A CRÓNICA: O JOGO SÓ ACABA QUANDO O ÁRBITRO APITA, QUE O DIGA O FC BARCELONA

Primeiro rescaldo do FC Barcelona na “Era pós Messi”. A época terá sido preparada a contar com o astro argentino, mas a verdade é que a bola começou a rolar e o eterno número 10 de Camp Nou não esteve presente e não voltará a estar. Ainda assim, a vida segue e os catalães precisavam de reagir rapidamente à maior perda da história do clube, ou esta seria outra época desperdiçada.

Essa não seria uma opção para Ronald Koeman e os seus homens, e por isso rapidamente começaram a produzir muito bom futebol, quase que lembrando o antigo Barcelona pelo qual todo nos apaixonamos. Um futebol rápido, envolvente e criativo que colocou à Real Sociedad de Fútbol muitas dificuldades, essencialmente na primeira meia hora.

Muitas oportunidades de perigo e o golo viria mesmo a aparecer, através daquele que 24 horas antes deu uma enorme demonstração de amor pelo clube. Gerard Piqué, o homem que aceitou reduzir o salário para a inscrição de alguns dos seus colegas na Liga Espanhola, aproveitou uma bola teleguiada de Memphis e fez o primeiro golo dos catalães na época 2021/22.

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A partir daí o jogo ficou um pouco mais equilibrado, ainda que a defesa catalã se mostrasse sempre muito segura, e a posse de bola equilibrou-se. No entanto foi o FC Barcelona que voltou a criar perigo e acabou por fazer o segundo golo através de Braithwaite. O dinamarquês vai aproveitando algumas lesões para se tornar num homem importante nesta equipa e vai dando alguns tentos importantes.

A segunda parte foi bastante diferente. A Real Sociedad só poderia melhorar e foi isso que fez, começando a subir as linhas de pressão e a criar mais oportunidades de perigo. Em linha contrária, a equipa da casa teve bastantes mais dificuldades em circular a bola e em controlar o jogo, permitindo uma maior aproximação à sua baliza. Ainda assim isso pouco quis dizer porque os catalães foram lá à frente uma vez e fizeram o terceiro, novamente através de Braithwaite.

Até aos 84 minutos poucos foram os minutos de interesse, apenas aquele que parecia o golo de honra da equipa forasteira. No entanto, nesse mesmo minuto Oyarzabal aproveitou um livre direto e colocou a bola na gaveta, voltando a oferecer ao jogo a emoção que já ninguém esperava.

Ainda assim, com a turma azul e branca toda balanceada para a frente, seria Sergi Roberto a marcar e a ditar o 4-2 final a favor do Barcelona, que ainda assim serviu de aviso para a equipa de Ronald Koeman.

 

A FIGURA

Martin Braithwaite – Com dois golos e uma assistência tinha de ser ele a receber o prémio de figura do jogo. Ainda que tenham sido só de encostar, ele estava no sítio certo na hora certa e por isso conseguiu ajudar a sua equipa a conquistar estes importantes três pontos. Vai ganhado o seu espaço no 11 inicial e pode dizer-se que é já um elemento muito importante na manobra ofensiva do FC Barcelona. Ainda assim é de se deixar uma menção a Memphis, que fez um jogo espetacular e colocou a equipa a jogar um futebol muito fluente, numa posição que os catalães precisavam há algum tempo.

O FORA DE JOGO

Abordagem ao jogo da Real Sociedad de Fútbol – A defender optaram por não pressionar alto e talvez esse tenha sido o principal fator para o jogo tão mau que a equipa fez. Permitiu que o adversário tivesse muita bola e fosse ganhando confiança, de forma a que quando perdesse a bola tivesse capacidade para a recuperar rapidamente. Nunca foram realmente perigosos, tirando os dois golos que marcaram e a linha defensiva foi muito permeável. Apesar da pressão final, este foi um jogo para esquecer, duma equipa que é uma das melhores desta liga.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

A turma de Ronald Koeman dispôs-se num 4-3-3 com uma linha traseira constituída por Dest, Eric Garcia, Piqué e Jordi Alba, de um lado a juventude, do outro a experiência. Mais à frente apareceu aquele que será o meio campo ideal do técnico holandês para toda a temporada, com Sergio Busquets a número seis e com de Jong e Pedri a interiores, no apoio a uma linha atacante formada por Griezmann mais à direita, Memphis no centro e Braithwaite mais à esquerda.

A partir daqui esta seria sempre uma equipa em reconstrução, que já não joga para Messi nem depende do argentino para filtrar as jogadas, e por isso a expetativa era grande para ver do que estes homens eram capazes. A verdade é que com Griezmann mais solto e Memphis a oferecer uma qualidade no centro do ataque que o FC Barcelona já não tinha há muito, a equipa jogou muito bem e prometeu grandes coisas para a época que agora inicia.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neto (7)

Sergino Dest (7)

Eric Garcia (7)

Piqué (7)

Jordi Alba (7)

Busquets (7)

De Jong (8)

Pedri (6)

Griezmann (7)

Memphis (8)

Braithwaite (9)

SUBS UTILIZADOS

Emerson (4)

Sergi Roberto (7)

Nico (-)

Ronald Araújo (-)

Lenglet (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SOCIEDAD

Imanol Alguacil dispôs a equipa numa espécie de 4-4-1-1 com uma linha traseira constituída por Zaldua, Elustondo, Le Normand e Munoz. Mais à frente apareceram Merino e Zubimendi no meio campo, com David Silva a jogar como número dez, no apoio ao avançado que no plano tático seria Oyarzabal. À esquerda jogou Januzaj e à direita Portu, ainda que durante a partida fosse fazendo algumas permutas de posição com o avançado Oyarzabal.

A ideia de jogo da equipa seria como a conhecemos: sair desde trás com a bola no pé, mas a verdade é que o adversário não o permitiu e por isso esta equipa não conseguiu colocar em prática o seu futebol. No momento defensivo optaram por não pressionar os defesas centrais e acabaram por pagar caro essa liberdade que ofereceram aos homens de Koeman.

Nos últimos 10 minutos ainda conseguiram assustar, mas acabaram por pagar caro o facto de entrarem tarde na partida. Ainda assim isso mostrou daquilo que este conjunto é capaz, bem mais do que apresentou em Camp Nou

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Remiro (5)

Zaldua (5)

Elustondo (5)

Le Normad (5)

Aihen Munoz (6)

Portu (5)

Zubimendi (6)

Merino (6)

Januzaj (4)

David Silva (4)

Oyarzabal (7)

SUBS UTILIZADOS

Jon Bautista (5)

Ander Barrenetxea (5)

Andoni Gorosabel (6)

Cienfuegos (7)

Jon Pacheco (-)

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