A CRÓNICA: SEM BALIZA NÃO HÁ GOLO

O SC Braga iniciava o seu percurso nas competições europeias e logo num território difícil, onde os adeptos têm uma grande força e por vezes podem criar um clima intimidatório à equipa visitante.

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Tanto a equipa portuguesa como o Estrela Vermelha (também conhecido como FK Crvena Zvezda) entravam com vontade de vencer e começar da melhor maneira este percurso europeu, no entanto as equipas iam-se encaixando sem que grandes oportunidades aparecessem no início do jogo, havendo um maior número de remates para fora do que oportunidades de golo.

O SC Braga ia construindo mais o jogo, tendo até mais bola, apesar de parecer muita lenta e estática que não beneficiava das suas tentativas de passes longos. Acabou por ser mais perto do intervalo que a equipa bracarense criou as suas maiores oportunidades de perigo, tendo até ido para os balneários com um remate ao poste após um remate de Galeno. Os bracarenses durante a primeira parte mostraram ser uma equipa mais completa que o Estrela Vermelha, mas com grandes dificuldades em entrar na área.

No início da segunda parte o SC Braga entrava com um grande ímpeto e parecia entrar com a vontade de marcar cedo, mas rapidamente acabou e deu a posse à equipa da casa. O jogo ia mantendo-se muito morno com o Estrela Vermelha cada vez mais a ter bola e até a criar mais oportunidades, sendo que aos 75 minutos depois da marcação de um canto, Rodic cabeceia e coloca a bola dentro da baliza. No entanto melhor resposta seria impossível, com Galeno um minuto depois a rematar, colocado de fora de área, e a marcar o golo bracarense.

Nem mesmo o golo do SC Braga balanceou a equipa para o ataque e a tomada do jogo continuava da equipa sérvia, que vê ser-lhe concedida um penalti a cinco minutos do final do jogo, sendo que Katai não falhou na hora de marcar.

O SC Braga que até parecia ser melhor equipa e ter mais vontade de ganhar, acaba por perder num jogo onde, sem contar com o golo, fez apenas dois remates há baliza e não soube gerir o seu ritmo acabando por sofrer os golos nos momentos em que dá a posse ao rival.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Galeno – Beneficiou de liberdade no lado direito e acaba por ser esse espaço que lhe permite marcar o golo. O Estrela Vermelha ao não atacar pelo seu lado permitiu que Galeno não precisasse de descer para defender e que se concentrasse ofensivamente, algo que ia fazendo. Foi sempre um dos elementos mais inconformados do SC Braga e o seu golo foi prova disso.

 

O FORA DE JOGO

Lucas Mineiro – no primeiro jogo a titular pelo SC Braga, pareceu sempre muito perdido durante o jogo, sendo os seus movimentos muito estáticos e trazendo pouco ao jogo. Al Musrati ficou muito sozinho no meio-campo, sendo que a saída de Mineiro até pecou por tardia devido à equipa portuguesa necessitar de mais dinâmica no centro.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTRELA VERMELHA

Com um 4-3-3 inicial o Estrela Vermelha não fez grandes alterações naquele que costuma ser o seu “onze” inicial nos jogos europeus, mas escolheu colocar Richairo Zivkovic na frente, que ia sendo apoiado pelo médio ofensivo e pelos extremos.

O Estrela Vermelha optava predominantemente pelo lado esquerdo para atacar sendo Katai e Kanga os jogadores que se mostravam mais predominantes. Já o lado direito era raramente utilizado, sendo que os jogadores destinados a ocupar essa posição caiam mais para o centro.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Borjan (6)

Gobeljic (6)

Dragovic (6)

Degenek (6)

Rodic (7)

Ivanic (6)

Sanogo (6)

Kanga (7)

Bem Nabouhane (5)

Katai (7)

Zivkovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Diony (6)

Krsticic (5)

Srnic (-)

Pankov (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal apostou em várias mudanças em relação ao último jogo, mudando cinco elementos de campo e alterando a tática, optando por um 4-2-3-1 com Diogo Leite a jogar sobre a esquerda da defesa. Já no meio campo juntava Lucas Mineiro a Al Musrati como médios mais posicionais, dando liberdade a Galeno e a Piazon para atuarem mais nas alas ofensivas.

Em momentos defensivos a equipa bracarense optava por vezes em assumir uma linha de cinco defesas com Galeno a descer, mas era algo mais raro, pois a inutilização desse lado por parte da equipa sérvia permitia que Galeno não ocupasse tantas vezes lugares defensivos e passando a Leite o papel de defesa e construtor de jogo dessa zona.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Fabiano Souza (4)

Tormena (4)

Paulo Oliveira (5)

Diogo Leite (6)

Al Musrati (6)

Lucas Mineiro (4)

Galeno (8)

Ricardo Horta (7)

Abel Ruiz (6)

Piazon (5)

SUBS UTILIZADOS

Mario González (6)

Fábio Martins (5)

André Horta (6)

Yan Couto (-)

Sequeira (-)

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