Com a segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões à porta, o Club Atlético de Madrid parte em vantagem para um jogo que muito pode decidir em relação ao futuro “colchonero”. A oposição não podia ser mais forte, uma vez que calhou em sorte aos madrilenos defrontar o atual campeão europeu, o Liverpool.

Todavia, o bom resultado obtido no novíssimo Wanda Metropolitano, na primeira mão, servirá decerto como fator motivacional extra para esta partida que considero decisiva.

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Apelido assim o encontro de Anfield pois a “competição milionária” é a última esperança que os “rojiblancos” têm para alcançar um troféu na presente temporada. Afastados da Taça do Rei pelo surpreendente Mirandés, finalistas derrotados no novo formato da Supertaça de Espanha e muito longe da dupla da dianteira, no que ao campeonato diz respeito, a equipa comandada por Diego Simeone jogará a sua vida em 2019/20 no encontro da próxima quarta-feira.

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Tal como muitos dos jogadores, que poderão ficar com as portas da saída abertas, dado o sub-rendimento apresentado, também o treinador argentino tem o seu lugar em risco. A constante recusa de Simeone em mudar de esquema e ideologia tem sido mais prejudicial do que benéfica, sendo prova disso os resultados medíocres que a equipa tem obtido. Com tamanha dificuldade em inverter o rumo das coisas, e apesar de ainda existir uma pequena “tábua de salvação” para “El Cholo”, parece estar a chegar o fim da linha para o técnico argentino.

Muitos poderão argumentar que a equipa ficou desfalcada de algumas das suas principais figuras dos últimos anos, mas por mais sonantes que as saídas no clube tenham sido, sobretudo as de Diego Godín (largos anos capitão e líder de balneário) e de Antoine Griezmann (estrela maior da formação madrilena durante várias épocas), o montante gasto pelos “colchoneros” durante o último mercado de verão indicava que essas possíveis lacunas não iriam passar disso, de uma possibilidade não concretizada.

No entanto, e como diz o ditado, “quantidade não significa qualidade”. Foram quase 250 milhões de euros gastos em oito reforços, dos quais apenas dois (Felipe e Renan Lodi, ainda que este último continue a apresentar alguma irregularidade exibicional) têm estado ao nível das expectativas que lhes foram colocadas no início da época.

De entre estes reforços, a principal desilusão na atual temporada “rojiblanca” tem sido João Félix. O jovem internacional português não tem tido o impacto que a “afición” do Atlético deseja e muitas são as vozes que colocam em causa o avultado montante pago pelo atacante luso. Para além dos 126 milhões de euros que inevitavelmente rotularam a promessa viseense, também a responsabilidade de substituir um nome como Antoine Griezmann se acumulou nos ombros do ex-Benfica.

Fonte: Club Atlético Madrid

No entanto, quem acompanhou o crescimento de Félix nas equipas B e principal do clube da Luz sabe perfeitamente que qualidade é o que não falta ao camisola sete do “Atleti”. Assim sendo, quais são as razões para que João Félix tarde em afirmar-se em território espanhol?

A par das várias lesões que afetaram o jogador, fazendo com que perdesse alguns meses de competição, também a passagem de uma equipa que jogava um futebol fluido e ofensivo, como o Benfica, para uma que aposta na contenção e no contra-ataque em quase todos os jogos (até contra alguns dos “mais pequenos”), como o Atlético de Madrid, prejudica um atleta com as características de Félix. Forte no um para um, com uma excelente qualidade de passe e de remate, estas características são muitas vezes inibidas de aparecer pelo papel excessivamente defensivo que Diego Simeone lhe atribui.

Posto isto, uma possível saída do técnico argentino (como abordei acima) pode ser de certa forma benéfica para o atacante português, bem como para muitos outros elementos do plantel madrileno.

Se o Liverpool eliminar o Atlético de Madrid da Liga dos Campeões, o “quase” que está presente no título deste artigo deixa de estar entre parenteses e desaparece de vez. Com ele, muito provavelmente, desaparecerá da realidade “rojiblanca” Diego Simeone, terminando assim um dos legados mais icónicos do atual futebol mundial.

Por outro lado, caso o Atlético supere o atual campeão europeu, uma nova garrafa de oxigénio é dada a todos os membros do clube, e várias foram as ocasiões em que este emblema mostrou que consegue fazer das fraquezas forças. Os dados estão lançados, mas irá a tempestade que assola o Metropolitano transformar-se em bonança?

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