Ficamos Shakhteados! Ficamos porque não merecemos este resultado!

Jogo sem grandes surpresas nos onzes iniciais. De parte a parte. Boly na dupla com Ricardo Ferreira e André Pinto no banco será o maior destaque para o Braga. Do lado do Shakhtar, um banco recheado de valores como Bernard ou Eduardo. Ismaily, sê bem vindo, mas para a próxima prefiro ver-te do lado de cá.

Superior desde o início ao fim da primeira parte, o Braga não desistiu e foi sempre à luta. Muitos ataques, muita bola nos pés, mais remates. Os números demonstram a superioridade. Menos no resultado. 44 minutos, bola parada, e golo para o Shakhtar. Sem grande escavação as minas encheram os cofres ucranianos. Para operários mineiros a escavação pareceu curta. Mas o pragmatismo e a eficácia ucraniana opuseram-se à beleza de jogar futebol e ao encanto e coragem da equipa bracarense. È mesmo assim. Intervalo na pedreira numa escavação sem plano nem projecto…

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Começou a segunda parte da pior forma para o Braga. Algo nervoso, ansioso e reticente. Lá foi dando as mãos e protegendo o seu terreno. E, já que na semana anterior baptizei um poste, esta semana tenho o prazer de vos apresentar, a vós, leitores, a “travadinha”! De tal forma foi o jogo ucraniano que o sono se apoderou do Braga, e quando foi lá, bem à frente, Rafa, sonhando com o Golo, pum!! em cheio na travadinha…! Que bem nos sabia este momento se a bola tivesse entrado. Segue o sonho até à próxima semana! Mas focando mais no jogo e fugindo aos baptismos que ingenuamente se opõem ao trabalho de um verdadeiro guerreiro operário, o Braga insistiu. Carregou sem perdoar, até que alguém se esqueceu da picareta dentro da área do Shakhtar e pôs a mão no caminho. Já vi ser assinalado por menos. Lance rápido e de difícil análise visto ser muito perto do corpo. Rafa, Pedro Santos e Luiz Carlos incansaveis; e Matheus, que em duas ocasiões foi fundamental no caminho da fé do Braga. Quando aos 74 minutos de jogo, sai Stoilkovic para entrar Wilson Eduardo, Paulo Fonseca, e bem, reforça no disparo e imprevisibilidade para desatar o jogo no Minho.

Hassan não esteve nos melhores dias Fonte: SC Braga
Hassan não esteve nos melhores dias
Fonte: SC Braga

Mas… num lance muito rápido e inteligente o Shakhtar eleva o marcador para 2-0… Lucescu deu aulinha de ataque rápido e disse: – «Olha que aos 74 minutos o Goiano vai antecipar-se mal à bola e vai sobrar para ti! Corre, passa para o meio e golo…» Dito e feito. Paulo, são muitos anos de bola… Um dia vais lá chegar, tenho a certeza! És enorme! Mas, a velha raposa piscou o olho e lançou o Shakhtar para o segundo. Segue-se mais um pouco do enredo mexicano… Braga em cima, à esquerda, à direita, ao centro, menos lá dentro… Tudo isto intercalado com um desfile de substituições por parte do Shakhtar e uma para os Arsenalistas. E como só vê o desfile quem paga, Wilson no centro da área e golo do Braga! É certo que foi tarde mas veio. Merecido, importante, bonito e acima de tudo honrado. 2-1 no fim… Injusto. Mas foi assim que aconteceu.

Ainda nos vão dar muitas alegrias, estou certo disso. Estamos sempre juntos! Braga, para a semana há mais e não me obriguem a mais baptismos porque não escolhi reflectir sobre o jogo. Prefiro senti-lo através de vós! Força, Braga!

A figura:

Rafa e Wilson – O primeiro, pela constante entrega e influência na manobra ofensiva bracarense, e o segundo pela boa entrada em campo e pelo golo que pode ser essencial no desenrolar da eliminatória.

O Fora de Jogo:

Hassan – Esperava-se mais um bocadinho deste belíssimo jogador, que tendo uma equipa permeável nas bolas aéreas pela frente, deveria ter feito mais. Certo que não abundaram as oportunidades, mas não deixaram de existir.

Foto de capa: Uefa Europa League