Cabeçalho Liga Espanhola

Estávamos no mercado de inverno português, em 2010. O Benfica mostrava-se pujante, depois de anos de insucessos e instabilidade. O Porto, à procura do segundo penta da era Pinto da Costa, mostrava-se impotente para parar a onda encarnada. Pinto da Costa criticou a continuação do investimento encarnado em Janeiro, afirmando que havia “petróleo” para os lados da Luz.

A expressão, mais ou menos feliz, pode encaixar bem no investimento feito pelo Granada, penúltimo classificado do campeonato espanhol. Os responsáveis pelo clube não olharam a meios e trouxeram jogadores com créditos firmados e que transformam o Granada numa equipa a seguir na segunda metade da liga.

Carcela tem sido um dos destaques da recuperação Fonte: Facebook Oficial do Granada
Carcela tem sido um dos destaques da recuperação
Fonte: Facebook Oficial do Granada

Sendo uma das equipas com pior média no campeonato – poucos golos marcados e muitos sofridos – e concorrendo com o Osasuna como equipa mais fraca da competição, o Granada precisava de uma nova face. Ora, estando na entrada do último terço do terreno, podemos afirmar que ela chegou…e de que maneira.

O jogo com o Bétis, não explicando tudo, foi paradigmático. A equipa apresentou-se numa estrutura de 5 defesas, em que os laterais, com subidas constantes, criavam desequilíbrios pelas alas. Dois médios (Wakaso e Uche), muito fortes do ponto de vista físico, asseguravam o equilíbrio do meio-campo e, ao mesmo tempo, davam liberdade à dupla que tem a responsabilidade de dar criatividade ao processo ofensivo (Carcela e Andreas Pereira). Na frente, um ponta-de-lança com peso. Vindo do Dortmund, Ramos é sinónimo de jogo aéreo e golo.

Anúncio Publicitário

O Granada, mais do que qualidade a atacar – marcar quatro golos ao Bétis é sempre de realçar -, teve aquilo que lhe faltou durante toda a temporada: solidez defensiva. Mais do que o contributo dos defesas – aí, a aposta também foi efectiva -, toda a equipa trabalhou para um processo defensivo eficaz e competente. E isso, é pensamento de equipa grande. E já é um bom princípio para uma equipa que, pelo menos, a fazer fé no investimento, quer deixar de ser “pequena”.

Foto de Capa: Facebook Oficial do Granada

Comentários