Arsenal FC 3-1 AC Milan: ‘Quartos’ reservados para os ‘gunners’

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Arsenal e Milan encontraram-se uma semana depois da vitória londrina em Milão, tendo os rossoneri ainda esperanças em virar a eliminatória. Para conseguir esse feito, Gattuso apostou no português André Silva a titular, ele que deu a vitória nos descontos à sua equipa, no passado domingo.

O jogo começou, precisamente, com uma oportunidade do português, mas este rematou às malhas laterais. Ainda nos primeiros dez minutos, infelicidade para Koscielny, a figura do jogo da primeira-mão, que teve de ser substituído. O Arsenal tentava gerir os ritmos de jogo, não deixando que este se agitasse muito, como era intenção dos italianos.

O jogo animou por volta da meia hora de jogo. Primeiro, num contra-ataque, Welbeck testou Donnarumma. O Milan ia respondendo, trocando a bola no meio campo dos Gunners e foi nesta sua melhor fase do jogo que inaugurou o marcador. Um remate potentíssimo de Çalhanoglu não deu a mínima hipótese a David Ospina, para gaudio dos milhares de adeptos rossoneri. No entanto, a resposta dos da casa não tardou e, já depois de uma tentativa de Ramsey, surgiria o momento do jogo: queda de Welbeck na área sem que Ricardo Rodriguez lhe tocasse, mas assim não entendeu o árbitro de baliza que ordenou o assinalar de uma grande penalidade a favor do Arsenal, que o próprio Welbeck não desperdiçou e restabeleceu a igualdade, apenas três minutos depois de se ver em desvantagem. No lance imediatamente a seguir, a bola foi ao braço de Chambers na área do Arsenal, mas o árbitro não entendeu que fosse intencional, o que deixou Gattuso furioso. Até ao descanso, uma oportunidade para cada lado: primeiro para os visitantes, com André Silva a cabecear para defesa de Ospina após um excelente cruzamento de Suso e, na resposta, um míssil de Wilshere foi travado por Gigi Donnarumma.

O intervalo chegava com um empate justo e com um Milan mais dinâmico e atrevido à procura da vitória, perante um Arsenal mais controlador e a apostar nas transições.

A segunda parte foi menos emocionante, na medida em que o Arsenal foi mais dominador e, a partir do momento em que chegou à vantagem, matou o jogo. Ainda nos cinco minutos iniciais, Mkhitaryan rematou para defesa apertada do guardião italiano. Na baliza oposta, talvez na melhor jogada do encontro, Cutrone rematou em vólei mas não deu o melhor seguimento ao excecional trabalho de André Silva, que rodou sobre si próprio e cruzou com conta, peso e medida para o italiano. O Arsenal ia adormecendo o jogo mas não se deixou adormecer e, à entrada dos vinte minutos finais, matou a eliminatória com um potente remate de Xhaka que Donnarumma defendeu de forma deficiente, colocando mal as mãos à bola e fazendo com que esta entrasse na sua própria baliza. Como se diz na gíria, “um frango” do transalpino.

 

O segundo golo do Arsenal sentenciou a eliminatória
Fonte: Arsenal FC

Este golo sentenciou o jogo, o Milan desacreditou e abriu espaços atrás, que foram aproveitados pelos Gunners para fazer o seu terceiro golo da noite num cabeceamento de Welbeck, ele que já tinha iniciado a jogada, apareceu na área para marcar na recarga a uma defesa incompleta de Gigi Donnarumma.

O jogo chegaria ao fim com o 3-1 no marcador, um resultado algo pesado para o Milan que deu uma boa imagem nesta segunda-mão, acreditando ser possível avançar na competição e procurando sempre a baliza adversária. O Arsenal acaba por ser um vencedor justo deste jogo e um justíssimo vencedor desta eliminatória, já que é mais equipa que o Milan, possuindo jogadores com mais cultura técnica e tática, que permite a Arsene Wenger jogar com os momentos do jogo. Fica na nossa imaginação o que poderia ser da eliminatória se o árbitro não tivesse inventado o penalti que deu o empate ao Arsenal, logo depois do golo rossoneri. No entanto, não deixou de ser uma eliminatória interessante e atraente, onde a maturidade dos ingleses prevaleceu ao sangue fervoroso dos italianos.

Foto de capa: Arsenal FC

João Brandão
João Brandãohttp://www.bolanarede.pt
Desde cedo o avô lhe colocou o bichinho do futebol e não mais parou de crescer, expandindo-se para outras modalidades. Atento e perfecionista, gosta de analisar ao pormenor cada aspeto do jogo. Considera que o melhor que a vida nos pode dar é um bom jogo de futebol, para ver com um bom grupo de amigos.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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