Getafe CF 0-3 Real Madrid CF: Saber sofrer e saber quando marcar

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A CRÓNICA: COMO UM GOLO MUDA TUDO…

Depois de quase um mês sem ganhar para o campeonato (três empates consecutivos), o Real Madrid entrou em 2020 com o pé direito ao vencer no reduto do Getafe, com bis de Varane. Numa partida com uma primeira meia hora paupérrima – destaque apenas para um lance em que Courtois evitou o golo de Arambarri – foi preciso esperar que o nulo fosse desbloqueado para que o jogo tomasse um rumo diferente. Numa má saída entre os postes de Soria, Varane apareceu no coração da área para inaugurar o marcador, e, a partir daí, tudo foi diferente. Fajr teve uma dupla oportunidade para empatar o encontro, Benzema esteve perto de ampliar a vantagem e, à beira do intervalo, Cabrera obrigou Courtois a mais uma bela defesa. Apesar da boa entrada do Getafe no segundo tempo, foi o Real a abanar as redes da baliza adversária, com novo cabeceamento certeiro de Varane. As aspirações da formação da casa caíram por terra e, apesar de ainda ter tentado reduzir a desvantagem, sofreu o terceiro no último lance do jogo (por intermédio de Modric), acabando mesmo por somar o segundo desaire consecutivo, já os merengues subiram à liderança de forma provisória.

A FIGURA

Fonte: La Liga

Thibaut Courtois – Se podia ser Varane? Podia. Mas o peso que a exibição de Courtois teve no regresso do Real aos triunfos foi por demais evidente, com uma mão cheia de defesas cruciais para o desfecho do encontro. Quando a sua equipa inaugurou o marcador, o Getafe respondeu e ameaçou a sua baliza por diversas ocasiões num curto espaço de tempo, contudo, o guardião belga disse “presente”, principalmente no primeiro tempo, e foi graças a ele que os merengues foram para o intervalo a vencer.

O FORA DE JOGO

Fonte: Real Madrid CF

Primeira meia hora de jogo – Pobre. Muito pobre. Perdas constantes de bola, duelos desequilibrados, pouca lucidez nos processos ofensivos de parte a parte e apenas uma oportunidade de golo até ao momento que o cronómetro marcou o minuto 30. Ter existido um golo no último um quarto de hora foi a chave para que este dérbi madrileno evoluísse como evoluiu…

ANÁLISE TÁTICA – GETAFE CF

A formação de Pepe Bordalas apresentou-se no já tradicional 4-4-2, com apenas duas alterações face ao jogo em que perdeu no reduto do Villarreal (Fajr ocupou a vaga deixada por Portillo no corredor direito e Molina deu lugar ao avançado Ángel Rodriguez). O Getafe sofreu na primeira verdadeira ocasião junto da sua baliza, mas nem por isso deixou de acreditar no empate, tendo respondido com três ocasiões num curto espaço de tempo. O segundo golo do Real a abrir o segundo tempo foi fatal para a estratégia da formação da casa, que ainda só tinha somado uma derrota no seu estádio (0x2 diante do Barcelona).

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David Soria (4)

Nyom (5)

Cabrera (6)

Djené  (5)

Damián (5)

Cucurella (7)

Maksimovic (6)

Arambarri (7)

Fajr (7)

Ángel Rodriguez (5)

Jaime Mata (5)

SUBS UTILIZADOS

Molina (5)

Portillo (5)

Ndiaye (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Zidane alinhou a sua equipa no habitual 4-3-3 com uma alteração forçada no eixo central da defesa (Militão no lugar do castigado Ramos) e deixando ainda Valverde no banco por uma questão de gestão, dado que o técnico francês continua sem poder contar com muitas peças devido a lesão. Não foi um jogo brilhante por parte dos merengues, mas foi suficientemente consistente para ganhar. As dificuldades em passar pelo meio campo adversário foram bastantes, mas o Real soube marcar nos momentos-chave do jogo e soube também sofrer quando era preciso. E quando assim é…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (9)

Mendy (7)

Varane (8)

Militão (6)

Carvajal (7)

Casemiro (6)

Kroos (7)

Modric (6)

Isco (5)

Benzema (7)

Bale (6)

SUBS UTILIZADOS

Valverde (6)

Junior Vinicius (5)

Jovic (5)

 

Foto de Capa: Real Madrid

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

Miguel Simões
Miguel Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Já com uma licenciatura em Comunicação Social na bagagem, o Miguel é aluno do mestrado em Jornalismo e Comunicação, na Universidade de Coimbra. Apaixonado por futebol desde tenra idade, procura conciliar o melhor dos dois mundos: a escrita e o desporto.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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