O AS Mónaco voltou a entrar em falso na Liga Francesa, ao sofrer duas derrotas pesadas nos dois primeiros desafios e ao empatar diante do Nimes na tarde deste domingo, em jogo da terceira jornada. Os adeptos monegascos estarão a ter um déjà-vu da atribulada temporada passada, em que a luta pela manutenção durou até ao fim.

Leonardo Jardim iniciou mais uma época ao leme dos monegascos, a sexta consecutiva, mas não de forma contínua, uma vez que na temporada passada foi despedido e contratado três meses depois. Mesmo depois do reingresso no Principado, não melhorou substancialmente os anteriores maus resultados (sob a sua orientação e sob a orientação de Thierry Henry) e viu de muito perto a zona vermelha do campeonato.

Longe dos (recentes) tempos áureos em que atingiu as meias-finais da Liga dos Campeões e conquistou o campeonato gaulês, a direção monegasca voltou a apostar forte neste mercado, despendendo mais de 120 milhões de euros em nomes como Ben Yedder, Gelson Martins, Maripán, Lecomte, Onyekuru ou Islam Slimani. Juntando estes reforços a nomes como Fabregás, Jemerson, Golovin, Falcao ou Keita Baldé, reunimos um plantel para, no mínimo, atacar os lugares europeus.

Depois da saída de Rony Lopes, residem em Ben Yedder e Slimani as principais esperanças do Mónaco
Fonte: AS Monaco

Mas não é isso que se tem visto. Os três primeiros desafios mostraram um Mónaco amorfo, com alguma falta de ideias ofensivas, com muita desorientação defensiva e com bastante indisciplina: em três jogos, três expulsões, não terminando nenhum jogo com 11 jogadores.

O jogo deste domingo, no estádio Louis II, diante do Nimes, parecia ser uma mudança de paradigma nos monegascos: depois dos 0-3 diante do Lyon e do 3-0 diante do recém-promovido Metz, o Mónaco vencia confortavelmente por 2-0 ao intervalo, com golos das duas mais recentes contratações, Wissan Ben Yedder e Islam Slimani.

Porém, mais um caso de indisciplina viria a mudar tudo. Jemerson viu o cartão vermelho direto (algo exagerado, a meu ver) e o Mónaco começou a ressentir-se da sua ausência. A equipa forasteira galvanizou-se e partiu para cima do adversário, que tremeu e permitiu o empate, sofrendo dois golos com culpas para o lateral adaptado Gelson Martins. Os minutos finais foram de sofrimento para os da casa, denotando-se a falta de confiança que os jogadores do Mónaco atravessam, que neste momento, mais que um clube, é uma casa a arder.

O plantel está, novamente, recheado de grandes jogadores, mas coletivamente rendem pouco. Leonardo Jardim tem muito trabalho pela frente e a equipa precisa urgentemente de uma vitória para aumentar os níveis de confiança e afastar os fantasmas. O jardim do Principado vive dias cinzentos.

Foto de Capa: AS Monaco

artigo revisto por: Ana Ferreira

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