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O Parc Olympique Lyonnais recebeu a final entre os dos colossos da Liga Francesa. O Mónaco de Leonardo Jardim- que não contava com Falcão por lesão-, João Moutinho e Bernardo Silva tentava “roubar” o quarto título consecutivo ao PSG de Unai Emery, Gonçalo Guedes (que nem no banco estava presente) e Cavani.

O PSG deu o pontapé de saída de um jogo que se adivinhava espetacular, organizando o seu jogo ofensivamente, o que originou a vantagem no marcador muito cedo. Verratti isola Di Maria que não é egoísta e passa para o lado, onde aparece Draxler (em fora-de-jogo) a rematar para dentro da baliza de Subasic. O Mónaco tentava responder a este golo madrugador, mas sem problemas de maior para a equipa parisiense, que controlava o jogo ao seu ritmo.

O Mónaco, depois de já ter ameaçado, acabou mesmo por chegar ao golo (e que golo!) do empate por Lemar. Bernardo Silva pica a bola para Mbappé, que engana dois adversários e passa para Lemar que, à entrada da área, remata sem hipóteses para Trapp.

Com o PSG a mostrar ter mais vontade para alterar o resultado, Cavani não é feliz e falha uma das oportunidades mais claras desta primeira parte. Depois de canto batido por Di Maria, Thiago Silva dá de cabeça a um primeiro momento e o uruguaio remata de calcanhar para uma defesa impressionante de Subasic, puramente instintiva, sob a linha. Num segundo momento, ainda no chão, Cavani tenta encostar para a baliza, de joelho, com o guarda-redes croata novamente a segurar a bola.

Num jogo absolutamente alucinante, Di María marca o segundo golo para a equipa parisiense. Draxler encontra o argentino desmarcado dentro de área e este apenas tem que encostar para o poste mais próximo, com Subasic a ficar “pregado” ao chão. O golo deixa novamente dúvidas, visto que o alemão parece dominar a bola com o braço. O jogo chegava então ao intervalo com o PSG a quarenta e cinco minutos de conquistar a sua quarta taça da liga consecutiva.

Cavanni esteve em grande destaque na primeira parte Fonte: Daily Mail
Cavanni esteve em grande destaque na primeira parte
Fonte: Daily Mail

A segunda parte começou com o Mónaco mais rápido e com as linhas mais subidas, mas com o ataque muito desligado do resto da equipa, não conseguindo haver ligação entre os alas e os avançados.

Apesar da entrada mais forte da equipa monegasca, é Cavani que marca o terceiro golo para o PSG. Depois de um mau alívio, Verratti passa de trivela para o uruguaio, que perto da pequena área, remata de primeira junto ao poste mais próximo. Mais um golo incrível numa vitória que se avolumava cada vez mais.

O PSG não tirava o pé do acelerador e Cavani acaba mesmo por falhar, por centímetros, o bis, após excelente cruzamento de Di María. Em nova investida é Subasic a tirar “o pão da boca”a Kurzawa.

A equipa de Leonardo Jardim, visivelmente desgastada, tentava chegar perto da baliza de Trapp, mas sem efeito. O Paris Saint-Germain merece também nota de destaque, visto que colocava grande parte da equipa dentro da área, quando o Mónaco se aproximava. As investidas mais rápidas eram feitas tanto por Bernardo Silva como por Dirar, que entrou para render o capitão Germain.

Cardona, acabado de entrar, teve oportunidade de fazer o 2-3, mas a bola saiu muito perto do poste de Trapp. Do outro lado, Di María mostrava espetáculo, com um remate, com a parte de fora do pé, puxado ao poste mais longínquo. Subasic não ficou para trás e fez uma defesa incrível.

O jogo, nos últimos minutos, estava bastante partido. O Mónaco tentava marcar pelo menos mais um golo através de contra-ataques e, do outro lado, o PSG aproveitava a velocidade d incansável Di María.

Foi numa destas jogadas que chega mais um golo do PSG. Di María, do lado direito, percorre a ala e cruza para a área, onde estava novamente Cavani para rematar (outra vez!) de primeira, fuzilando completamente Subasic.

O jogo estava assim acabado, com o Mónaco a sofrer uma derrota mais pesada do que o que merecia e o PSG, merecidamente, a levar a Coupe de France, pela quarta vez consecutiva, para casa. Notou-se a falta de Falcão na equipa do Mónaco, que já não perdia há seis jogos.

Foto de Capa: L’Equipe

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