A CRÓNICA: UM CLUB ATLÉTICO DE MADRID QUE SÓ PERDE NOS DÉRBIS 

O Real Madrid CF partia para este jogo seis pontos atrás do seu adversário, que ainda não tinha perdido neste campeonato, com o surpreendente registo de apenas dois golos sofridos. Aliás, a última derrota do Club Atlético de Madrid no campeonato foi mesmo em frente aos merengues, que assim começaram e acabaram esta série de jogos sem derrotas da turma de Diego Simeone.

Devido às circunstâncias e à diferença pontual o empate poderia ser um resultado pouco preocupante para a equipa forasteira, mas nem para isso a exibição seria suficiente. O Real Madrid CF cedo assumiu as rédeas do encontro e parecia uma questão de minutos até chegar ao primeiro golo, que acabou por aparecer através de um pontapé de canto. Félix, Felipe e Herrera distraíram-se uns com os outros e Casemiro aproveitou para colocar a sua equipa na frente do marcador. Não era expectável que os líderes alterassem muito a sua forma de jogar e foi o que aconteceu. A reação na primeira parte acabou por não existir e os merengues iam para o intervalo em vantagem, ainda que mínima.

Na segunda parte as pretensões de Simeone pareciam outras, mas duraram apenas 20 minutos, até chegar o segundo golo dos caseiros. A equipa procurou ter mais posse de bola mas não conseguiu materializá-la em oportunidades, pelo que acabou por baixar os braços depois do auto-golo de Oblak, num lance infeliz para um dos melhores guarda-redes do mundo. O resultado estava praticamente escrito e até final não houve grandes momentos de perigo para nenhuma das balizas. O Club Atlético de Madrid continua assim em primeiro lugar, ainda que apenas com três pontos de vantagem (e menos um jogo). O Real Madrid CF viveu uma semana de sonho. Depois da qualificação para a próxima fase da Liga dos Campeões, que parecia comprometida, venceu o líder do campeonato e ganhou confiança nas qualidades que muitas vezes já evidenciaram.

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A FIGURA

GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL Casemiro. 1-0 #RealMadridAtleti pic.twitter.com/dRm6jjmRgI

— Los Blancos Live (@blancoslive) December 12, 2020

Casemiro – O médio defensivo do Real Madrid CF acabou por ser determinante uma vez que desbloqueou a partida com o primeiro golo logo aos 15 minutos. Ainda assim, não é só o golo que lhe confere o mérito deste prémio, uma vez que foi também ele um dos grandes responsáveis da solidez do jogo da equipa, quer a nível defensivo como também a nível ofensivo. Numa fase em que a equipa tem sofrido muito fruto da sua irregularidade, Casemiro foi uma peça fundamental para que a estratégia de Zidane resultasse como o francês a desenhou.

 

O FORA DE JOGO

Simeone sobre Suárez “Luis é um jogador muito importante para nós, um atacante que tem o gene do gol dentro dele e amanhã é um jogo muito importante para ele e para a equipe. Tomara que ele possa dar, o tempo que estiver no campo, o melhor de Luis”. pic.twitter.com/C3voOCVB3Y

— Tatiana Mantovani (@tatimantovani) December 11, 2020

Diego Simeone – A equipa tem feito uma época brilhante mas hoje acabou por não conseguir colocar a sua qualidade dentro das quatro linhas. Foi completamente dominada pelo adversário e esperava-se uma resposta diferente do treinador, essencialmente depois do golo sofrido. As indicações poderiam ser diferentes, algo que só aconteceu ao intervalo. Na segunda parte, com a equipa um pouco mais dinâmica, acabou por tirar o criativo João Félix e a partir daí o processo ofensivo foi nulo. Uma má gestão por parte do treinador argentino.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Zidane dispôs a equipa no 4-3-3 que tantas alegrias já lhe deu no passado, com Casemiro, Kroos e Modric a funcionarem como motores no momento ofensivo e como barreiras na hora de defender. Dotados de uma grande capacidade de posicionamento, permitiram que a equipa tivesse poucos sobressaltos no seu primeiro terço do campo e que conseguisse sair para o ataque com muito critério. Como se sabe, esta tem sido uma equipa muito criticada pela sua irregularidade e a estratégia do jogo passaria por não deixar escapar nenhum pormenor que, em jogos de tamanho equilíbrio, costuma fazer a diferença. Isto só se alcançaria com uma lição tática exímia e nisso temos de tirar o chapéu ao treinador francês. Nem sempre foi a qualidade individual que se evidenciou, mas sim a capacidade de perceber todos os momentos da partida e aquilo que eles exigiam. Acima de tudo, um jogo muito seguro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (7)
Carvajal (7)
Varane (6)
Sérgio Ramos (7)
Mendy (7)
Casemiro (8)
Kroos (8)
Modric (7)
Lucas Vázquez (6)
Júnior Vinicius (6)
Benzema (7)

SUBS UTILIZADOS

Marco Asensio (6)
Rodrygo (6)
Valverde (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Diego Simeone fez apenas uma alteração em relação ao 11 inicial do Atlético que apresentou a meio da semana frente aos austríacos do RB Salzburgo. Saiu Saúl Niguez e entrou Hector Herrera, antigo jogador do FC Porto. Sobre a disposição das peças nada de novo há a dizer, uma vez que a equipa jogou no 4-4-2 a que nos tem habituado nos últimos jogos. Muito na expetativa, essencialmente quando defronta adversários de nível mais elevado, oferecendo a posse de bola e procurando ferir em momentos de contra-golpe. Ainda assim na segunda parte, devido à desvantagem no marcador a postura foi um pouco diferente. Uma equipa mais focada no o ataque contínuo com intenções de dominar a partida em todos os seus momentos. Depois do segundo golo sofrido os níveis anímicos da equipa baixaram abruptamente e o jogo ficou entregue à equipa caseira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (5)
Trippier (5)
Savic (5)
Felipe (6)
Mario Hermoso (5)
Llorente (5)
Koke (6)
Herrera (5)
Ferreira Carrasco (5)
João Félix (6)
Luís Suárez (4)

SUBS UTILIZADOS

Renan Lodi (5)
Lemar (6)
Correa (5)
Saul Niguez (6)
Kondogbia (5)

 

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