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Foi no Ramón Sánchez Pizjuán que Sevilla e Atlético de Madrid empataram a um golo, na 12ª jornada da La Liga. Com dois dos portugueses que poderiam alinhar a ficarem de fora devido a lesão (Daniel Carriço do lado do Sevilla e João Félix do lado do Atlético) e outro a não sair do banco de suplentes (Rony Lopes, jogador dos andaluzes), os destaques dos onzes inicias foram para os jogadores que já passaram pelos relvados lusos: Óliver Torres e Gudelj, nos sevilhanos e Felipe, nos madrilenos, tendo Herrera também feito parte do jogo, a partir do banco.

A partida, como era esperado e bem à imagem do apaixonante futebol espanhol, começou com uma pressão constante de ambos os lados, tornando as posses de bola curtas e impedindo que se organizassem ataques apoiados. Perante isto, os primeiros ameaços, de parte a parte, tiveram a velocidade como principal fator desbloqueador, evidenciando-se Ángel Correa (Atlético de Madrid) e Lucas Ocampos (Sevilla).

A primeira meia hora do encontro foi bastante tática, com as duas equipas a encaixarem-se e a demonstrarem um respeito mútuo. Quem ia ficando a perder com este tipo de jogo eram mesmo os adeptos, que para além de não verem golos, tão pouco tinham qualquer jogada de perigo para apreciar.

Ora, não estivesse algum adepto a desesperar, dado o ritmo um pouco adormecido em que o jogo ia entrando, Franco Vázquez decidiu “incendiar” o Sánchez Pizjuán. Ao minuto 28, Éver Banega dispôs de um livre descaído para a direita do ataque andaluz e aproveitou-o como tão bem sabe: tirou o cruzamento para a área e encontrou o compatriota Vázquez, que cabeceou tal como mandam as regras, batendo Jan Oblak. Fica a ideia de que o guarda-redes esloveno podia ter feito mais, mas há também muito mérito para a movimentação e a execução do médio dos sevilhanos.

A resposta do Atlético só surgiu por volta do minuto 40, através de um remate de Koke, mas que foi disferido desde muito longe do alvo. Ainda assim, foi a primeira vez que Vaclik se viu obrigado a aplicar-se para defender uma bola, o que mostra a falta de ideias ofensivas que ia tomando conta dos pupilos de Diego Simeone.

Com a chegada do intervalo, a vantagem do Sevilla era ajustada, evidenciando-se a qualidade de passe do ex-Porto Óliver e a inquietude de Ocampos. Do lado do “Atleti”, após uma entrada forte em termos de pressão, o ritmo da equipa baixou e fez com que o adversário tivesse alguma supremacia, que também se traduziu no marcador.

O golo de Franco Vázquez ia dando a liderança ao Sevilla, ao intervalo
Fonte: La Liga Santander

No regresso para a segunda parte, os madrilenos introduziram Santiago Arias e Diego Costa e mudaram também o ritmo a que iam disputando o encontro. Para além de terem disposto de três cantos de forma consecutiva, os “colchoneros” tiveram uma outra boa oportunidade, após Correa ter driblado vários defesas do Sevilla, mas este finalizou de forma “frouxa”. No lance imediatamente a seguir, Diego Costa chegou mesmo a introduzir a bola na baliza de Vaclik, mas Ángel Correa, que havia feito o passe para o cabeceamento do espanhol, estava em fora-de-jogo.

A equipa da Andaluzia parecia estar a “pôr-se a jeito” e os jogadores da turma da capital iam-lhes criando cada vez mais dificuldades. Foi neste bom momento do Atlético que surgiu o golo do empate. O inevitável Correa trabalhou o lance, abriu na direita para Arias e viu o lateral colombiano colocar a bola na cabeça de Morata de forma perfeita. O instinto goleador do avançado espanhol fê-lo colocar a bola no fundo da baliza do Sevilla, estando reposta a igualdade e, desta vez, sem hipótese de anulação.

Ao contrário dos “colchoneros”, que iam subindo de rendimento, os sevilhanos estavam a perder o controlo que haviam conseguido nos últimos 15 minutos da primeira parte. Como se já não bastasse este mau momento, Gudelj, ex-jogador do Sporting, fez falta sobre Koke no limite da área, tendo o árbitro apontado para a marca de grande penalidade. Na hora da cobrança, Diego Costa atirou para a defesa de Vaclik, que impediu ainda o golo de Koke na recarga e, assim, levou os adeptos do Sevilla a festejar como se de um golo se tratasse. Foi este novo ponto de viragem no encontro.

A partida estava completamente ao rubro e eram os andaluzes que voltavam a possuir o controlo do jogo. Banega e Jordán (entrando pouco antes da hora de jogo) iam-se juntando a Franco Vázquez e começaram a aparecer cada vez mais junto à área de Oblak, onde Chicharito (que também “saltou do banco”) se tornou o alvo central dos ataques dos sevilhanos.

Apesar do aumento de ritmo, até ao final, existiram duas oportunidades de qualidade para cada lado, tendo a mais flagrante sido a favor dos “colchoneros”, praticamente em cima do apito final, mas Morata não conseguiu fazer com que a bola transpusesse a linha de golo. O jogo terminou empatado a um golo e o resultado até se aceita, embora também assentasse bem a vitória do Sevilla.

Onzes iniciais e substituições:

Sevilla FC:  Vaclik; Jesús Navas; Koundé; Diego Carlos; Reguilón; Éver Banega (Pozo, 86’); Gudelj; Franco Vázquez; Óliver Torres (Joan Jordán, 57’); Lucas Ocampos; Luuk de Jong (Chicharito, 78’).

Club Atlético de Madrid : Oblak; Trippier (Arias, 46’); Hermoso; Felipe; Renan Lodi (Herrera, 78’); Thomas Partey; Koke; Saúl Ñíguez; Lemar (Diego Costa, 46’); Ángel Correa; Morata.

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