Mas os mais raros são aqueles golos que conseguem conjugar o lado estético com a sua importância. O melhor – nesse binómio estética-importância – talvez tenha sido o de Zidane, que deu a vitória na final da Liga dos Campeões frente ao Leverkusen, em 2002. Na mesma categoria andará o golo em que Maradona fintou meia seleção inglesa nos quartos-de-final do Mundial do México, e o golo de Van Basten na final do Euro 88, por exemplo.

Zidane prepara-se para marcar na final da Champions frente ao Leverkusen Fonte: Real Madrid C. F.
Zidane prepara-se para marcar na final da Champions frente ao Leverkusen
Fonte: Real Madrid C. F.

Saúl Ñiguez parece determinado a juntar-se a este restrito lote de jogadores que guardam as suas melhores obras de arte para os grandes momentos. Na quarta-feira fez aquele golo digno de Messi – superando Thiago Alcântara, Bernat, Xabi Alonso e Alaba, antes de bater Neuer, – dando ao Atlético de Madrid a primeira vitória sobre o Bayern de Munique em toda a sua história. Mas esse não foi o único golo simultaneamente bonito e importante na carreira de Saúl. Apesar de ter apenas 22 anos – e de nem ser um jogador que marque muitos golos –, já fez outras obras de arte em jogos decisivos.

Há dois anos, quando estava emprestado ao Rayo Vallecano, fez um golaço num remate de fora da área, que deu a vitória frente ao Granada e que garantiu a manutenção à sua equipa. No ano passado, na goleada por 4-0 ao Real Madrid, foi ele quem inaugurou o marcador e fê-lo com um pontapé de bicicleta que não deu hipóteses a Casillas. Agora, fez esta maravilha frente ao Bayern. Mal posso esperar para ver o golo que vai marcar na final da Liga dos Campeões.

Foto de capa: Club Atlético Madrid