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O jogo grande da jornada e, com alguma surpresa, o jogo da época, sorriu aos catalães, que foram muito superiores na primeira parte e conseguiram aguentar a tímida reação dos de Madrid no segundo tempo.

O empate dos culés a meio da semana nas Canárias alimentou a crença dos madrilenos em alcançar o Barcelona e conseguir conquistar o título que já vencera em 2014. Tendo conseguido reduzir a diferença de onze para cinco pontos de desvantagem, o Atlético procurava ficar a apenas dois pontos do Barcelona e com supremacia moral para o que resta da época.

As figuras já estavam escolhidas: Messi de um lado, Griezmann do outro. O astro argentino tem sido maestro da orquestra catalã, espalhando magia por qualquer relvado que pisa; já o francês, depois de um início de época bastante apagado, estava numa forma incrível, tendo marcado sete golos nos últimos dois jogos (um poker e um hat-trick)!

Valverde surpreendeu ao deixar Paulinho de fora, lançando o reforço Coutinho no seu lugar. Já Simeone apostou em reforçar o miolo do terreno, colocando nas alas dois médios mais interiores como Saúl e Koke, para fechar espaços nas alas e apoiar o duplo-pivot defensivo Gabi-Thomas.

A primeira parte foi dominada pelos líderes do campeonato, não tendo o Atlético de Madrid conseguido aproximar-se perigosamente da baliza de Ter Stegen. Os primeiros vinte e cinco minutos foram escritos em catalão, mas sem oportunidades claras. Até que apareceu o génio de Messi. Livre à entrada da área, mesmo a jeito do seu pé esquerdo. Já se gritava golo em Camp Nou e ainda o argentino estava a correr para a bola. Oblak bem se esticou, ainda tocou na bola, mas não evitou o inevitável. Bola no fundo das redes e 1-0 para o Barcelona.

 

Golo de Messi fez toda a diferença
Fonte: FC Barcelona

Mais soltos e fiéis à sua identidade de jogo, os blaugrana conseguiam aproximações mais perigosas à baliza adversária através de um jogo posicional quase perfeito. O Atletico apresentava-se com as linhas muito baixas e, estranhamente, estava com um défice de agressividade na pressão. Os centrais do Barcelona não eram pressionados e conseguiam arranjar soluções na frente para sair a jogar, não sentindo a falta do marcado Busquets. Nem em contra-ataque o Atlético conseguia incomodar a baliza adversária.

Ainda na primeira parte, o futebol ficou mais triste: lesão de Iniesta que o impossibilitava de continuar a dar o seu contributo à equipa. Foi aplaudido por 90 000 adeptos, sem exceção. Reza a lenda que alguns adeptos se levantaram e foram embora, pedindo reembolso do valor do bilhete.

Ao intervalo suspeito que os pupilos de Simeone devem ter ouvido das boas do técnico argentino. E a verdade é que o Atlético apareceu muito mais pressionante e mais afoito na segunda parte, em busca de um resultado positivo. O jogo estava mais aberto, com a equipa da capital mais avançada no campo, o que também abria espaços para o Barcelona responder. Simeone não tardou em mexer na equipa, tirando um lateral e um dos pivots para colocar gente na frente. O sangue fresco de Correa dinamizou a equipa e Gameiro ainda viria a colocar a bola no fundo das redes adversárias, mas assistido por Diego Costa em posição irregular.

Também o Barcelona viu um golo ser anulado: Luís Suaréz foi apanhado na armadilha do fora-de-jogo. Apesar da maior iniciativa neste segundo tempo, o Atletico não conseguia criar situações de perigo, nem sequer através de lances de bola parada, e o Barcelona ia conseguindo gerir o jogo e o resultado.

Quando o árbitro apitou pela última vez, cheirava a campeão na Catalunha. O Barcelona foi melhor durante todo o jogo, pese embora a tentativa de reação dos de Madrid no segundo tempo, alargando, assim, a sua vantagem para oito pontos. Muito pode agradecer a Messi, já que só mesmo num lance de génio parecia ser capaz desfeitear Oblak. Já o Atlético pode queixar-se de si próprio e da abordagem falhada ao primeiro tempo, que deitou tudo a perder. Pode agora focar-se na Liga Europa, onde me parece que é o principal candidato ao título.

Foto de capa: FC Barcelona

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