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No Benito Villamarín disputou-se hoje um duelo entre o primeiro e quarto classificado espanhol. O FC Barcelona entrou a procurar a dobradinha, enquanto o Valência CF procurava a glória onze anos depois dos últimos festejos.

Ernesto Valverde lançou uma equipa sem um avançado de raiz, deixando as maiores responsabilidades ofensivas nos pés de Messi e Coutinho. Também Nélson Semedo foi titular na lateral-direita. Marcelino lançou no onze titular três jogadores bem familiares dos portugueses e dos benfiquistas: Garay, Guedes e Rodrigo. Também Daniel Wass (ex-SL Benfica) foi titular e Piccini (ex-Sporting CP) foi lançado no decorrer da segunda parte.

Os primeiros minutos de jogo foram o espelho do que seria todo primeiro tempo: o FC Barcelona com bola e o Valência CF a criar jogadas de perigo. Logo a arrancar, Rodrigo viu-se isolado frente ao Cillessen, fintou o guarda-redes e viu o Piqué negar-lhe o golo mesmo em cima da linha.

Aos 21 minutos, o Valência CF conseguiu pela primeira vez ter posse de bola e viu Gabriel Paulista abrir a defesa catalã com um passe longo para Gayà, na esquerda, que serviu Gameiro à entrada na área. O francês dominou a bola, deitou Alba e fuzilou a baliza catalã para o primeiro golo do jogo.

Treze minutos depois, e mantendo-se a posse de bola apática do FC Barcelona, a equipa “Ché” lançou-se em mais um ataque rápido e Soler serviu Rodrigo para este finalizar de cabeça. 2-0 para o Valência.

O FC Barcelona só conseguiu criar perigo nos últimos cinco minutos da primeira parte, e sempre dependente das iniciativas de Lionel Messi.

A equipa de Marcelino foi para os balneários com o sentimento de dever cumprido. Defenderam bem e lançaram golpes certeiros e fatais na defesa catalã. Soler e Parejo a destacarem-se pela qualidade que iam colocando no rolar da bola. Já a equipa de Valverde recolheu aos balneários desesperada por um abanão. Uma equipa sem criatividade e sem profundidade ofensiva. Fraquíssima primeira parte onde só Piqué e Messi se afastaram da mediocridade.

O FC Barcelona só conseguiu criar perigo nos últimos cinco minutos, sempre dependente das iniciativas de Lionel Messi
Fonte: FC Barcelona

Neste contexto, a partida recomeçou só com mexidas no lado do FC Barcelona. Entrou Malcom para trazer mais profundidade e criatividade, e entrou Vidal para explorar a sua capacidade de aparecer em zonas de finalização.

O jogo recomeçou mais aberto e a maior capacidade do FC Barcelona em criar perigo foi obrigando Marcelino a mandar recuar os seus jogadores. Com Malcom a abrir mais à direita, sobrou espaço para Messi construir. Além disso, também Busquets subiu tremendamente o seu rendimento, tanto com, como sem bola.

Ao minuto 56 nasce o lance mais genial do jogo. Messi colocou todo o seu talento em campo e viu o poste negar-lhe um golo divinal.

O jogo mudou totalmente de cara a partir do minuto 65, com a saída, por lesão, do capitão do Valência CF. Dani Parejo foi substituído, o FC Barcelona cresceu no jogo e os “Ché” começaram cada vez mais a reduzir as suas ações ao seu próprio meio-campo.
Ao minuto 71, Marcelino optou por fechar ainda mais a sua equipa. Retirou Gameiro, lançou Piccini e viu a sua equipa ser castigada com um golo. Na sequência de um canto, o central Lenglet cabeceou para uma grande defesa de Domènech e a bola sobrou para Messi finalizar. Vinte minutos para jogar e o FC Barcelona a reduzir para 2-1.

Até ao minuto 90 só deu Barcelona. Já com três defesas e Piqué como ponta de lança, a equipa catalã foi tentando chegar ao golo, mas sem sucesso. O Valência limitou-se a lutar e a defender o resultado, mas ainda viu o Gonçalo Guedes, já ao encerrar do jogo, desperdiçar duas oportunidades claras para sentenciar o resultado.

Meias-finais da Liga Europa, 4º lugar, acesso à Champions e a conquista da Taça do Rei. Uma excelente época para um novo Valência
Fonte: Valência CF

Esta Final marcou o término da temporada 2018-19. Uma época onde, apesar de campeão, o FC Barcelona acaba em depressão e onde, apesar do mau arranque, o Valência CF termina em grande, renascido das cinzas.

Meias-finais da Liga Europa, 4º lugar, acesso à Champions e a conquista da Taça do Rei. Uma excelente época para um novo Valência.

Onzes Iniciais e Substituições:

FC Barcelona: Cillessen, N. Semedo (Malcom 45′), Piqué, Lenglet, J. Alba, Busquets, Arthur (A. Vidal 45′), Rakitic (C. Alena 77′), S. Roberto, Coutinho e Messi

Valência CF: Domènech, D. Wass, Garay, G. Paulista, Gayà, Coquelin, Parejo (Kondogbia 65′), Soler, G. Guedes, Rodrigo (Diakhaby 88′) e K. Gameiro (Piccini 71′)

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