O Atlético de Madrid venceu esta noite o Athletic de Bilbao por duas bolas a zero, num jogo em que João Félix ficou de fora, por culpa da lesão que contraiu no jogo com o Valência, e em que Felipe, antigo jogador do FC Porto foi chamado à titularidade.

O jogo começou com Jan Oblak a brilhar, logo no primeiro minuto: o guardião esloveno “voou” para negar o golo que parecia certo para o Athletic, após um cabeceamento de Iñigo Martínez. A partir deste momento, e apesar de uma aparente entrada dominadora da equipa de Bilbao, a posse de bola passou a ser mais controlada pelos madrilenos, com um ligeiro ascendente, mas sem que conseguissem levar perigo à baliza de Unai Simón.

A partida, como se esperava, mostrava-se equilibrada, com muitos duelos físicos a meio-campo e sem que voltassem a aparecesser oportunidades notórias, de parte a parte. No entanto, na primeira vez que o “Atleti” criou perigo, conseguiu chegar ao golo. Angel Correa, que tem sido o eleito por Diego Simeone para colmatar a ausência de João Félix, devido a lesão, “inventou” um lance individual já dentro da área, tendo a bola sobrado para Saúl Ñíguez finalizar. O médio espanhol abriu o ativo com um remate que quase pareceu um “penálti em andamento”.

A resposta do Athletic foi imediata, com Oblak a ser de novo chamado para intervir e a voltar a fazê-lo em grande estilo, na sequência de um remate potente de Raúl Garcia. Do outro lado, Correa continuava a deixar a cabeça dos defesas bascos “à roda”, mostrando estar preparado para ser opção para “El Cholo”.

Anúncio Publicitário

Numa primeira parte com poucas oportunidades, as que surgiram foram, em maior parte, para o Athletic, mas quem conseguiu fazer uma delas contar foi o Atlético de Madrid, e como tal saiu para o intervalo a vencer. Para ajudar a esta vantagem, ia brilhando Jan Oblak, que já contava com duas “paradas” de alto nível.

Saúl a festejar o golo que ia dando vantagem ao “Atleti”                                                                  Fonte: La Liga Santander

O reatar da partida trouxe um Atlético de Madrid mais calculista, tentando controlar a bola e apostando em passes certos, de forma a impedir que o Athletic pudesse ameaçar a vantagem “colchonera”. O jogo parecia estar a “adormecer” e, portanto, cumpria-se a vontade de Diego Simeone, que tantas vezes opta por “congelar” o encontro quando a sua equipa está em vantagem. Dado o ritmo baixo em que a partida entrou, a primeira grande ocasião da segunda parte só surgiu aos 63 minutos, através de um remate acrobático de Iker Muniain.

Apesar da equipa de Bilbao ter o dobro das oportunidades do homónimo de Madrid, quem chegou ao golo voltou mesmo a ser o “Atleti”. Após uma triangulação entre Trippier, Koke e Correa, o argentino avançou pelo lado direito da área basca e assistiu Álvaro Morata, que assim ampliou a vantagem dos madrilenos. Num jogo que se revelava equilibrado, fazia a diferença quem conseguia finalizar as oportunidades de que dispunha.

Após o segundo golo, o Athletic atirou a toalha ao chão, tendo mesmo substituído o seu homem-golo, Iñaki Williams, poucos minutos depois. Dado isto, e estando o Atlético de Madrid confortável no jogo, as oportunidades de golo desapareceram, conformando-se ambas as formações com a vitória dos “colchoneros”.

A vitória dos comandados de Diego Simeone é justa, embora a história do jogo pudesse ter sido diferente, caso os pupilos de Gaizka Garitano tivessem convertido as oportunidades de que dispuseram na primeira parte. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Atlético de Madrid: Oblak; Trippier; Felipe; Hermoso; Renan Lodi; Thomas Partey; Saúl Ñíguez; Koke; Thomas Lemar (Vitolo, 77’); Correa (Herrera, 67’); Morata (Diego Costa, 67’).

Athletic Bilbao: Unai Simón; Capa (De Marcos, 79’); Núñez; Iñigo Martínez; Yuri; Dani Garcia; Unai López; Raúl Garcia; Muniain; Córdoba (Ibai Gómez, 55’); Iñaki Williams (Aduriz, 67’).