A CRÓNICA: ITALIANOS MARCAM CEDO E DEFENDEM A VANTAGEM

O Inter de Milão venceu esta noite o Bayer Leverkusen nos quartos de final da Liga Europa e é a primeira equipa apurada para as meias-finais da competição. Em Düsseldorf, os golos surgiram todos na primeira parte: Barella e Lukaku marcaram para os italianos, enquanto Havertz reduziu para os alemães.

A primeira parte foi bem animada em Düsseldorf, com o Inter a entrar melhor no jogo e a chegar à vantagem logo aos 15 minutos, numa trivela certeira de Barella. O Bayer ia tendo mais bola, mas, seis minutos mais tarde, os italianos voltaram a marcar após grande trabalho individual de Lukaku. Os alemães não demoraram a responder e reduziram para 2-1 logo a seguir, num remate de Kai Havertz já dentro da área.

Na segunda parte, o Bayer pressionou alto e fez de tudo para chegar pelo menos ao empate, mas a ineficácia dos alemães acabou por ser fatal. O Inter soube gerir a vantagem e até podia ter voltado a marcar, mas Hradecky fez uma exibição de luxo e evitou o avolumar do resultado.

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Com esta vitória, o Inter segue para as meias-finais da Liga Europa, onde irá defrontar o vencedor do jogo entre Shakhtar Donetsk e Basileia.

A FIGURA


Hradecky – É certo que o Bayer ficou pelo caminho, mas se a equipa saiu de Düsseldorf com uma derrota pela margem mínima, ao seu guarda-redes o deve. Sem culpa nos golos sofridos, o guarda-redes finlandês nascido na Eslováquia fez uso de todas as partes do corpo para evitar uma derrota mais pesada.

 

O FORA DE JOGO


Ineficácia atacante do Bayer – Apesar da qualidade individual dos homens da frente, o ataque dos alemães teve sempre dificuldade em penetrar na muralha defensiva do Inter. Em 11 tentativas de remate, a equipa apenas conseguiu dois remates enquadrados com a baliza.

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE

Antonio Conte escalou a sua equipa em 3-5-2, sem alterações face ao último jogo com o Getafe. Os italianos mostraram-se bem rotinados neste sistema, chegando com facilidade ao último terço e criando muitos lances de perigo. No momento defensivo, os alas desciam e formavam uma linha defensiva de cinco elementos, tornando mais difícil ao Bayer penetrar no último terço do terreno. No momento atacante, Lautaro era a unidade mais móvel e aparecia com frequência nos corredores, ao passo que Lukaku funcionou como unidade de fixação da defesa adversária, alternando entre pivot ofensivo e referência na área. A mobilidade que os dois homens da frente conferiram ao ataque do Inter, permitiu aos médios da equipa aparecer melhor em zonas de finalização, como se provou pelo golo de Barella.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (7)

Bastoni (7)

De Vrij (7)

Godín (7)

D’Ambrosio (6)

Barella (8)

Brozovic (7)

Gagliardini (6)

Ashley Young (8)

Lautaro Martínez (7)

Lukaku (8)

 

SUBS UTILIZADOS

Eriksen (5)

Moses (5)

Alexis Sánchez (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – BAYER 04 LEVERKUSEN

Peter Bosz apresentou a sua equipa em 4-2-3-1, com duas novidades no onze titular: Baumgartlinger entrou para o lugar do castigado Aránguiz e Sven Bender lesionou-se no aquecimento, com Tah a ser chamado ao onze na sua vez. O Bayer demorou a conseguir assentar o seu jogo, mas, ainda assim, procurou pressionar alto e dificultar a saída a jogar do Inter. Com o passar dos minutos, a equipa começou a sair a jogar com a bola controlada e a soltar-se da pressão exercida pelo adversário. No momento ofensivo, a equipa procurou sempre mais o jogo pelas alas, sobretudo pelo corredor de Diaby.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hradecky (8)

Lass Bender (6)

Tah (5)

Tapsoba (4)

Sinkgraven (5)

Palacios (5)

Baumgartlinger (6)

Diaby (7)

Demirbay (6)

Havertz (6)

Volland (6)

SUBS UTILIZADOS

Leon Bailey ()

Wendell ()

Amiri ()

Bellarabi (-)

Alario (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

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