Última horaJá está definida a final da Taça Sul-Americana
Publicidade

FC Barcelona 1-2 Valência CF: Onze anos depois a festa é novamente ché

Daniel Oliveira · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

No Benito Villamarín disputou-se hoje um duelo entre o primeiro e quarto classificado espanhol. O FC Barcelona entrou a procurar a dobradinha, enquanto o Valência CF procurava a glória onze anos depois dos últimos festejos.

Ernesto Valverde lançou uma equipa sem um avançado de raiz, deixando as maiores responsabilidades ofensivas nos pés de Messi e Coutinho. Também Nélson Semedo foi titular na lateral-direita. Marcelino lançou no onze titular três jogadores bem familiares dos portugueses e dos benfiquistas: Garay, Guedes e Rodrigo. Também Daniel Wass (ex-SL Benfica) foi titular e Piccini (ex-Sporting CP) foi lançado no decorrer da segunda parte.

Os primeiros minutos de jogo foram o espelho do que seria todo primeiro tempo: o FC Barcelona com bola e o Valência CF a criar jogadas de perigo. Logo a arrancar, Rodrigo viu-se isolado frente ao Cillessen, fintou o guarda-redes e viu o Piqué negar-lhe o golo mesmo em cima da linha.

Aos 21 minutos, o Valência CF conseguiu pela primeira vez ter posse de bola e viu Gabriel Paulista abrir a defesa catalã com um passe longo para Gayà, na esquerda, que serviu Gameiro à entrada na área. O francês dominou a bola, deitou Alba e fuzilou a baliza catalã para o primeiro golo do jogo.

Treze minutos depois, e mantendo-se a posse de bola apática do FC Barcelona, a equipa “Ché” lançou-se em mais um ataque rápido e Soler serviu Rodrigo para este finalizar de cabeça. 2-0 para o Valência.

O FC Barcelona só conseguiu criar perigo nos últimos cinco minutos da primeira parte, e sempre dependente das iniciativas de Lionel Messi.

A equipa de Marcelino foi para os balneários com o sentimento de dever cumprido. Defenderam bem e lançaram golpes certeiros e fatais na defesa catalã. Soler e Parejo a destacarem-se pela qualidade que iam colocando no rolar da bola. Já a equipa de Valverde recolheu aos balneários desesperada por um abanão. Uma equipa sem criatividade e sem profundidade ofensiva. Fraquíssima primeira parte onde só Piqué e Messi se afastaram da mediocridade.

O FC Barcelona só conseguiu criar perigo nos últimos cinco minutos, sempre dependente das iniciativas de Lionel Messi
Fonte: FC Barcelona

Neste contexto, a partida recomeçou só com mexidas no lado do FC Barcelona. Entrou Malcom para trazer mais profundidade e criatividade, e entrou Vidal para explorar a sua capacidade de aparecer em zonas de finalização.

O jogo recomeçou mais aberto e a maior capacidade do FC Barcelona em criar perigo foi obrigando Marcelino a mandar recuar os seus jogadores. Com Malcom a abrir mais à direita, sobrou espaço para Messi construir. Além disso, também Busquets subiu tremendamente o seu rendimento, tanto com, como sem bola.

Ao minuto 56 nasce o lance mais genial do jogo. Messi colocou todo o seu talento em campo e viu o poste negar-lhe um golo divinal.

O jogo mudou totalmente de cara a partir do minuto 65, com a saída, por lesão, do capitão do Valência CF. Dani Parejo foi substituído, o FC Barcelona cresceu no jogo e os “Ché” começaram cada vez mais a reduzir as suas ações ao seu próprio meio-campo.
Ao minuto 71, Marcelino optou por fechar ainda mais a sua equipa. Retirou Gameiro, lançou Piccini e viu a sua equipa ser castigada com um golo. Na sequência de um canto, o central Lenglet cabeceou para uma grande defesa de Domènech e a bola sobrou para Messi finalizar. Vinte minutos para jogar e o FC Barcelona a reduzir para 2-1.

