O guarda redes do FC Porto, Iker Casillas, decidiu, oficialmente, meter um ponto final na sua carreira de futebolista, aos 38 anos, e irá candidatar-se à presidência da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). Apesar de ainda não se ter retirado do futebol, oficialmente, Casillas já não compete desde maio do ano transato, altura em que sofreu um enfarte do miocárdio.

Depois de 20 anos ao mais alto nível no futebol profissional, Casillas troca “as chuteiras pelo fato e gravata”. Formado na “cantera” do Real Madrid, foi lá que se estreou como profissional aos 18 anos de idade. Com o passar do tempo tornou-se capitão dos “merengues” e da seleção espanhola. Em 2015 decidiu rumar a Portugal para representar o FC Porto, onde disputou 156 partidas oficiais em quatro épocas. Esta época, a sua quinta pelo FC Porto, não realizou qualquer partida.

Eleito por cinco vezes como melhor guarda redes do mundo, Iker Casillas ostenta um invejável palmarés. Ao serviço do Real Madrid conquistou cinco campeonatos de Espanha, duas “Copas del Rey”, quatro Supertaças de Espanha, três Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias, uma Taça Intercontinental e um Campeonato do Mundo de Clubes. Em Portugal, venceu um campeonato e um Supertaça Cândido de Oliveira. Ao serviço da “La Roja” foi campeão do Mundo e bicampeão Europeu na principal seleção, e ao serviço dos sub-20 espanhóis também conquistou o campeonato do Mundo.

No meu ponto de vista, é uma ótima oportunidade tanto para Casillas, como para a RFEF. Para o guardião espanhol é uma oportunidade de deixar, oficialmente, o futebol dentro das quatro linhas, e dedicar-se a liderar um projeto fora de campo. Para a RFEF é uma oportunidade para “virar a página” e começar algo novo.

Iker Casillas aparenta ser a pessoa certa para ocupar o cargo. O seu largo currículo e a sua experiência como jogador, aliado à sua veia vencedora poderão ser fatores decisivos para um bom desempenho do cargo de presidente da RFEF. Como capitão da seleção espanhola, Casillas foi campeão do Mundo e da Europa. Iker Casillas, caso seja eleito, transmite confiança e vontade de vencer, dentro e fora das quatro linhas.

A sua larga experiência dentro das quatro linhas pode ser relevante para liderar projetos fora de campo
Fonte: FC Porto

O guardião espanhol pode trazer novas ideias e até revolucionar o futebol espanhol, liderando um projeto vencedor que volte a elevar Espanha ao topo do futebol europeu. A nível de seleções, após o Mundial de 2014, a “La Roja” passou por um processo de restruturação. Com o regresso de Luis Enrique ao comando técnico da principal seleção espanhola de futebol, as expetativas para o sucesso no Campeonato de Europa de 2020 são elevadas. As 167 internacionalizações de Casillas podem servir de exemplo para os mais jovens.

Esta pode ser uma forma de recompensar o guarda redes espanhol pelo que deu ao futebol espanhol e internacional, e também aproveitar as suas melhores características para liderar um projeto vencedor. Um verdadeiro exemplo de campeão, dentro e fora de campo!

Iker Casillas defrontará o atual presidente da RFEF, Luis Rubiales, numa eleição que ocorrerá neste presente ano. Num inquérito feito pelo jornal espanhol “Marca” aos seus leitores, 94% dos inquiridos manifestaram apoio a Casillas numa possível candidatura.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

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