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O fantástico Wanda Metropoliano recebeu Sevilha e Barça, equipas que para marcar presença neste palco afastaram o Leganés e o Valência, respetivamente.

Em 4-4-2, o Sevilha tentara enfrentar o Barça, este que se apresentou na sua disposição habitual. Jogando em 4-3-3, os blaugrana entravam com a matéria bem estudada, pois acredito que Valverde tenha utilizado o jogo em Old Trafford entre Sevilha e United na palestra de preparação para esta final.

O Barcelona entrou bem vivo, as suas unidades de alto gabarito corresponderam ao seu estatuto e davam demonstrações de entrosamento do melhor que há. Foi com naturalidade que não apenas chegaram ao primeiro, como ao segundo, terceiro. Numa primeira parte de sentido único, e livre. Livre, pois as costas da defensiva sevilhana estiveram muito transitáveis aos rapidíssimos homens mais avançados do conjunto culé.

Primeiro, foi Coutinho a isolar-se após passe longo de Cilessen, e a meter na área, onde Suarez, ponta de lança com quem já se entende de olhos fechados em campo, e sabe como se movimenta, só tratou de encostar e abrir as hostes. Até ao segundo, o Sevilha ainda criou um bom lance, em que aos 23’ Steven N’Zonzi estraga tudo ao atirar muito longe do alvo. Iniesta, por oposição, seis minutos depois fica muito perto do golo.

Teve azar e viu o seu remate esbarrar na trave… O que viria dois minutos depois já andava a ser anunciado, a defesa do Sevilha mostrava-se desconcentrada, e sobretudo descompensada, não havia quem fizesse dobras ou conseguisse jogar à base do fora de jogo. Messi marca um belo golo, contra um rival já bem acostumado a sofrer tentos seus.

Ainda antes do apito de intervalo, Suarez após uma fenomenal assistência de Messi, isolado, bisa nesta final e tudo parecia decidido. Montella tinha a tarefa de em 15 minutos motivar uma equipa sem muitas armas e um prejuízo de três golos.

O Sevilha mostrou alguma atitude, e ficou perto de reduzir quatro minutos após as equipas terem reentrado! Franco Vasquez não conseguiu superar a defensiva adversária… Pelo contrário estava Iniesta, que assinalava uma exibição, a par de Coutinho, Messi e Suarez, sejamos justos, que num bola cá bola lá entre si e o segundo melhor jogador do mundo, finta por fora o guarda redes, Soria, e com pouco ângulo ainda introduz a bola na baliza. 4-0.

Com um grande conforto, o Barça deixava jogar, mas não deixava, claro, de procurar mais qualquer coisa. O Sevilha desesperava, o Barcelona divertia-se. Sem absolutamente nada a perder, Sandro Ramirez, sem oposição veemente, dirige-se pela esquerda à baliza mas vê o seu remate ir à figura, e a bola sai da zona de perigo.

O Barcelona chegou ao quinto, através de Coutinho. Contudo, foi lance anulado, já que o árbitro apitara mesmo antes do brasileiro atirar para dentro. Numa clara demonstração de espírito coletivo, é Coutinho que sobe toda a hierarquia de marcadores de grandes penalidades e volta a marcar, agora de forma oficial e admitida por Jesus Gil Manzano.

Até ao apito final, notava-se que o jogo já tinha acabado. As equipas conformavam-se, tanto de uma parte, quer de outra. O Sevilha, não assim tão esclarecidamente, tentava o golo de honra, o Barça continuava a divertir-se e a demonstrar excelente qualidade a nível de execução, mas acima de tudo de entrosamento através do passe rápido.

Aos 76’ Valverde refrescava o meio campo, trocando Busquets por Paulinho. Sarabia aos 78’ atira muito longe, o Sevilha tentava sem grande convicção. Pouco depois, Layún entra para o seu lugar. Valverde respondeu a Montella, e tirou Coutinho para colocar Ousmane Dembelé em campo e juntar-se à festa. Os últimos minutos ficaram reservados para as substituições, em que Nolito entra apenas para todas as substituições serem gastas por parte do Sevilha; por outro lado, o melhor momento do jogo, na minha solene opinião, fica guardada para o minuto 88, em que Iniesta sai da partida e é aplaudido por todos os que se deslocaram a Madrid.

Já foi aplaudido de pé no Bernabéu, hoje teve a mesma cerimónia oferecida pelos aficionados no Wanda Metropolitano. Sevilhanos, Barcelonistas, agentes neutros deste espetáculo, tudo e todos se renderam ao último jogo, ao que tudo indica, disputado por Iniesta a contar para a Taça do Rei de Espanha.

O Barcelona atropelou um Sevilha amedrontado e sem grande expressão neste jogo. Foi a final de Iniesta. Um jogador único, notamos que o passar dos anos é bem real quando nos deparamos com estas situações. Foi Puyol, Xavi, agora Iniesta… Será Messi…

Divagações à parte, não se pode deixar o Barça jogar na profundidade. É e foi letal.

Foto de capa:

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