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Há golos que ficam na história do futebol. Uns devido à importância que tiveram num determinado resultado, outros devido ao lado estético e à dificuldade da sua execução.

Entre os primeiros há muitos exemplos. Lembra-se do golo de Costinha em Old Trafford que deixou o Manchester eliminado? Tim Howard não conseguiu segurar o remate de McCarthy e Costinha encostou para a baliza na recarga. Não se pode dizer que tenha sido um golo bonito, mas deu origem àquela famosa corrida de José Mourinho ao longo da linha lateral e foi um passo decisivo para a conquista da Liga dos Campeões nessa época. Impossível de esquecer. Assim como o de Miguel Garcia, em Alkmaar, já em tempo de descontos. Canto batido ao primeiro poste e desvio de cabeça para a baliza. Um golo igual a tantos outros e, ao mesmo tempo, único. Já passaram mais de dez anos sobre estes golos e todos nos lembramos deles.

Saúl marca ao Real Madrid, de pontapé de bicicleta Fonte: Club Atlético de Madrid
Saúl marca ao Real Madrid, de pontapé de bicicleta
Fonte: Club Atlético de Madrid

Há também os golos que ficam na memória pelo seu lado estético. Messi, em 2007, pegou na bola na linha de meio campo, fintou meia equipa adversária, passou pelo guarda-redes e marcou. O golo foi memorável, mesmo que já poucos se lembrem de que o adversário era o Getafe e que era um jogo da Taça do Rei. Mais recentemente, tivemos, por exemplo, o pontapé de bicicleta de Ibrahimovic, ainda bem de fora da área, contra a seleção inglesa. Nem o facto de ter sido um jogo amigável nos deixa esquecer aquela acrobacia do sueco.

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