Sevilla FC 3-2 FC Internazionale Milano: Seis em Seis…e Lopetegui sorri num jogo de loucos

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A CRÓNICA: TU MARCAS? EU RESPONDO. MAS SÓ UM GANHA.

Intensidade, entrega, emoção… Bem, o duelo inédito entre Sevilla FC e FC Internazionale Milano na final da Liga Europa teve de tudo um pouco. Frente a frente, estavam duas filosofias de jogo claramente distintas (ambas bem trabalhadas), mas só uma podia conquistar o troféu. Começou a perder, mas o Sevilla acabaria mesmo a sorrir com uma vitória por 3-2.

O jogo não poderia ter começado melhor para os amantes do futebol. Logo a abrir, Lukaku conduziu um contra-ataque desde o meio-campo, foi tocado por Diego Carlos na grande área e tratou de inaugurar o marcador de penálti. Velocidade e simplicidade? Sim. Só que do outro lado estava um Sevilla com forte poder de reação e que, ainda nos primeiros 15 minutos, chegou ao golo do empate por Luuk de Jong, fruto de uma grande jogada de insistência.

A intensidade era alta, a exigência também e, por isso, o ritmo de jogo não abrandou nem por um bocadinho. Pouco depois da meia hora de jogo, o mesmo De Jong chegaria ao tento da reviravolta (novamente de cabeça) na sequência de um livre estudado, ao qual a equipa de Milão reagiu logo a seguir, com um cabeceamento certeiro de Godín também num lance de bola parada. Mais emoção que isto? Era difícil…

No regresso dos balneários, as duas equipas passaram a correr menos riscos, as oportunidades diminuíram, mas a intensidade, implicitamente, esteve sempre lá. A formação de Conte até chegou a ser um pouco mais autoritária no segundo tempo, mas isso não se traduziu em golos e foi mesmo o Sevilla a fazer o 3-2. Minutos depois de Lukaku ter falhado a reviravolta na cara de Bono, o belga acabaria por ter a infelicidade de desviar um remate acrobático de Diego Carlos para o fundo das redes.

O Sevilla baixou as linhas, defendeu o resultado como pôde e acabou mesmo por triunfar, vencendo a competição pela sexta vez (todas neste século) em seis tentativas, terminando a temporada com 21 jogos consecutivos sem derrotas. Lopetegui conquista, assim, o seu primeiro título ao serviço de uma equipa sénior. E que título…

 

A FIGURA


Luuk de Jong – O perfume que Éver Banega deixou em campo fala por si, mas o destaque vai mesmo para o avançado holandês, autor de dois dos três golos que premiaram o Sevilla. Não tinha sido primeira opção para Lopetegui nos últimos encontros, mas o golo na meia-final justificou a aposta para o derradeiro jogo. E com resultados práticos. Dois cabeceamentos certeiros de um avançado que apareceu no sítio certo e na hora certa.

 

O FORA DE JOGO


Nicolò Barella – Não se pode dizer que tenha realizado um péssimo jogo, mas foi o elemento mais apagado da equipa do Internazionale. Amarelado ainda na primeira parte, sentiu parte das suas ações condicionadas no segundo tempo para travar as investidas adversárias, o que fez com que muitas vezes fosse ultrapassado ou perdesse a bola em zona proibida e não tivesse a astúcia exigida para a recuperar.

 

ANÁLISE TÁTICA – SEVILLA FC

Após três jogos consecutivos a utilizar o mesmo “onze” inicial, Lopetegui optou por promover uma alteração na frente de ataque, trocando En-Nesyri por Luuk de Jong, ele que marcou o golo que apurou os espanhóis para a final. A jogar no habitual 4-3-3, o Sevilla entrou pressionante, voltou a cometer um penálti numa fase madrugadora do encontro (pela terceira vez seguida), mas nem isso abalou o conjunto espanhol, que soube como reagir às adversidades.

Mais posse de bola, pressão forte, paciência na circulação e bom timing de passe. Tudo isto conduziu às maiores jogadas de perigo, contando o apoio nos laterais a premiar o bom jogo exterior do Sevilla. Certo é que, dos três golos, dois saíram de bolas paradas… E isso também se trabalha.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bono (7)

Sergio Reguilón (7)

Diego Carlos (6)

Jules Koundé (7)

Jesús Navas (6)

Fernando (7)

Éver Banega (8)

Joan Jordán (6)

Lucas Ocampos (7)

Suso (6)

Luuk de Jong (8)

SUBS UTILIZADOS

Munir El Haddadi (6)

Franco Vázquez (5)

Nemanja Gudelj (-)

Youssef En-Nasyri (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE

Quatro jogos consecutivos para a mesma competição, quatro vezes em que Antonio Conte decidiu apostar exatamente no mesmo “onze”. Com o já tradicional esquema de três centrais, o Internazionale voltou a jogar num 3-5-2, com os laterais muitas vezes projetados no ataque e a rondar a grande área, mas também sempre prontos a descer no terreno, a acompanhar a aposta nos flancos pelo adversário e, com isso, a fazer linha de cinco perante a persistência ofensiva do Sevilla.

Apesar da forte pressão do Sevilla, a turma de Conte revelou ter a segurança necessária para sair a jogar, mas nem sempre conseguindo dar o devido desenvolvimento às saídas de pressão. Ainda assim, o maior erro esteve na abordagem defensiva às bolas paradas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samir Handanovic (6)

Alessandro Bastoni (5)

Stefan de Vrij (6)

Diego Godín (7)

Ashley Young (6)

Roberto Gagliardini (7)

Marcelo Brozovic (5)

Nicolò Barella (4)

Danilo D’Ambrosio (6)

Lautaro Martínez (5)

Romelu Lukaku (6)

SUBS UTILIZADOS

Christian Eriksen (5)

Victor Moses (5)

Alexis Sánchez (6)

Antonio Candreva (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Miguel Simões
Miguel Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Já com uma licenciatura em Comunicação Social na bagagem, o Miguel é aluno do mestrado em Jornalismo e Comunicação, na Universidade de Coimbra. Apaixonado por futebol desde tenra idade, procura conciliar o melhor dos dois mundos: a escrita e o desporto.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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