Até ao minuto 90 só deu Barcelona. Já com três defesas e Piqué como ponta de lança, a equipa catalã foi tentando chegar ao golo, mas sem sucesso. O Valência limitou-se a lutar e a defender o resultado, mas ainda viu o Gonçalo Guedes, já ao encerrar do jogo, desperdiçar duas oportunidades claras para sentenciar o resultado.

Meias-finais da Liga Europa, 4º lugar, acesso à Champions e a conquista da Taça do Rei. Uma excelente época para um novo Valência
Fonte: Valência CF

Esta Final marcou o término da temporada 2018-19. Uma época onde, apesar de campeão, o FC Barcelona acaba em depressão e onde, apesar do mau arranque, o Valência CF termina em grande, renascido das cinzas.

Meias-finais da Liga Europa, 4º lugar, acesso à Champions e a conquista da Taça do Rei. Uma excelente época para um novo Valência.

Onzes Iniciais e Substituições:

FC Barcelona: Cillessen, N. Semedo (Malcom 45′), Piqué, Lenglet, J. Alba, Busquets, Arthur (A. Vidal 45′), Rakitic (C. Alena 77′), S. Roberto, Coutinho e Messi

Valência CF: Domènech, D. Wass, Garay, G. Paulista, Gayà, Coquelin, Parejo (Kondogbia 65′), Soler, G. Guedes, Rodrigo (Diakhaby 88′) e K. Gameiro (Piccini 71′)

A FIGURA

Fonte: Valência CF

Dani Parejo – Médio Criativo cada vez mais trabalhador. A alma deste Valência CF. O Capitão desta equipa. Recuperou bolas, manteve a coesão do seu meio-campo e, com critério, foi servindo os seus colegas da frente. Saiu lesionado, em lágrimas e a sua equipa pareceu perder toda a sua personalidade.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Barcelona

Ernesto Valverde – Termina a época e termina esta final com muitas explicações a dar. A primeira parte é incompreensível. Montou uma equipa sem criatividade ofensiva, sem presença na área e sem profundidade nas laterais. Mudou ao intervalo, mas já foi tarde. Acertou com Malcom, mas errou com Vidal. E quando decidiu jogar com um avançado, optou por Piqué. Se a alternativa a Suárez é Piqué, a responsabilidade tem de ser sua. Hoje, Messi não o salvou.

Foto de Capa: Valência CF

 

Daniel Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Europa League

Resistir e Sonhar | Ferencváros x Torreense

Depois dos baldes de água fria frente a Tondela e sobretudo Sunderland, o Torreense vê nova oportunidade de espantar a Europa a ser providenciada por um dos mais rodados adversários que lhe calhou em sorteio. O histórico Ferencváros participa em fases de grupos ou liga europeias consecutivamente desde 2020 e ganhou a liga húngara sete vezes seguidas, até se deixar surpreender a época passada pelo Györ – ora, como grande dominador daquele futebol, restava apenas ao Ferencváros dar uma de Bayern, absorvendo o talento que se atreveu a meter em causa a hegemonia. E assim substituiu o lendário Robbie Keane por Balász Borbély, o eslovaco de 47 que cometeu a proeza (regressando assim a casa, ele que já tinha treinado juniores e equipa secundária do Ferencváros entre 2019 e 2022).  Antecipava-se, por isso, conto de fadas. Que Borbély conseguisse imprimir o registo dominador de outrora em contexto nacional e manter o sucesso recente fora-de-portas, conciliando harmoniosamente os índices competitivos. Enquanto se tem conseguido cumprir com a segunda expectativa (veja-se o percurso dos húngaros, que ultrapassaram todas as rondas de qualificação), as coisas não vão de feição na Liga, com cinco empates em nove jornadas. «Nem tudo correu como planeado nesta temporada», explicou assim na antevisão ao encontro desta quinta-feira. «Os resultados na Liga Europa são bons, mas não acho que exista uma grande diferença na forma como jogamos para as duas competições».

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.