E foi o Jardim que os colheu

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C’est fait! O Monaco de Leonardo Jardim é campeão francês! Foi interrompido, com brio, o percurso vitorioso do PSG na competição, após vitória imposta ao St-Ettiene.

Jardim nunca desistiu dos seus princípios de jogo, manteve-os de uma época para a outra, usando a persistência e a crença no seu trabalho como guarda-chuva da enxurrada críticas de treinador defensivo e cinzento de que foi alvo na temporada passada.

Teve a audácia de não se conformar com uma hegemonia que se considerava indestrutível. Afinal, começava a época com os mesmos pontos do PSG e não com os 31 de atraso com que terminara a anterior. E o 1º lugar não era cativo de ninguém a não ser que o merecesse. E o “seu” Monaco mereceu mais do que os outros.

Porque lutou e trabalhou o dobro daqueles que tinham uma vantagem milionária. Não só nos 63 (!) jogos que vai disputar até final da época, mas também fora deles (porque não se consegue um aproveitamento físico-competitivo tão bom sem um forte compromisso fora das quatro linhas).

 

Bernardo Silva floresceu sob o comando do Leonardo Jardim Fonte: AS Monaco
Bernardo Silva floresceu sob o comando do Leonardo Jardim
Fonte: AS Monaco

Jardim teve des balles de acreditar na capacidade e na entrega dos seus meninos. Os meninos (como Bernardo Silva, Mbappe, Bakayoko, Lemar e Fabinho) que ontem eram como àrvores frágeis e murchas em comparação às do enorme quintal do vizinho (com o qual Jardim nunca se preocupou) e que hoje têm a robustez e a vivacidade só possível às “àrvores” que têm o privilégio de ter um tratador paciente e cuidadoso com o seu crescimento,.

Ao longo da época, essas “àrvores” foram dando frutos saudáveis (proposta de jogo sustentável), e deliciosos (18 goleadas em 36 jogos na Ligue 1). Hoje, esses frutos foram colhidos por Leonardo Jardim e mostrados ao mundo numa bandeja que é uma ode à persistência da crença no nosso trabalho.

Obrigado!

Foto de Capa: Valery Hache\GettyImages 

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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