A CRÓNICA: SEGUNDA PARTE DE LOUCOS

Com o Real Madrid já apurado, colocava-se a seguinte questão para a final da supertaça espanhola: dérbi ou clássico? Num jogo com picos de emoções e duas reviravoltas, o Atlético de Madrid derrotou o Barcelona por 3×2 em solo árabe e vai agora disputar a final diante do rival. Não se pode dizer que tenha sido um arranque de jogo ao nível daquilo que as equipas podem (e devem) produzir, ainda assim foi o Barcelona a criar as melhores oportunidades no primeiro tempo, com o trio do costume a estar perto do golo por quatro ocasiões (valeu Oblak!). No regresso dos balneários, Koke foi a jogo e, adivinhe-se só, precisou apenas de alguns segundos para mexer com o marcador. A formação de Valverde conseguiu a proeza de dar a volta ao jogo em poucos minutos (Messi empatou e Griezmann marcou à sua ex-equipa), mas viria a sofrer uma inesperada reviravolta nos últimos minutos. Depois dos golos anulados a Messi e Piqué, Morata empatou na conversão de uma grande penalidade e Correa tratou de assinar a reviravolta numa reta final de loucos. Os colchoneros fizeram menos que o adversário para vencer o encontro, mas revelaram ser mais pragmáticos, culminando neste épico desfecho. É futebol…

A FIGURA

Fonte: FC Barcelona

Lionel Messi – Apesar do desaire da sua equipa, não havia outra alternativa: tinha de ser ele. Jogou e fez jogar como ninguém. Soube como responder ao golo marcado por Koke no início do segundo tempo e, além desse golo do empate, viu ainda o bis ser-lhe anulado por domínio da bola com o braço a anteceder o remate. Contudo, ter Messi nem sempre chega para ganhar jogos e a reviravolta do Atlético nos últimos minutos é a prova disso.

O FORA DE JOGO

Fonte: Club Atlético de Madrid

Primeira parte do Atlético – A equipa de Simeone bem que se pode dar por contente por ter conseguido segurar o nulo até ao intervalo, dado que essa terá sido a chave para aquilo que o Atlético conseguiu produzir no segundo tempo. Nos primeiros 45 minutos, só por uma vez os colchoneros ameaçaram marcar, de resto limitaram-se a defender e isso podia-lhes ter saído caro, mas o futebol tem destas coisas e é o Atlético quem segue para a final da supertaça de Espanha.

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Os catalães alinharam no já habitual 4-3-3 com duas alterações face ao jogo diante do Espanyol, com Umtiti e Vidal a atuarem nos lugares de Lenglet e Rakitic, respetivamente. Como é apanágio nos processos de construção, Busquets foi muitas vezes um terceiro central, de modo a dar mais largura ao jogo da equipa de Valverde, encostando a equipa adversária lá atrás em vários momentos do jogo. É certo que os culés responderam com alma ao golo de Koke (dando a volta em poucos minutos), mas o desgaste físico apoderou-se da equipa ao ponto da primeira substituição ter sido feita aos 86’, segundos antes do 2-3 final.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neto (4)

Jordi Alba (6)

Umtiti (5)

Piqué (6)

Sergi Roberto (6)

Busquets (7)

Frenkie de Jong (6)

Vidal (6)

Griezmann (8)

Messi (9)

Suárez (7)

SUBS UTILIZADOS

Rakitic (-)

Fati (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Simeone decidiu alterar apenas uma peça relativamente ao último jogo, com a colocação de Stefan Savic no eixo central da defesa. A jogar no clássico 4-4-2, o Atlético de Madrid defendeu sempre de forma compacta e viu nas transições ofensivas apoiadas uma “arma” para surpreender as linhas mais subidas do adversário. A verdade é que foi do banco que saíram as melhores armas. Koke e Vitolo foram a jogo no segundo tempo e trataram de fazer estragos: o primeiro marcou poucos segundos após ter entrado, o segundo conquistou o penálti que daria o 2-2 numa fase decisiva do encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (7)

Lodi (5)

Felipe (6)

Stefan Savic (6)

Trippier (6)

Saúl Ñíguez (6)

Thomas (7)

Herrera (6)

Correa (8)

João Félix (6)

Morata (8)

SUBS UTILIZADOS

Koke (7)

Vitolo (7)

Llorente (5)

Foto de Capa: Real Federación Española de Fútbol

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Comentários