Ter Stegen com um remate cruzado. O mesmo trio esteve em evidência aos 43’, com outra transição letal. Desta vez, foi Félix a desbloquear a frágil defesa catalã com um passe em profundidade a descobrir Lemar. O francês assistiu Luis Suarez para o 2-0 a favor do Atlético de Madrid.

O Barcelona não teve medo de ir à procura do empate, mas pareceu sempre demasiado desorganizado, enquanto os Colchoneros conseguiram ser mais perigosos, mesmo com menos chegadas à área contrária. O Atlético aproveitou melhor as oportunidades que criou e recolheu aos balneários com a vantagem no bolso.

A intensidade desceu na segunda parte e o primeiro remate à baliza só veio à passagem da hora de jogo. Philippe Coutinho teve nos pés a chance de relançar o jogo, mas Oblak não deixou. O brasileiro viria a ser substituído por Ansu Fati, que ainda tentou, sem sucesso, trazer mais alegria ao ataque “blaugrana”. Mais uma vez, o Barcelona tentou chegar perto da baliza, mas nunca teve engenho para ferir o Atlético.

O jogo terminou com Diego Siemeone a puxar pelos adeptos, que assistiam a um jogo que ficou resolvido ao intervalo. No final de contas, os “colchoneros” terminam o sábado colados à liderança do Real Madrid e os catalães (com um jogo em atraso) saem do Wanda Metropolitano no nono lugar.

 

A FIGURA

Luis Suarez – O trio do Atlético de Madrid, Lemar-Félix-Suarez, foi um pesadelo para a defesa do Barcelona, mas é o uruguaio que personifica na perfeição o estado espírito deste jogo. Dispensado na época passada pelos catalães, Suarez saiu a tempo de fintar a crise do clube. Foi campeão em Madrid e continua a mostrar que é um dos melhores avançados do mundo. Hoje, marcou e, com muita classe, não festejou.

 

O FORA DE JOGO

Ronald Koeman – Quando toda uma equipa parece tão desconectada e desorganizada, o culpado principal só poder ser um. O Barcelona tentou atacar, mas sofreu um banho de tática. Na Catalunha já se falam nos substitutos e não é para menos. O plantel pode ser inferior, mas tem qualidade para muito mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Diego Simeone apresentou um 5-3-2, com os laterais, Llorente e Carrasco, muito projetados para a frente. A grande novidade foi mesmo o regresso à titularidade de João Félix, a fazer dupla de ataque com Suarez. Atrás, esteve Thomas Lemar a partir do meio, mas com liberdade para descair para a direita. Os homens de Simeone procuram sempre imprimir muita velocidade e intensidade nos ataques, de modo a aproveitar as dificuldades da defesa do Barcelona em lidar com esse tipo de ataques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (7)

Llorente (7)

Savic (7)

José Gimenez (7)

Hermoso (7)

Ferreira Carrasco (6)

Koke (6)

De Paul (5)

Lemar (8)

João Félix (8)

Luis Suarez (8)

SUBS UTILIZADOS

Trippier (6)

Correa (6)

Griezmann (5)

Renan Lodi (6)

Felipe (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

O Barcelona começou o jogo em 4-3-3, que foi variando para um 4-4-2, com Gavi a passar para o meio-campo e Coutinho a jogar nas costas de Memphis. A equipa de Koeman promoveu ataques mais pausados, numa tentativa de não expor a defesa a transições rápidas. Faltou quase sempre intensidade e, sobretudo, organização.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ter Stegen (6)

Mingueza (5)

Piqué (5)

Ronald Araujo (4)

Sergino Dest (5)

Busquets (6)

Frenkie de Jong (5)

Nico Gonzalez (4)

Gavi (5)

Philippe Coutinho (6)

Memphis (6) 

SUBS UTILIZADOS

Sergi Roberto (5)

Ansu Fati (6)

Riqui Puig (4)

Luuk de Jong (4)

Lenglet (-)

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