A CRÓNICA: ELIMINATÓRIA COM RESULTADO PESADO FAZ AVANÇAR A AS ROMA

A segunda mão dos dezasseis avos de final da Liga Europa iria ser um “osso duro de roer”, principalmente depois do resultado do primeiro jogo no Estádio Municipal de Braga. Voou-se para o Olímpico de Roma para ver a AS Roma a defrontar o SC Braga, depois de um 2-0 favorável aos romanos na primeira “batalha” entre guerreiros.

Mesmo com o resultado, esperava-se um jogo algo aguerrido entre equipas. A AS Roma não queria perder a glória no Olímpico, mas o SC Braga viria a mostrar o seu espírito de luta, independentemente do que aconteceu na primeira mão.

Sem grades incidências ao longo da primeira parte, o golo que abriu o marcador chegou aos 24 minutos. Depois de um passe eu sobrevoou o meio-campo e a defesa bracarense e um remate certeiro no poste direito da baliza de Tiago Sá, Dzeko não falhou o pontapé na recarga e aumentou a vantagem romana, tanto no marcador como no agregado.

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A partir do golo, e do jogo tão partido, a AS Roma acabou por adormecer no encontro, dando uma maior vantagem ao jogo ofensivo do SC Braga, que aproveitou uma série de espaços entre setores. O fator surpresa acabaria por ser Lucas Piázon, que, sempre que possível, aproveitava a sua posição para criar perigo para a baliza adversária.

A eliminatória foi praticamente resolvida para intervalo. Com um golo na segunda mão e dois na primeira, somando à falta de critério na finalização por parte do SC Braga, adivinhava-se uma segunda parte algo mole, com um relaxamento entre equipas.

Apesar do resultado, e do duro golpe nas réstias de esperança minhota, a formação de Carlos Carvalhal mostrava não querer desistir e permaneceu em busca do golo. A supremacia romana permanecia e, aos 73 minutos, tiveram mesmo direito â marcação de uma grande penalidade. Lorenzo Pellegrini ajeitou a bola na marca dos onze metros, mas não conseguiu acertar na baliza de Tiago Sá, não alterando o marcador.

Na verdade, Pellegrini acabaria a redimir-se da grande penalidade falhada. No minuto seguinte, cruzou para uma grande receção de Carles Pérez que, sem deixar cair a bola no relvado, rematou, sem piedade, para o fundo das redes da baliza minhota. Se a esperança minhota já era diminuta, depois do segundo golo, deixou plenamente de existir.

Depois de um resultado e eliminatórias praticamente feitos e resolvidos, o SC Braga acabou a superiorizar-se na partida. A subida de Zé Carlos no terreno mudou a estratégia de jogo dos arsenalistas e foi isso mesmo que fez com que o conjunto minhoto conseguisse chegar ao golo. Aos 87 minutos, o jovem cruzou para dentro da área e Cristante acabou por introduzir a bola na própria baliza.

O jogo entrou numa descompressão total entre ambas as equipas. O relaxamento notório em campo resultou no último golo do encontro, e o terceiro da turma de Paulo Fonseca. Num dos últimos lances do jogo, Carles Pérez arrancou com a bola no meio-campo, rasgou a defesa minhota com um passe direto para Spinazzola, a quem bastou apenas encostar para Mayoral, que fez o resto.

Com um resultado algo maquilhado, principalmente depois daquilo que aconteceu na segunda parte com o relaxamento de ambas as equipas dado o agregado, a AS Roma avançou para a próxima eliminatória, ao vencer o SC Braga por 3-1 no segundo jogo, e 5-1 no agregado das duas mãos. O SC Braga foi a last team standing portuguesa na Liga Europa, e caiu por terra.

 

A FIGURA

Carles Pérez – As substituições efetuadas por Paulo Fonseca foram fulcrais na construção do resultado, e Carles Pérez foi um dos elementos mais influentes. Teve influência praticamente direta nos golos e a construção de jogo passava sempre por Pérez. Um grande exibição.

 

O FORA DE JOGO

Descompressão das equipas – Com o resultado feito e eliminatória resolvida, viu-se um enorme relaxamento em ambas as equipas, principalmente na segunda parte. Apesar de ter sido nos segundos 45 minutos que surgiram mais golos, foi essa descompressão que levou ao aumento do resultado. O jogo acabou por deixar de ser emotivo e competitivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

A equipa de Paulo Fonseca apresentou-se num 3-4-2-1 e apostou na profundidade ofensiva, nas transições com bastantes jogadores. A linha de três centrais manteve-se composta por Karsdorp, Cristante e Mancini.

A linha de meio-campo a quatro foi ocupada por Gonzalo Villar e Diawara na zona do miolo, com Veretou e Bruno Peres nas alas. El Shaarawy e Pedro ficaram encarregues de fazer a ligação entre o setor e Edin Dzeko.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pau Lopez (7)

Karsdorp (6)

Gianluca Mancini (6)

Bryan Cristante (5)

Bruno Peres (6)

Diawara (7)

Gonzalo Villar (6)

Veretout (6)

El Shaarawy (7)

Pedro (6)

Dzeko (8)

SUBS UTILIZADOS

Pellegrini (7)

Spinazzola (7)

Carles Pérez (8)

Mayoral (7)

Mkhitaryan (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Com Ricardo Esgaio castigado, depois de ter sido admoestado com cartão vermelho no jogo da primeira mão, Zé Carlos teve de assumir a posição na lateral direita. A restante linha defensiva foi ocupada por Tormena e Rolando, na zona central, e Sequeira a ocupar a ala esquerda.

Encarregues do meio-campo ficaram João Novais, André Horta e Nico Gaitán. Galeno esteve encostado, como habitual, à linha lateral esquerda, tendo também como missão ajudar o homem mais adiantado dos minhotos, Sporar.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Sá (5)

Sequeira (5)

Rolando (6)

Tormena (6)

Zé Carlos (7)

Nico Gaitán (5)

João Novais (7)

Lucas Piázon (6)

André Horta (6)

Galeno (5)

Sporar (5)

SUBS UTILIZADOS

Fransérgio (6)

Ricardo Horta (6)

Abel Ruiz (5)

Borja (5)

Hernani Infande (-)

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