FC Barcelona 2-2 Club Atlético de Madrid: Colchoneros empatam a ambição do Barça

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A CRÓNICA: TERÁ O ATLÉTICO DE MADRID SIDO O “CARRASCO” DOS BLAUGRANA PELO TÍTULO?

Jogo grande em Espanha, a contar para a Primeira Liga Espanhola, onde se opõem dois estilos distintos de entender aquilo que deve ser o futebol. Nos onzes iniciais duas surpresas, uma para cada lado: do lado blaugrana Riqui Puig, jovem da formação catalã, e do lado colchonero a aposta em Correa no lugar de João Félix.

Estava à espera de ver um jogo mais fechado, no entanto, fiquei surpreendido com a postura de pressão de alta do Atlético de Madrid. Entraram melhor em campo e, apesar de terem sofrido um golo por azar, empataram logo de seguida (1-1) e o FC Barcelona começava a perceber que “este” Atlético era dos melhores desta época. De facto, o ritmo foi frenético até ao minuto 25 com investidas de ambas as partes, mas, com a paragem para hidratação, o ritmo quebrou: o “Barça” ficou com a bola e o Atlético desceu linhas. O intervalo chegou e já estávamos com saudades dos primeiros minutos de jogo.

Com a segunda parte a começar com uma “panenkada” de Leo Messi (2-1), frente aquele que para mim é o melhor guarda-redes do mundo, o “líder” do FC Barcelona demonstrou que a segunda-parte era para dominar e melindrar o Atlético de Madrid. No entanto, não foi assim. No terceiro penalti da partida, acontece o 2-2 e apesar da posse de bola estar quase sempre nos pés dos jogadores da casa, as oportunidades repartiram-se até ao fim.

Um excelente jogo entre duas grandes equipas, com resultado em aberto durante os 90 minutos e pontos divididos, algo que não interessa a nenhum dos envolvidos.

A FIGURA

Yannick Ferreira-Carrasco – Eu não sei, honestamente, o que é que ele fazer para a China se ainda tinha todo este futebol para dar ao mais alto nível. Podia ir ganhar dinheiro mais tarde. Agora de certeza que também tem a conta recheada e pode fazer jogos destes. “Partiu” Semedo e Piqué todos, cavou dois penaltis e sempre que a bola lhe chegava aos pés, o Atlético tinha outra rotação.

Menção honrosa para Riqui Puig, que fez uma grande partida a construir jogo para o “Barça” e a destruir do adversário, sempre que era necessário.

O FORA DE JOGO

Defesas desastradas – Três grandes penalidades – quatro até, só que uma não contou – e um auto-golo. É preciso dizer mais? Uma partida bem disputada do meio-campo para frente, mas que teve nas defesas das duas equipas o principal foco negativo. Parecia uma mistura de nervosismo com baixa forma física. Piqué, Nelson Semedo, Lodi e Arias estiveram particularmente mal.

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Na equipa da casa, Quique Setién entrou num declarado 4-3-3 clássico, com um meio campo reforçado e Leo Messi encostado a uma ala – ou onde quisesse –, com total liberdade de movimentos. Muito criticado nas últimas semanas pela forma como os blaugrana jogam, com uma posse de bola muito larga mas que depois não resulta em nada, o treinador espanhol continuam a ser fiel aos seus princípios de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ter Stegen (7)

Nelson Semedo (5)

Piqué (5)

Lenglet (6)

Jordi Alba (6)

Busquets (5)

Rakitic (6)

Vidal (6)

Riqui Puig (7)

Messi (7)

Suaréz (6)

SUBS UTILIZADOS

Sergi Roberto (5)

Ansu Fati (-)

Griezmann (-)

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Já “El Cholo” Simeone até a conta oficial do Twitter da sua equipa enganou, porque o objetivo não era jogar em 4-4-2, mas sim espelhar o 4-3-3 do “Barça”, colocando Llorente como terceiro médio, Correa e Carrasco nas alas. Porém, isto seria numa configuração defensiva, visto que quando saiam para ataque, era claro o posicionamento de Marcos Llorente, que tinha liberdade para subir pelo lado direito, juntando-se Correa a Diego Costa mais na frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (6)

Arias (6)

Jose Maria Gimenéz (6)

Felipe (6)

Lodi (5)

Thomas (6)

Saúl (7)

Llorente (7)

Carrasco (8)

Correa (6)

Diego Costa (6)

SUBS UTILIZADOS

João Félix (5)

Morata (-)

Lemar (-)

Vitolo (-)

Foto de Capa: Club Atlético de Madrid

Carlos Ribeiro
Carlos Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
Com licenciatura e mestrado em Jornalismo, Comunicação e Cultura, o Carlos é natural de um distrito que, já há muitos anos, não tem clubes de futebol ao mais alto nível: Portalegre. Porém, essa particularidade não o impede de ser um “viciado” na modalidade, que no âmbito nacional, quer no âmbito internacional. Adepto incondicional do Sport Lisboa e Benfica desde que se lembra de gostar do “desporto-rei”.                                                                                                                                                 O Carlos escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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