O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à La Liga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.

Não há como escrever a primeira crónica sem mencionar alguém que já não joga na La Liga. Foi um choque, para todos, e não como esconder: o campeonato fica mais fraco sem Messi e fica, neste momento, a faltar uma grande figura. Pelo menos a um dos principais clubes. Antes havia Messi, veio Ronaldo e foram sempre surgindo outros do patamar imediatamente abaixo aos dois “extraterrestres”.

Fala-se de Mbappé, falou-se de Haaland, há João Félix mas, pelo menos para já, é curto. Griezmann é bom, Hazard foi excecional, Fati, Isak ou Koundé têm tudo para vir a sê-lo, mas talvez Benzema seja, nesta altura, o maior craque da La Liga. E isso, porque mais que admiremos o avançado francês, é curto.

Apesar de tudo, continuo a pensar que estamos perante um campeonato fortíssimo, com muita qualidade individual e coletiva. A ausência, pelo menos até ver, de “extraterrestres” dentro das quatro linhas pode levar a um ainda maior equilíbrio na classificação. Têm a palavra equipas como o Sevilla FC, o Villarreal CF ou a Real Sociedad.

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O campeão Atlético de Madrid, o Real Madrid CF e o FC Barcelona voltam a ser os principais candidatos, mas há perguntas para serem respondidas.

Conseguirá Simeone voltar a construir uma equipa como aquela que conseguiu a vantagem suficiente para se sagrar campeã ou teremos um Atlético mais irregular como aconteceu na reta final da época passada? Conseguirá Ancelotti construir um coletivo forte juntando as peças de um Real sem reforços de peso e com uma última época muito abaixo do normal? E conseguirá Koeman fazer com que o Barça “esqueça” a partida do melhor jogador da história do clube, que tantas vezes decidiu jogos quando as coisas não corriam da melhor forma? As respostas começam a ser dadas a partir de sexta-feira.

E é precisamente na sexta-feira que Bordalás vai reencontrar o “seu” Getafe CF, agora como treinador do Valencia CF. Foram cinco épocas, uma subida, um apuramento europeu e um trabalho notável, mesmo que a última época não tenha corrido tão bem. Ao primeiro jogo, já há uma estória para contar. E são essas estórias que fazem com que continue a viver a La Liga com o mesmo entusiasmo. Vamos a isto!

Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN

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