A CRÓNICA: QUEM NÃO MARCA, SOFRE

O RheinEnergieStadion – estádio do FC Köln – foi o palco da primeira meia final da edição 19/20 da Liga Europa, que opôs duas formações com muita ambição para a conquista da prova: o Sevilha FC e o Manchester United FC.

Com o favoritismo da partida a recair para a turma de Bruno Fernandes, o equilíbrio entre as duas equipas foi notório, ainda que os red devils tenham sido a equipa mais perigosa ao longo do encontro.

Numa primeira parte muito bem disputada, o marcador registou a primeira mexida à passagem dos dez minutos de jogo, depois da conversão de uma grande penalidade por intermédio de Bruno Fernandes. A resposta dos blanquirrojos surgiu dos pés de Suso, ao minuto 26, depois de uma boa jogada de envolvimento atacante, que acabaria por restaurar a igualdade no marcador. Após o apito para o descanso, cresciam as expetativas para o segundo tempo.

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O regresso dos balneários deu-se a todo o gás, com o Manchester United a tentar o golo a todo o custo, após remates consecutivos a serem defendidos ou pelo guarda-redes Yassine Bono ou pelas pernas dos defesas sevilhanos. Ao minuto 55, Lopetegui operou duas alterações na frente de ataque, de maneira a tentar dar mais poderio ofensivo à sua equipa, que vinha a ser pressionada no seu meio campo desde o recomeço da partida.

E como diz o ditado, que quem não marca sofre, foi perante a ineficácia dos red devils que o Sevilha iria consumar a reviravolta no marcador, ao minuto 78, com tento de Luuk de Jong, mostrando ter sido acertada a escolha de Lopetegui ao colocá-lo em campo. Após o golo, a formação inglesa não mais se encontrou no encontro e o resultado acabaria por se manter inalterado, no 2-1 a favor dos espanhóis.

Com este triunfo, os andaluzes voltam a carimbar a passagem a nova final da Liga Europa, a quarta na última década, ficando à espera de FC Internazionale Milano ou FK Shakhtar, que irão amanhã disputar o último bilhete para a final da prova.

A FIGURA

Luuk de Jong – O holandês saltou do banco e foi decisivo no encontro, tendo apontado o tento da vitória do Sevilha FC, quando o Manchester United FC andou mais perto do golo. A sua contribuição no jogo acabou por ser preponderante. Destaco ainda a exibição montruosa do guardião Yassine Bono.

O FORA DE JOGO

Defesa do Manchester United FC – Apesar de, no geral, os red devils terem sido a melhor equipa, das poucas vezes que o Sevilha conseguiu chegar à baliza adversária, conseguiu criar problemas. No segundo tento sevilhano, a defesa do Manchester United ficou mal na fotografia.

 

ANÁLISE TÁTICA – SEVILHA FC

Os pupilos de Julen Lopetegui apresentaram-se num dispositivo base de 4-3-3, com o extremo argentino Lucas Ocampos a destacar-se como o homem mais destabilizador da formação sevilhana, até à sua saída por aparente lesão. Os blanquirrojos, face à pressão exercida pelo Manchester United FC, apostaram em contra-ataques e ataques rápidos, que aliados a uma grande consistência defensiva, acabou por dar excelentes resultados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bono (8)

Navas (7)

Koundé (6)

Diego Carlos (6)

Reguilón (7)

Banega (6)

Fernando (7)

Jordán (6)

Suso (7)

En-Nesyri (6)

Ocampos (7)

SUBS UTILIZADOS

Munir (6)

de Jong(8)

Vázquez (6)

Gudelj (-) 

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Os red devils entraram no terreno de jogo dispostos num sistema tático base de 4-3-3, com a construção ofensiva a partir muitas vezes dos pés do maestro Bruno Fernandes. A formação orientada por Ole Gunnar Solskjaer foi a equipa mais pressionante ao longo do encontro, bem como a mais perigosa perto da baliza. Ainda assim, a falta de eficácia acabou por ser fatal.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (6)

Wan-Bissaka (7)

Lindelöf (6)

Maguire (6)

Williams (6)

Fred (7)

  1. Fernandes (7)

Pogba (7)

Greenwood (7)

Rashford (7)

Martial (6)

SUBS UTILIZADOS

Mata (-)

James (-)

Fosu-Mensah (-)

Ighalo (-)